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Aracaju, Quinta-feira, 22 de outubro de 2026
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José Almeida Bispo

O sal da terra

“Vós sois o sal da terra. Se o sal perde o sabor, com que lhe será restituído o sabor? Para nada mais serve senão para ser lançado fora e calcado pelos homens.” Mt. 5, 13 Nesse 23 de outubro, das oito às onze horas tem eleição.Calma!Nada ver com o segundo turno da eleição presidencial, no […]

22/10/2026 · 18h10
O sal da terra

“Vós sois o sal da terra. Se o sal perde o sabor, com que lhe será restituído o sabor? Para nada mais serve senão para ser lançado fora e calcado pelos homens.” Mt. 5, 13

Nesse 23 de outubro, das oito às onze horas tem eleição.
Calma!
Nada ver com o segundo turno da eleição presidencial, no domingo, 25.
Em 23, amanhã, será a eleição do Conselho Municipal de Política Cultural de Itabaiana-SE.
São candidatos representando o eixo Música e Artes Sonoras: Gileno Xavier, Gabriel da SOFIVA, e também Popó, da SOFIVA.
Nas Artes Cênicas, Artes Visuais e Audiovisual: Lucas Villa Lobos, Cristiano Silva (Cristiano Arts),
Representando a Cultura Popular, Artesanato, Patrimônios e Demais Expressões Culturais: Josefa Arts, Elivânia Vieira Santos, (Vânia, da Balança, Mas Não Cai), e Silvana Resende.
Sobre os ombros destes, acima citados estarão depositadas as diretrizes culturais do município de Itabaiana pelos próximos anos.
Serão eles e elas quem proporão, orientarão, e fiscalizarão o cumprimento pelo Município, ou seja o Executivo Municipal, a Prefeitura, os atos culturais, passíveis de promoção e orientação governamental municipal.
Todo o eleitorado de Itabaiana, os mais de 76 mil, com mais de 18 anos estão aptos a votar. Basta apresentar Carteira de Identidade e atestado de residência, que pode ser talão de água, ou qualquer outro que possua endereço impresso.
Repetindo: começa às oito e termina às onze da manhã. E a votação ocorrerá na Biblioteca Municipal Dr. Florival Oliveira, esquina das ruas Manoel Domingos Pereira (fundos do Cemitério de Santo Antônio e Almas) e a Rua Álvaro Fonseca.

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Cultura, o sal da sociedade humana

(Um convite a ver a definição, por Marilena Chauí. Clique)

A cultura é inextinguível.
Quando se fala em fazer cultura, de fato, está se falando em refiná-la, e principalmente preservar-lhe os traços identitários, sem os quais uma sociedade não é nada. Resume-se a um mero molho de gente. Como zumbi. Sem identidade.
Nosso modo de cozinhar, fazer refeições, orar, festejar, nossos cantos de trabalho, cantigas de ninar, procissões, modos de trabalhar, piadas, anedotas… enfim, praticamente tudo é cultura. Não somente teatro, música, artesanato, dança, cinema, bibliotecas… praticamente tudo.
E aí, como a cultura é indissociável de vida, costumamos reduzi-la a uns poucos atos culturais, especialmente os documentados, e tratá-lo como o sal que tempera nossa comida: se tem, não damos a mínima atenção para o seu cultivo; se falta, abufelamos a goela do garçom e até dos cozinheiros.
A cultura é o jardim da alma. E tem que ser cultivada, para que, entregue apenas à espontaneidade, não deprima; deteriore; se torne rasa, insossa; volátil. Sem identidade.
Isso me faz lembrar uma canção antiga, do início da década de 1980, chamada Semente do Amor, do grupo A Cor do Som:
O amor precisa para viver
De emoção, e de alegria
E tem que regar todo dia.

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“Vós sois o sal da terra. Se o sal perde o sabor, com que lhe será restituído o sabor? Para nada mais serve senão para ser lançado fora e calcado pelos homens.” Mt. 5, 13

Nesse 23 de outubro, das oito às onze horas tem eleição.
Calma!
Nada ver com o segundo turno da eleição presidencial, no domingo, 25.
Em 23, amanhã, será a eleição do Conselho Municipal de Política Cultural de Itabaiana-SE.
São candidatos representando o eixo Música e Artes Sonoras: Gileno Xavier, Gabriel da SOFIVA, e também Popó, da SOFIVA.
Nas Artes Cênicas, Artes Visuais e Audiovisual: Lucas Villa Lobos, Cristiano Silva (Cristiano Arts),
Representando a Cultura Popular, Artesanato, Patrimônios e Demais Expressões Culturais: Josefa Arts, Elivânia Vieira Santos, (Vânia, da Balança, Mas Não Cai), e Silvana Resende.
Sobre os ombros destes, acima citados estarão depositadas as diretrizes culturais do município de Itabaiana pelos próximos anos.
Serão eles e elas quem proporão, orientarão, e fiscalizarão o cumprimento pelo Município, ou seja o Executivo Municipal, a Prefeitura, os atos culturais, passíveis de promoção e orientação governamental municipal.
Todo o eleitorado de Itabaiana, os mais de 76 mil, com mais de 18 anos estão aptos a votar. Basta apresentar Carteira de Identidade e atestado de residência, que pode ser talão de água, ou qualquer outro que possua endereço impresso.
Repetindo: começa às oito e termina às onze da manhã. E a votação ocorrerá na Biblioteca Municipal Dr. Florival Oliveira, esquina das ruas Manoel Domingos Pereira (fundos do Cemitério de Santo Antônio e Almas) e a Rua Álvaro Fonseca.

Cultura, o sal da sociedade humana

(Um convite a ver a definição, por Marilena Chauí. Clique)

A cultura é inextinguível.
Quando se fala em fazer cultura, de fato, está se falando em refiná-la, e principalmente preservar-lhe os traços identitários, sem os quais uma sociedade não é nada. Resume-se a um mero molho de gente. Como zumbi. Sem identidade.
Nosso modo de cozinhar, fazer refeições, orar, festejar, nossos cantos de trabalho, cantigas de ninar, procissões, modos de trabalhar, piadas, anedotas… enfim, praticamente tudo é cultura. Não somente teatro, música, artesanato, dança, cinema, bibliotecas… praticamente tudo.
E aí, como a cultura é indissociável de vida, costumamos reduzi-la a uns poucos atos culturais, especialmente os documentados, e tratá-lo como o sal que tempera nossa comida: se tem, não damos a mínima atenção para o seu cultivo; se falta, abufelamos a goela do garçom e até dos cozinheiros.
A cultura é o jardim da alma. E tem que ser cultivada, para que, entregue apenas à espontaneidade, não deprima; deteriore; se torne rasa, insossa; volátil. Sem identidade.
Isso me faz lembrar uma canção antiga, do início da década de 1980, chamada Semente do Amor, do grupo A Cor do Som:
O amor precisa para viver
De emoção, e de alegria
E tem que regar todo dia.

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Sobre o autor José de Almeida Bispo

José de Almeida Bispo é radialista, publicitário, jornalista, pesquisador e historiador, e membro da Academia Itabaianense de Letras, Cadeira 27, que tem como patronesse Maria Thetis Nunes.

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