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América Latina lidera exportações de móveis do Rio Grande do Sul após tarifas dos EUA

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América Latina lidera exportações de móveis do Rio Grande do Sul após tarifas dos EUA

América Latina se torna principal destino das exportações moveleiras do RS após tarifas dos EUA.

14/07/2026 · 20h59
América Latina lidera exportações de móveis do Rio Grande do Sul após tarifas dos EUA

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As exportações de móveis do Rio Grande do Sul passaram por uma significativa mudança em seu principal destino internacional, após o aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros. Entre janeiro e maio de 2026, a América Latina assumiu a liderança nas compras do setor, destacando-se países como Uruguai, Peru, Chile, México e Argentina. O mercado norte-americano, que anteriormente era o principal importador, caiu para a sexta posição, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

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A alteração no cenário das exportações ocorreu após a elevação das tarifas anunciadas pelos Estados Unidos em agosto de 2025, o que reduziu a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional. Os fabricantes gaúchos, por sua vez, intensificaram suas operações em países da América Latina, beneficiados pela proximidade geográfica e perspectivas de ampliação de acordos comerciais.

Dados da Abimóvel (Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário) indicam que o Brasil abriga mais de 20 mil indústrias do setor, empregando cerca de 250 mil trabalhadores e movimentando bilhões de reais anualmente. O Rio Grande do Sul se destaca como o principal polo produtor e exportador de móveis do país.

“Nenhum empresário tira o pé dos Estados Unidos por conta própria, a não ser que aconteça uma situação como essa”, afirma Cleberton Ferri, diretor internacional do Sindmóveis (Sindicato das Indústrias de Móveis de Bento Gonçalves).

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Os dados demonstram a velocidade dessa mudança. Em 2024, os Estados Unidos eram responsáveis por 16,8% das exportações gaúchas de móveis, ocupando a primeira posição entre os destinos internacionais. Em 2025, a participação caiu para 11,7%, o que fez o país perder a liderança para o Uruguai. Nos cinco primeiros meses de 2026, a fatia caiu ainda mais, atingindo 6,8%.

Por outro lado, a América Latina respondeu por 69,9% das exportações gaúchas em 2024, passando para 76,2% em 2025 e alcançando 82,5% entre janeiro e maio deste ano. O Uruguai lidera as compras no período, com importações de US$ 17 milhões em móveis produzidos no Rio Grande do Sul, superando o volume negociado com os Estados Unidos no mesmo intervalo.

A Argentina, que havia perdido participação nos últimos anos devido a restrições comerciais e instabilidade econômica, também voltou a demonstrar interesse pelos móveis brasileiros. Os exportadores brasileiros estão se preparando para o evento Movelsul Brasil, que será realizado em Bento Gonçalves nos próximos dias. Este evento é uma das principais feiras de móveis, colchões e estofados da América Latina.

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O setor tem se adaptado para atender às demandas dos consumidores latino-americanos, especialmente nas dimensões dos produtos, que levam em consideração as diferenças de metragem das residências e o perfil das famílias. O design brasileiro, no entanto, já goza de boa aceitação nesses mercados.

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As exportações de móveis do Rio Grande do Sul passaram por uma significativa mudança em seu principal destino internacional, após o aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros. Entre janeiro e maio de 2026, a América Latina assumiu a liderança nas compras do setor, destacando-se países como Uruguai, Peru, Chile, México e Argentina. O mercado norte-americano, que anteriormente era o principal importador, caiu para a sexta posição, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

A alteração no cenário das exportações ocorreu após a elevação das tarifas anunciadas pelos Estados Unidos em agosto de 2025, o que reduziu a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional. Os fabricantes gaúchos, por sua vez, intensificaram suas operações em países da América Latina, beneficiados pela proximidade geográfica e perspectivas de ampliação de acordos comerciais.

Dados da Abimóvel (Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário) indicam que o Brasil abriga mais de 20 mil indústrias do setor, empregando cerca de 250 mil trabalhadores e movimentando bilhões de reais anualmente. O Rio Grande do Sul se destaca como o principal polo produtor e exportador de móveis do país.

“Nenhum empresário tira o pé dos Estados Unidos por conta própria, a não ser que aconteça uma situação como essa”, afirma Cleberton Ferri, diretor internacional do Sindmóveis (Sindicato das Indústrias de Móveis de Bento Gonçalves).

Os dados demonstram a velocidade dessa mudança. Em 2024, os Estados Unidos eram responsáveis por 16,8% das exportações gaúchas de móveis, ocupando a primeira posição entre os destinos internacionais. Em 2025, a participação caiu para 11,7%, o que fez o país perder a liderança para o Uruguai. Nos cinco primeiros meses de 2026, a fatia caiu ainda mais, atingindo 6,8%.

Por outro lado, a América Latina respondeu por 69,9% das exportações gaúchas em 2024, passando para 76,2% em 2025 e alcançando 82,5% entre janeiro e maio deste ano. O Uruguai lidera as compras no período, com importações de US$ 17 milhões em móveis produzidos no Rio Grande do Sul, superando o volume negociado com os Estados Unidos no mesmo intervalo.

A Argentina, que havia perdido participação nos últimos anos devido a restrições comerciais e instabilidade econômica, também voltou a demonstrar interesse pelos móveis brasileiros. Os exportadores brasileiros estão se preparando para o evento Movelsul Brasil, que será realizado em Bento Gonçalves nos próximos dias. Este evento é uma das principais feiras de móveis, colchões e estofados da América Latina.

O setor tem se adaptado para atender às demandas dos consumidores latino-americanos, especialmente nas dimensões dos produtos, que levam em consideração as diferenças de metragem das residências e o perfil das famílias. O design brasileiro, no entanto, já goza de boa aceitação nesses mercados.

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