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Aracaju, Quarta-feira, 15 de julho de 2026
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BNDES aprova R$ 100 milhões para projeto de níquel no Piauí

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BNDES aprova R$ 100 milhões para projeto de níquel no Piauí

BNDES aprova R$ 100 milhões para projeto de níquel da Brazilian Nickel no Piauí.

14/07/2026 · 20h59
BNDES aprova R$ 100 milhões para projeto de níquel no Piauí

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O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) aprovou, nesta segunda-feira (13), um financiamento de R$ 100 milhões para apoiar o projeto de níquel e cobalto desenvolvido pela Brazilian Nickel no Piauí.

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Os recursos serão destinados à Piauí Níquel Metais, subsidiária integral da companhia britânica, para a aquisição de máquinas, equipamentos e serviços industriais utilizados no processamento dos minerais em Capitão Gervásio Oliveira, no sul do estado.

O projeto prevê uma capacidade de produção de 27 mil toneladas de níquel e 900 toneladas de cobalto por ano, com a primeira produção programada para 2030, segundo informações da própria Brazilian Nickel.

O principal produto a ser gerado será o MHP, que é a sigla em inglês para precipitado de hidróxido misto, um intermediário composto por níquel e cobalto. Embora não seja o metal final, esse material serve como insumo para o refino posterior, onde o níquel é transformado em um produto de maior pureza, utilizado na fabricação de baterias, ligas metálicas e aplicações industriais estratégicas.

Essa etapa de processamento representa um valor agregado superior à simples extração e exportação do minério, já que concentra os metais em um produto químico direcionado à cadeia de veículos elétricos e a outras aplicações industriais.

A expectativa da Brazilian Nickel é comercializar sua produção no mercado internacional, especialmente em um contexto em que Estados Unidos, União Europeia e outras economias buscam fornecedores de minerais críticos fora das cadeias dominadas pela China.

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Segundo o BNDES, o financiamento poderá ser utilizado para a compra de máquinas, sistemas industriais, componentes, bens de informática e automação fabricados no Brasil, além da contratação de serviços nacionais. Equipamentos importados também poderão ser financiados quando não houver similar nacional disponível.

Vale ressaltar que o apoio não corresponde ao valor total necessário para a operação da mina, mas sim ao financiamento de parte dos equipamentos e serviços industriais do projeto.

Atualmente, o projeto não prevê a conversão do MHP em sulfatos de níquel e cobalto ou a fabricação de componentes para baterias no Brasil. O material intermediário deverá ser vendido a refinarias e indústrias no mercado global.

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O níquel é considerado um dos principais minerais críticos para a transição energética, sendo utilizado na fabricação de baterias de íons de lítio, especialmente em tecnologias de alta densidade energética, aplicadas em veículos elétricos, sistemas de armazenamento de energia, além de sua relevância na indústria aeroespacial, defesa e na produção de aço inoxidável.

O financiamento ao projeto no Piauí ocorre em meio a uma mudança na atuação do BNDES no setor mineral. A estratégia do governo visa ampliar a presença do banco no financiamento de projetos de minerais críticos, principalmente aqueles que preveem processamento e agregação de valor no país.

Além da concessão de crédito, o BNDES está avaliando a possibilidade de se tornar sócio de empresas do setor através da BNDESPar, seu braço de participações. A ideia é utilizar instrumentos de renda variável para compartilhar os riscos de projetos que exigem elevados investimentos iniciais e têm longo prazo até o início da produção.

Adicionalmente, o BNDES participa, junto à Vale, de um fundo voltado a empresas de pequeno e médio porte com projetos de pesquisa, desenvolvimento e implantação de minas de minerais estratégicos. Essa atuação faz parte da estratégia do governo para evitar que o Brasil atue apenas como fornecedor de minério bruto, avançando nas etapas de beneficiamento, separação, refino e fabricação de componentes.

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O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) aprovou, nesta segunda-feira (13), um financiamento de R$ 100 milhões para apoiar o projeto de níquel e cobalto desenvolvido pela Brazilian Nickel no Piauí.

Os recursos serão destinados à Piauí Níquel Metais, subsidiária integral da companhia britânica, para a aquisição de máquinas, equipamentos e serviços industriais utilizados no processamento dos minerais em Capitão Gervásio Oliveira, no sul do estado.

O projeto prevê uma capacidade de produção de 27 mil toneladas de níquel e 900 toneladas de cobalto por ano, com a primeira produção programada para 2030, segundo informações da própria Brazilian Nickel.

O principal produto a ser gerado será o MHP, que é a sigla em inglês para precipitado de hidróxido misto, um intermediário composto por níquel e cobalto. Embora não seja o metal final, esse material serve como insumo para o refino posterior, onde o níquel é transformado em um produto de maior pureza, utilizado na fabricação de baterias, ligas metálicas e aplicações industriais estratégicas.

Essa etapa de processamento representa um valor agregado superior à simples extração e exportação do minério, já que concentra os metais em um produto químico direcionado à cadeia de veículos elétricos e a outras aplicações industriais.

A expectativa da Brazilian Nickel é comercializar sua produção no mercado internacional, especialmente em um contexto em que Estados Unidos, União Europeia e outras economias buscam fornecedores de minerais críticos fora das cadeias dominadas pela China.

Segundo o BNDES, o financiamento poderá ser utilizado para a compra de máquinas, sistemas industriais, componentes, bens de informática e automação fabricados no Brasil, além da contratação de serviços nacionais. Equipamentos importados também poderão ser financiados quando não houver similar nacional disponível.

Vale ressaltar que o apoio não corresponde ao valor total necessário para a operação da mina, mas sim ao financiamento de parte dos equipamentos e serviços industriais do projeto.

Atualmente, o projeto não prevê a conversão do MHP em sulfatos de níquel e cobalto ou a fabricação de componentes para baterias no Brasil. O material intermediário deverá ser vendido a refinarias e indústrias no mercado global.

O níquel é considerado um dos principais minerais críticos para a transição energética, sendo utilizado na fabricação de baterias de íons de lítio, especialmente em tecnologias de alta densidade energética, aplicadas em veículos elétricos, sistemas de armazenamento de energia, além de sua relevância na indústria aeroespacial, defesa e na produção de aço inoxidável.

O financiamento ao projeto no Piauí ocorre em meio a uma mudança na atuação do BNDES no setor mineral. A estratégia do governo visa ampliar a presença do banco no financiamento de projetos de minerais críticos, principalmente aqueles que preveem processamento e agregação de valor no país.

Além da concessão de crédito, o BNDES está avaliando a possibilidade de se tornar sócio de empresas do setor através da BNDESPar, seu braço de participações. A ideia é utilizar instrumentos de renda variável para compartilhar os riscos de projetos que exigem elevados investimentos iniciais e têm longo prazo até o início da produção.

Adicionalmente, o BNDES participa, junto à Vale, de um fundo voltado a empresas de pequeno e médio porte com projetos de pesquisa, desenvolvimento e implantação de minas de minerais estratégicos. Essa atuação faz parte da estratégia do governo para evitar que o Brasil atue apenas como fornecedor de minério bruto, avançando nas etapas de beneficiamento, separação, refino e fabricação de componentes.

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