O Irã afirmou ter atacado bases e instalações militares dos Estados Unidos no Bahrein, no Qatar e no Kuwait nesta quinta-feira (09/07/2026), em resposta a novos bombardeios norte-americanos contra alvos iranianos. A ofensiva amplia a crise no Golfo e aumenta a pressão sobre países que abrigam estruturas militares dos EUA na região.
A Guarda Revolucionária iraniana informou que atingiu “infraestrutura-chave” em bases no Kuwait e no Bahrein. Segundo o jornalista Resul Serdar Atas, da Al Jazeera, os alvos incluíram as bases de Arifjan e Ali Al Salem, no Kuwait, e Juffair e Sheikh Isa, no Bahrein. O canal também destacou que Teerã mirou um sistema Patriot no Kuwait, uma antena de satélite no Qatar e depósitos de combustível utilizados por militares norte-americanos no Bahrein.
O Irã alegou que os países do Golfo foram atingidos por terem cedido espaço aéreo ou bases aos Estados Unidos em operações contra território iraniano. Autoridades iranianas também advertiram que os ataques podem ser ampliados para outras bases norte-americanas na região, caso os bombardeios continuem.
De acordo com os jornalistas Vicky Wong, Matt Spivey e Tabby Wilson, da BBC, explosões foram registradas em Manama, capital do Bahrein, enquanto o Kuwait interceptou mísseis e drones. O Qatar emitiu um alerta de segurança devido à situação.
Os ataques ocorreram após o Centcom (Comando Central dos Estados Unidos) anunciar bombardeios contra cerca de 90 alvos militares iranianos. Os EUA afirmaram que a operação buscou reduzir a capacidade do Irã de ameaçar navios comerciais e tripulações civis no Estreito de Hormuz.
O Ministério da Saúde do Irã declarou que 14 pessoas morreram e 78 ficaram feridas em ataques norte-americanos nos últimos dois dias. Autoridades iranianas relataram danos em estruturas portuárias, ferroviárias e de transporte, indicando um impacto significativo na infraestrutura do país.
A escalada de tensões também afeta a navegação no Estreito de Hormuz, uma rota estratégica para o comércio de petróleo e gás. À BBC, Phil Belcher, diretor marítimo da Intertanko, informou que o número de navios na rota sul do estreito caiu para “1 dígito” durante a noite. Antes da guerra, o fluxo normal era de cerca de 130 embarcações por dia.
LEIA TAMBÉM
Receba as notícias no seu WhatsApp
Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe
Entrar no canal →

