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Agro

Vaquejada deixa de ser esporte ilegal

Por maioria de votos, a Corte reconhece a atividade como patrimônio cultural, exigindo fiscalização para evitar maus-tratos e garantir a integridade física dos bois e cavalos. O Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu o julgamento que define o futuro das vaquejadas no Brasil. Os ministros decidiram que a prática é constitucional, fundamentada na Emenda Constitucional 96/2017, que descaracteriza […]

06/03/2026 · 17h56
Vaquejada deixa de ser esporte ilegal

Por maioria de votos, a Corte reconhece a atividade como patrimônio cultural, exigindo fiscalização para evitar maus-tratos e garantir a integridade física dos bois e cavalos.


Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu o julgamento que define o futuro das vaquejadas no Brasil. Os ministros decidiram que a prática é constitucional, fundamentada na Emenda Constitucional 96/2017, que descaracteriza como crueldade as práticas esportivas que utilizem animais, desde que sejam registradas como bem de natureza imaterial e patrimônio cultural brasileiro.

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Entretanto, a legalidade não é um “cheque em branco”. A decisão do STF impõe que os estados e organizadores implementem protocolos severos de bem-estar animal. Entre as exigências, destacam-se o uso de protetores na cauda dos bois (para evitar desmembramentos), a proibição de ferrões ou choques e a obrigatoriedade de acompanhamento veterinário em todas as etapas do evento.

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O julgamento foi marcado pelo debate entre a preservação de tradições culturais e econômicas do Nordeste e a proteção dos direitos dos animais. A maioria dos ministros entendeu que, com a devida regulamentação e fiscalização técnica, é possível conciliar a atividade com o respeito à vida animal. O descumprimento dessas normas pode acarretar na suspensão imediata do evento e em punições criminais para os organizadores.

Para o setor do Agro, a decisão traz alívio. A vaquejada movimenta bilhões de reais anualmente e gera milhares de empregos diretos e indiretos, desde criadores de cavalos de raça até prestadores de serviço locais. Agora, o desafio passa a ser a padronização das regras de fiscalização em todo o país.


Principais Regras impostas pelo STF

  • Protetor de Cauda: Uso obrigatório para proteger as vértebras do animal.
  • Solo de Areia: Profundidade mínima para amortecer a queda do boi.
  • Proibição de Objetos Perfurantes: Vedado o uso de qualquer instrumento que cause ferimento ou dor deliberada.
  • Fiscalização: Presença obrigatória de médicos veterinários e equipe de bem-estar animal.

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Por maioria de votos, a Corte reconhece a atividade como patrimônio cultural, exigindo fiscalização para evitar maus-tratos e garantir a integridade física dos bois e cavalos.


Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu o julgamento que define o futuro das vaquejadas no Brasil. Os ministros decidiram que a prática é constitucional, fundamentada na Emenda Constitucional 96/2017, que descaracteriza como crueldade as práticas esportivas que utilizem animais, desde que sejam registradas como bem de natureza imaterial e patrimônio cultural brasileiro.

Entretanto, a legalidade não é um “cheque em branco”. A decisão do STF impõe que os estados e organizadores implementem protocolos severos de bem-estar animal. Entre as exigências, destacam-se o uso de protetores na cauda dos bois (para evitar desmembramentos), a proibição de ferrões ou choques e a obrigatoriedade de acompanhamento veterinário em todas as etapas do evento.

O julgamento foi marcado pelo debate entre a preservação de tradições culturais e econômicas do Nordeste e a proteção dos direitos dos animais. A maioria dos ministros entendeu que, com a devida regulamentação e fiscalização técnica, é possível conciliar a atividade com o respeito à vida animal. O descumprimento dessas normas pode acarretar na suspensão imediata do evento e em punições criminais para os organizadores.

Para o setor do Agro, a decisão traz alívio. A vaquejada movimenta bilhões de reais anualmente e gera milhares de empregos diretos e indiretos, desde criadores de cavalos de raça até prestadores de serviço locais. Agora, o desafio passa a ser a padronização das regras de fiscalização em todo o país.


Principais Regras impostas pelo STF

  • Protetor de Cauda: Uso obrigatório para proteger as vértebras do animal.
  • Solo de Areia: Profundidade mínima para amortecer a queda do boi.
  • Proibição de Objetos Perfurantes: Vedado o uso de qualquer instrumento que cause ferimento ou dor deliberada.
  • Fiscalização: Presença obrigatória de médicos veterinários e equipe de bem-estar animal.

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