Especialistas alertam para a importância do diagnóstico precoce e da prevenção do câncer de pulmão. O INCA estima 35.380 novos casos em 2026 — 18.730 em homens e 16.650 em mulheres — e risco de 16,51 por 100 mil habitantes.
A Associação dos Amigos da Oncologia (AMO) inicia mais uma edição da campanha “Agosto Branco”, cujo principal objetivo é alertar e conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce e da prevenção do câncer de pulmão.
De acordo com dados recentes do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar, em 2026, cerca de 35.380 novos casos de câncer de traqueia, brônquio e pulmão. Desses, são estimados 18.730 casos entre homens e 16.650 entre mulheres. Esse número gera um risco estimado de 16,51 novos casos a cada 100 mil habitantes, tornando-se o segundo tipo de câncer mais comum no mundo e o quarto no Brasil, sem considerar os tumores de pele não melanoma.
No estado de Sergipe, as estimativas do INCA para 2026 apontam para 250 novos casos de câncer de pulmão, sendo 80 apenas em Aracaju. O risco estimado para o estado é de 10,67 casos a cada 100 mil habitantes, enquanto na capital, a taxa é de aproximadamente 13,29 casos a cada 100 mil habitantes.
No ano de 2025, a AMO acolheu 1.672 pacientes oncológicos, oferecendo benefícios e serviços socioassistenciais, sendo 702 casos novos, o que representa uma média de quase 60 novos diagnósticos por mês. Desses, 4,8% correspondem a casos de câncer de pulmão, totalizando 34 pacientes assistidos.
Um dos principais desafios para a detecção do câncer de pulmão é a ausência de sintomas específicos em sua fase inicial, o que pode retardar o diagnóstico. Entretanto, sintomas como tosse persistente, falta de ar, sangue no escarro, dor no peito, rouquidão, infecções respiratórias frequentes, cansaço constante e perda de peso sem justificativa são sinais que devem levar à busca de ajuda médica rapidamente.
Os dados do INCA destacam que o principal fator de risco para a doença é o tabagismo ativo, seguido pela exposição passiva à fumaça do tabaco. Outros fatores de risco incluem a exposição a substâncias carcinogênicas como amianto, sílica, arsênio, cromo, níquel, poluição do ar e radiação ionizante. Muitos desses agentes químicos podem potencializar os riscos de desenvolvimento do câncer de pulmão quando associados ao hábito de fumar.
A campanha Agosto Branco enfatiza a importância do diagnóstico precoce e das ações preventivas, especialmente no combate ao tabagismo. A detecção em fases iniciais é crucial para um prognóstico mais favorável e para o sucesso do tratamento. A prevenção primária é, principalmente, não fumar. Além disso, medidas como adotar um estilo de vida saudável, evitar o consumo excessivo de álcool e praticar atividades físicas são fundamentais para reduzir o risco da doença.
O INCA estima que ocorra cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano no Brasil, consolidando a doença como uma das principais causas de morbimortalidade no país, rivalizando com as doenças cardiovasculares. A atuação de equipes multidisciplinares e redes de apoio é essencial no combate ao câncer, e instituições como a AMO desempenham um papel fundamental ao oferecer suporte a homens e mulheres em situação de vulnerabilidade. Doe e ajude acessando o site da AMO.
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