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Economia

R$680 mi autorizados para adutora causam racha político em Sergipe

Adutora do Leite gera debates políticos em Sergipe; investimentos e polêmicas marcam a obra.

15/08/2026 · 12h49
R$680 mi autorizados para adutora causam racha político em Sergipe

A liberação de R$ 680 milhões pelo governo federal para a Adutora do Leite, entre Canindé de São Francisco e Nossa Senhora da Glória, dividiu a classe política sergipana. Aliados do ex-governador João Alves Filho defendem o Canal de Xingó, projeto estimado em R$ 2 bilhões que nunca saiu do papel.

A construção da Adutora do Leite, que ligará Canindé de São Francisco a Nossa Senhora da Glória, abriu um racha entre setores da política em Sergipe. Com a liberação de R$ 680 milhões pelo governo federal para o início das obras, aliados do ex-governador João Alves Filho se posicionaram contra o projeto e defendem o Canal de Xingó, alternativa que exigiria investimento três vezes maior, de R$ 2 bilhões.

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A intenção inicial do governador Fábio Mitidieri era executar a adutora com recursos próprios do estado. Uma articulação do senador Rogério Carvalho, porém, incluiu a obra no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal.

O argumento de quem é contra

Entre as críticas à Adutora do Leite está a prioridade dada à produção animal em detrimento do abastecimento humano, em uma região de severa dificuldade hídrica, onde o caminhão-pipa é rotina. As obras da adutora já estão em andamento.

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O Canal de Xingó, por sua vez, atravessa várias administrações e segue na fase de elaboração de projetos e desapropriações. A obra, que pretende abastecer cerca de 3 milhões de pessoas em Sergipe e na Bahia, foi anunciada diversas vezes na última década sem sair do papel.

“O Canal do Xingó é um plano de 30 anos e é uma redenção para o sertão sergipano, pelo que pode atrair de investimentos na região e mudar definitivamente a situação da população.”

Fábio Mitidieri, governador de Sergipe, em abril de 2024

Senado autoriza mais US$ 141,8 milhões ao estado

Na mesma semana da liberação para a adutora, o Senado autorizou duas operações de crédito externo para Sergipe, somando US$ 141,8 milhões (cerca de R$ 764,1 milhões). Os financiamentos, contratados junto ao Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird), vão apoiar projetos de gestão pública e infraestrutura rodoviária: até US$ 41,8 milhões para o Programa de Sustentabilidade Fiscal, Eficiência e Eficácia do Gasto Público (Progestão) e US$ 100 milhões para um segundo projeto.

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A liberação de R$ 680 milhões pelo governo federal para a Adutora do Leite, entre Canindé de São Francisco e Nossa Senhora da Glória, dividiu a classe política sergipana. Aliados do ex-governador João Alves Filho defendem o Canal de Xingó, projeto estimado em R$ 2 bilhões que nunca saiu do papel.

A construção da Adutora do Leite, que ligará Canindé de São Francisco a Nossa Senhora da Glória, abriu um racha entre setores da política em Sergipe. Com a liberação de R$ 680 milhões pelo governo federal para o início das obras, aliados do ex-governador João Alves Filho se posicionaram contra o projeto e defendem o Canal de Xingó, alternativa que exigiria investimento três vezes maior, de R$ 2 bilhões.

A intenção inicial do governador Fábio Mitidieri era executar a adutora com recursos próprios do estado. Uma articulação do senador Rogério Carvalho, porém, incluiu a obra no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal.

O argumento de quem é contra

Entre as críticas à Adutora do Leite está a prioridade dada à produção animal em detrimento do abastecimento humano, em uma região de severa dificuldade hídrica, onde o caminhão-pipa é rotina. As obras da adutora já estão em andamento.

O Canal de Xingó, por sua vez, atravessa várias administrações e segue na fase de elaboração de projetos e desapropriações. A obra, que pretende abastecer cerca de 3 milhões de pessoas em Sergipe e na Bahia, foi anunciada diversas vezes na última década sem sair do papel.

“O Canal do Xingó é um plano de 30 anos e é uma redenção para o sertão sergipano, pelo que pode atrair de investimentos na região e mudar definitivamente a situação da população.”

Fábio Mitidieri, governador de Sergipe, em abril de 2024

Senado autoriza mais US$ 141,8 milhões ao estado

Na mesma semana da liberação para a adutora, o Senado autorizou duas operações de crédito externo para Sergipe, somando US$ 141,8 milhões (cerca de R$ 764,1 milhões). Os financiamentos, contratados junto ao Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird), vão apoiar projetos de gestão pública e infraestrutura rodoviária: até US$ 41,8 milhões para o Programa de Sustentabilidade Fiscal, Eficiência e Eficácia do Gasto Público (Progestão) e US$ 100 milhões para um segundo projeto.

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