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José Almeida Bispo

A FEIRA LIVRE E AS “VELHAS NOVIDADES”.

A feira continuará soberana.

14/09/2026 · 12h54
A FEIRA LIVRE E AS “VELHAS NOVIDADES”.

Faz 60 anos, vinte vezes mais. E a feira, talvez surgida há seis mil anos na Mesopotâmia, continua, em praticamente todas as culturas.

Feira, Pegue-pague
Em 1968, ano da foto à esquerda, a grande preocupação era com os nascentes pegues-pagues, hoje supermercados. E a feira não parou de crescer, como em 2010, lado direito.

Hoje vi um podcast no Instagram. E, como foi de Instagram, desapareceu para mim, em seguida. Coisa típica dessas redes sociais: frívolas, rasas, e que, mesmo o que tem de conteúdo sério, é tratado como mero lixo descartável, sem mais ninguém conseguir rever. Consumismo idiota, tão ao (des)gosto geral atual.
O material do referido podcast, contudo, muito interessante. Sobre a Feira Livre de Itabaiana.

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Feira do Largo Santo Antônio
A feira. Firme; contínua, de antes da pandemia, e consequente explosão do “delivery” ou entrega, no bom português. Que veio pra ficar.

Desde o fim da pandemia, em 2022, que venho observando as mudanças de comportamento no comércio local.
Uma novidade que veio pra ficar foi o delivery – a entrega, em nosso velho português.
Com as restrições de circulação de pessoas, devido à mal administrada pandemia, os serviços de entrega que quase inexistia, especialmente para pequenos volumes se projetou vigorosamente, criando uma nova cultura.
De fato, reprogramando o velho reembolso postal, antes pelos Correios, desde os anos 1970; agora por entregadores avulsos, turbinando as vendas por internet, de variados gêneros, especialmente de roupas, acessórios e equipamentos.
A feira livre de Itabaiana, sentiu.
Especialmente nos setores de calçados, confecções e acessórios, desde 2022 que não mais se refez.

feira, 2023, 07, 29, Largo Santo Antônio, feira vazia
Foto de 23 de julho de 2023. Desde o fim da pandemia, um ano antes da foto, os produtos comercializados neste largo – calçados, vestuário e acessórios – sofreram redução. Já o setor alimentar, segue seu curso normal.

O primeiro sobressalto.

Em 1966, o Pegue-Pague causou sobressaltos, quando os irmãos Gentil e Noel Barbosa abriram sua filial no antigo armazém de Euclides Paes Mendonça, este assassinado em 08 de agosto de 1963.
Era algo novo. Desconhecido. Trazia embutido, além da ideia de modernidade, a vantagem de não vender a crédito. Fiado.
Não mais um mal-humorado atendente atrás do balcão; mas a vantagem de passear entre as gôndolas de produtos variados; quase todos importados de outros estados e até estrangeiros. E industrializados. Em autosserviço. Bastando encher o carrinho e pagar no caixa.
O comércio da cidade, especialmente os dos gêneros de alimentação, higiene e limpeza ficou assombrado. Os botecos de feira, especialmente. E nas bodegas, hoje rebatizadas de mercearias, nem se fale.
Lembro de um papo entre meu saudoso pai, com Seu Valdomiro, bodegueiro no Rio das Pedras e um terceiro de que não me lembro, a lamentar o provável fim da feira e das bodegas para dois ou três anos.
Faz 60 anos, vinte vezes mais. E a feira, talvez surgida há seis mil anos na Mesopotâmia, continua, em praticamente todas as culturas.

feira, 1986, Feira e aterro do Tanque do Povo
Feira da quarta-feira, por volta da 15 horas, em 1986, dois anos antes da redução da jornada de trabalho, de 48 para 44 horas semanais: esvaziada (no terreno, foi construído o Mercadão, em 1989).

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Faz 60 anos, vinte vezes mais. E a feira, talvez surgida há seis mil anos na Mesopotâmia, continua, em praticamente todas as culturas.

Feira, Pegue-pague
Em 1968, ano da foto à esquerda, a grande preocupação era com os nascentes pegues-pagues, hoje supermercados. E a feira não parou de crescer, como em 2010, lado direito.

Hoje vi um podcast no Instagram. E, como foi de Instagram, desapareceu para mim, em seguida. Coisa típica dessas redes sociais: frívolas, rasas, e que, mesmo o que tem de conteúdo sério, é tratado como mero lixo descartável, sem mais ninguém conseguir rever. Consumismo idiota, tão ao (des)gosto geral atual.
O material do referido podcast, contudo, muito interessante. Sobre a Feira Livre de Itabaiana.

Feira do Largo Santo Antônio
A feira. Firme; contínua, de antes da pandemia, e consequente explosão do “delivery” ou entrega, no bom português. Que veio pra ficar.

Desde o fim da pandemia, em 2022, que venho observando as mudanças de comportamento no comércio local.
Uma novidade que veio pra ficar foi o delivery – a entrega, em nosso velho português.
Com as restrições de circulação de pessoas, devido à mal administrada pandemia, os serviços de entrega que quase inexistia, especialmente para pequenos volumes se projetou vigorosamente, criando uma nova cultura.
De fato, reprogramando o velho reembolso postal, antes pelos Correios, desde os anos 1970; agora por entregadores avulsos, turbinando as vendas por internet, de variados gêneros, especialmente de roupas, acessórios e equipamentos.
A feira livre de Itabaiana, sentiu.
Especialmente nos setores de calçados, confecções e acessórios, desde 2022 que não mais se refez.

feira, 2023, 07, 29, Largo Santo Antônio, feira vazia
Foto de 23 de julho de 2023. Desde o fim da pandemia, um ano antes da foto, os produtos comercializados neste largo – calçados, vestuário e acessórios – sofreram redução. Já o setor alimentar, segue seu curso normal.

O primeiro sobressalto.

Em 1966, o Pegue-Pague causou sobressaltos, quando os irmãos Gentil e Noel Barbosa abriram sua filial no antigo armazém de Euclides Paes Mendonça, este assassinado em 08 de agosto de 1963.
Era algo novo. Desconhecido. Trazia embutido, além da ideia de modernidade, a vantagem de não vender a crédito. Fiado.
Não mais um mal-humorado atendente atrás do balcão; mas a vantagem de passear entre as gôndolas de produtos variados; quase todos importados de outros estados e até estrangeiros. E industrializados. Em autosserviço. Bastando encher o carrinho e pagar no caixa.
O comércio da cidade, especialmente os dos gêneros de alimentação, higiene e limpeza ficou assombrado. Os botecos de feira, especialmente. E nas bodegas, hoje rebatizadas de mercearias, nem se fale.
Lembro de um papo entre meu saudoso pai, com Seu Valdomiro, bodegueiro no Rio das Pedras e um terceiro de que não me lembro, a lamentar o provável fim da feira e das bodegas para dois ou três anos.
Faz 60 anos, vinte vezes mais. E a feira, talvez surgida há seis mil anos na Mesopotâmia, continua, em praticamente todas as culturas.

feira, 1986, Feira e aterro do Tanque do Povo
Feira da quarta-feira, por volta da 15 horas, em 1986, dois anos antes da redução da jornada de trabalho, de 48 para 44 horas semanais: esvaziada (no terreno, foi construído o Mercadão, em 1989).

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Sobre o autor José de Almeida Bispo

José de Almeida Bispo é radialista, publicitário, jornalista, pesquisador e historiador, e membro da Academia Itabaianense de Letras, Cadeira 27, que tem como patronesse Maria Thetis Nunes.

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