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Aracaju, Sexta-feira, 3 de julho de 2026
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ANJ solicita investigação sobre acesso a dados pessoais da jornalista Malu Gaspar

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ANJ solicita investigação sobre acesso a dados pessoais da jornalista Malu Gaspar

ANJ pede investigação sobre violação de dados pessoais da jornalista Malu Gaspar.

03/07/2026 · 17h59
ANJ solicita investigação sobre acesso a dados pessoais da jornalista Malu Gaspar

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A Associação Nacional de Jornais (ANJ) solicitou, na quinta-feira (02/07/2026), a abertura de uma investigação sobre diálogos que indicam a violação de dados pessoais e financeiros da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo.

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As mensagens, obtidas pela Polícia Federal, revelam que Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e o publicitário Thiago Miranda, proprietário da agência Mithi, tentaram interromper as investigações da repórter relacionadas ao banco. A ANJ expressou sua indignação em nota, afirmando que a atuação de Vorcaro e Miranda se assemelha a métodos mafiosos de intimidação ao exercício do jornalismo.

“Além de condenar com veemência a tentativa de intimidação ao livre trabalho jornalístico, a ANJ espera a imediata investigação sobre o acesso a dados pessoais da jornalista, que, como todos os cidadãos, deveria estar sob proteção legal dos órgãos oficiais e da LGPD”, afirmou a entidade.

Os diálogos, extraídos do celular de Vorcaro pela PF, ocorreram entre março e abril de 2025. As conversas indicam que Miranda mapeou transações financeiras e a renda média de Malu Gaspar a pedido de Vorcaro. Mesmo sem encontrar informações comprometedoras, Miranda mencionou a necessidade de “arrumar uma forma de calar essa mulher”.

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Os dois consideraram oferecer uma proposta milionária para que a jornalista trabalhasse na revista IstoÉ, que pertence ao Grupo Entre, do empresário Antônio Carlos Freixo Junior. Contudo, essa ideia foi descartada, e passaram a pensar em uma oferta de trabalho para que Gaspar se juntasse ao Grupo Leo Dias, do qual Miranda era CEO até junho de 2025, mas essa proposta também não avançou.

Em nota divulgada na quarta-feira (01/07/2026), o jornal O Globo repudiou a devassa ordenada por Vorcaro na vida da colunista, destacando que a ação visava calar a voz da imprensa e expôs um modus operandi de um grupo criminoso. O jornal também enfatizou que seus jornalistas não se intimidarão e continuarão a trazer informações de interesse público.

O caso se insere em uma série de investigações sobre a atuação do grupo ligado a Vorcaro em relação a jornalistas. Em março, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, indicou que o ex-banqueiro havia ordenado a simulação de um assalto para prejudicar o colunista Lauro Jardim, também do O Globo.

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Vorcaro está preso desde março de 2025, após ser detido na Operação Compliance Zero, que investiga fraudes no Banco Master. O ex-banqueiro havia contratado Miranda para gerenciar ações de crise, incluindo ataques coordenados contra o Banco Central e Renato Gomes, ex-diretor da autarquia. Os contratos firmados pela Mithi com influenciadores chegaram a R$ 8 milhões, mas foram interrompidos após o início das investigações.

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A Associação Nacional de Jornais (ANJ) solicitou, na quinta-feira (02/07/2026), a abertura de uma investigação sobre diálogos que indicam a violação de dados pessoais e financeiros da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo.

As mensagens, obtidas pela Polícia Federal, revelam que Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e o publicitário Thiago Miranda, proprietário da agência Mithi, tentaram interromper as investigações da repórter relacionadas ao banco. A ANJ expressou sua indignação em nota, afirmando que a atuação de Vorcaro e Miranda se assemelha a métodos mafiosos de intimidação ao exercício do jornalismo.

“Além de condenar com veemência a tentativa de intimidação ao livre trabalho jornalístico, a ANJ espera a imediata investigação sobre o acesso a dados pessoais da jornalista, que, como todos os cidadãos, deveria estar sob proteção legal dos órgãos oficiais e da LGPD”, afirmou a entidade.

Os diálogos, extraídos do celular de Vorcaro pela PF, ocorreram entre março e abril de 2025. As conversas indicam que Miranda mapeou transações financeiras e a renda média de Malu Gaspar a pedido de Vorcaro. Mesmo sem encontrar informações comprometedoras, Miranda mencionou a necessidade de “arrumar uma forma de calar essa mulher”.

Os dois consideraram oferecer uma proposta milionária para que a jornalista trabalhasse na revista IstoÉ, que pertence ao Grupo Entre, do empresário Antônio Carlos Freixo Junior. Contudo, essa ideia foi descartada, e passaram a pensar em uma oferta de trabalho para que Gaspar se juntasse ao Grupo Leo Dias, do qual Miranda era CEO até junho de 2025, mas essa proposta também não avançou.

Em nota divulgada na quarta-feira (01/07/2026), o jornal O Globo repudiou a devassa ordenada por Vorcaro na vida da colunista, destacando que a ação visava calar a voz da imprensa e expôs um modus operandi de um grupo criminoso. O jornal também enfatizou que seus jornalistas não se intimidarão e continuarão a trazer informações de interesse público.

O caso se insere em uma série de investigações sobre a atuação do grupo ligado a Vorcaro em relação a jornalistas. Em março, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, indicou que o ex-banqueiro havia ordenado a simulação de um assalto para prejudicar o colunista Lauro Jardim, também do O Globo.

Vorcaro está preso desde março de 2025, após ser detido na Operação Compliance Zero, que investiga fraudes no Banco Master. O ex-banqueiro havia contratado Miranda para gerenciar ações de crise, incluindo ataques coordenados contra o Banco Central e Renato Gomes, ex-diretor da autarquia. Os contratos firmados pela Mithi com influenciadores chegaram a R$ 8 milhões, mas foram interrompidos após o início das investigações.

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