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Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
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Economia

Bancos vão antecipar R$ 32,5 bilhões ao FGC até dia 25

Os bancos que compõem o Sistema Financeiro Nacional vão realizar, até o dia 25, um aporte extraordinário estimado em R$ 32,5 bilhões no Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A medida foi aprovada pelo Conselho de Administração do FGC nesta quinta-feira (5).

06/03/2026 · 09h30
Bancos vão antecipar R$ 32,5 bilhões ao FGC até dia 25

Os bancos que compõem o Sistema Financeiro Nacional vão realizar, até o dia 25, um aporte extraordinário estimado em R$ 32,5 bilhões no Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A medida foi aprovada pelo Conselho de Administração do FGC nesta quinta-feira (5).

Segundo o fundo, os recursos resultarão da antecipação de contribuições ordinárias exigidas das instituições financeiras. O montante corresponde ao equivalente a 60 meses de recolhimentos regulares.

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Motivação e objetivo

Em nota, o FGC declarou que a ação tem como objetivo reforçar a capacidade financeira do fundo. “A medida tem por finalidade assegurar a solidez patrimonial do FGC e garantir a plena capacidade de cumprimento de suas obrigações, em estrita observância à legislação vigente e às disposições estatutárias”, afirmou a entidade.

Caso Banco Master

O aporte ocorre enquanto o FGC lida com os pagamentos decorrentes do colapso do Banco Master. Até esta quinta-feira, o fundo já desembolsou R$ 38,4 bilhões em garantias a credores do grupo financeiro, valor que representa cerca de 94% do total previsto para indenizações. Aproximadamente 675 mil credores receberam os pagamentos, o que equivale a 87% do universo de beneficiários.

Desconto no compulsório

Dois dias antes da deliberação do conselho do FGC, o Banco Central autorizou que os bancos compensem os valores antecipados ao fundo com o recolhimento compulsório — parcela dos depósitos que as instituições são obrigadas a manter no BC. Na prática, essa autorização pode liberar cerca de R$ 30 bilhões para o setor financeiro ao longo deste ano. O BC informou, porém, que a medida não deverá impactar a economia, pois considera que haverá compensação pelos recursos que deixarão de circular em razão das contribuições antecipadas.

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Plano emergencial e cronograma

Em fevereiro, o FGC havia aprovado um plano emergencial para cobrir o rombo deixado pelo Banco Master. O programa previa a antecipação imediata do equivalente a cinco anos de contribuições futuras dos bancos associados, parcelada em três meses consecutivos. O cronograma também prevê novos adiantamentos: mais 12 meses de contribuições em 2027 e outros 12 meses em 2028, o que, somado, pode chegar a até sete anos de recolhimentos antecipados.

Contexto da liquidação

O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master em 18 de novembro de 2025, após a instituição enfrentar uma grave crise de liquidez decorrente de ofertas de rendimentos elevados. As investigações apontaram um esquema de fraudes estimado em cerca de R$ 17 bilhões, envolvendo a criação de carteiras de crédito fictícias e tentativas de transferir esses ativos ao Banco de Brasília (BRB) para ocultar o rombo contábil.

Com o colapso, o FGC passou a ressarcir os investidores em um montante aproximado de R$ 40,6 bilhões para atender garantias de cerca de 1,6 milhão de credores. O dono do banco, Daniel Vorcaro, foi preso pela Polícia Federal no dia da liquidação durante a Operação Compliance Zero; após ser libertado para responder em liberdade sob medidas cautelares, foi detido novamente nesta quarta-feira. As apurações também resultaram no afastamento de servidores do Banco Central e na liquidação de outras entidades envolvidas, como a Reag Investimentos e o Banco Pleno.

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Os bancos que compõem o Sistema Financeiro Nacional vão realizar, até o dia 25, um aporte extraordinário estimado em R$ 32,5 bilhões no Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A medida foi aprovada pelo Conselho de Administração do FGC nesta quinta-feira (5).

Segundo o fundo, os recursos resultarão da antecipação de contribuições ordinárias exigidas das instituições financeiras. O montante corresponde ao equivalente a 60 meses de recolhimentos regulares.

Motivação e objetivo

Em nota, o FGC declarou que a ação tem como objetivo reforçar a capacidade financeira do fundo. “A medida tem por finalidade assegurar a solidez patrimonial do FGC e garantir a plena capacidade de cumprimento de suas obrigações, em estrita observância à legislação vigente e às disposições estatutárias”, afirmou a entidade.

Caso Banco Master

O aporte ocorre enquanto o FGC lida com os pagamentos decorrentes do colapso do Banco Master. Até esta quinta-feira, o fundo já desembolsou R$ 38,4 bilhões em garantias a credores do grupo financeiro, valor que representa cerca de 94% do total previsto para indenizações. Aproximadamente 675 mil credores receberam os pagamentos, o que equivale a 87% do universo de beneficiários.

Desconto no compulsório

Dois dias antes da deliberação do conselho do FGC, o Banco Central autorizou que os bancos compensem os valores antecipados ao fundo com o recolhimento compulsório — parcela dos depósitos que as instituições são obrigadas a manter no BC. Na prática, essa autorização pode liberar cerca de R$ 30 bilhões para o setor financeiro ao longo deste ano. O BC informou, porém, que a medida não deverá impactar a economia, pois considera que haverá compensação pelos recursos que deixarão de circular em razão das contribuições antecipadas.

Plano emergencial e cronograma

Em fevereiro, o FGC havia aprovado um plano emergencial para cobrir o rombo deixado pelo Banco Master. O programa previa a antecipação imediata do equivalente a cinco anos de contribuições futuras dos bancos associados, parcelada em três meses consecutivos. O cronograma também prevê novos adiantamentos: mais 12 meses de contribuições em 2027 e outros 12 meses em 2028, o que, somado, pode chegar a até sete anos de recolhimentos antecipados.

Contexto da liquidação

O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master em 18 de novembro de 2025, após a instituição enfrentar uma grave crise de liquidez decorrente de ofertas de rendimentos elevados. As investigações apontaram um esquema de fraudes estimado em cerca de R$ 17 bilhões, envolvendo a criação de carteiras de crédito fictícias e tentativas de transferir esses ativos ao Banco de Brasília (BRB) para ocultar o rombo contábil.

Com o colapso, o FGC passou a ressarcir os investidores em um montante aproximado de R$ 40,6 bilhões para atender garantias de cerca de 1,6 milhão de credores. O dono do banco, Daniel Vorcaro, foi preso pela Polícia Federal no dia da liquidação durante a Operação Compliance Zero; após ser libertado para responder em liberdade sob medidas cautelares, foi detido novamente nesta quarta-feira. As apurações também resultaram no afastamento de servidores do Banco Central e na liquidação de outras entidades envolvidas, como a Reag Investimentos e o Banco Pleno.

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