Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Sexta-feira, 3 de julho de 2026
Pular para o conteúdo

Flávio Bolsonaro propõe blindagem do Pix e adia tarifa sobre produtos brasileiros

Blog

Flávio Bolsonaro propõe blindagem do Pix e adia tarifa sobre produtos brasileiros

Senador Flávio Bolsonaro sugere blindagem do Pix e adiamento de tarifas sobre produtos brasileiros.

03/07/2026 · 17h59
Flávio Bolsonaro propõe blindagem do Pix e adia tarifa sobre produtos brasileiros

Publicidade

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enviou, na quarta-feira (1º de julho de 2026), um documento ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propondo um “compromisso legislativo” para impedir a interconexão do sistema de pagamentos brasileiro, o Pix, com sistemas considerados “não ocidentais”. Em troca, ele solicitou que o governo dos EUA adiasse por 180 dias a tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.

Publicidade

Publicidade

No documento de 86 páginas, Flávio, que é pré-candidato à Presidência pelo PL, argumentou que o Pix não compete com empresas norte-americanas de meios de pagamento, ressaltando que se trata de uma infraestrutura pública semelhante ao FedNow, operado pelo Federal Reserve.

“As tarifas propostas recompensariam o atual governo brasileiro pela própria estratégia que tem adotado: obstruir negociações sérias, provocar retaliações e, em seguida, converter essa retaliação em uma vitória política interna”, afirmou o senador.

A proposta foi apresentada no último dia do prazo aberto pelo USTR para receber manifestações sobre a investigação comercial contra o Brasil. Flávio está confirmado para participar da audiência pública que discutirá o tema nos dias 6 e 7 de julho, em Washington.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

O senador também classificou como “exagerada” a teoria de conflito de interesses levantada pelo governo de Donald Trump (Partido Republicano), sustentando que a aplicação de tarifas não alteraria a estrutura do Pix, mas prejudicaria os investimentos dos EUA no Brasil e fortaleceria o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em junho de 2026, o USTR concluiu uma investigação que classificou algumas políticas brasileiras como “irracionais” ou “restritivas” ao comércio norte-americano. O relatório abrangeu temas como o funcionamento do Pix, regulação de plataformas digitais e combate ao desmatamento ilegal, entre outros. Como resultado, foi proposta uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.

Além disso, outra investigação apontou que diversos países, incluindo o Brasil, não fiscalizariam adequadamente a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado, resultando em uma proposta de sobretaxa adicional de 12,5%. Se confirmadas, essas tarifas podem elevar a taxação total sobre parte dos produtos exportados ao EUA a até 37,5%.

Publicidade

O governo Lula também apresentou sua resposta à investigação na mesma quarta-feira. No documento, assinado pelo ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores), o Brasil afirmou que o USTR não comprovou atos, políticas ou práticas que discriminem o comércio dos Estados Unidos.

A audiência do USTR contará com a participação de Flávio Bolsonaro, do influenciador Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro, e representantes de setores como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), rural, de varejo e de mineração. O presidente Lula, por sua vez, atribui as ameaças tarifárias a articulações da família Bolsonaro contra instituições brasileiras.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
3 min de leitura

Publicidade

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enviou, na quarta-feira (1º de julho de 2026), um documento ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propondo um “compromisso legislativo” para impedir a interconexão do sistema de pagamentos brasileiro, o Pix, com sistemas considerados “não ocidentais”. Em troca, ele solicitou que o governo dos EUA adiasse por 180 dias a tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.

No documento de 86 páginas, Flávio, que é pré-candidato à Presidência pelo PL, argumentou que o Pix não compete com empresas norte-americanas de meios de pagamento, ressaltando que se trata de uma infraestrutura pública semelhante ao FedNow, operado pelo Federal Reserve.

“As tarifas propostas recompensariam o atual governo brasileiro pela própria estratégia que tem adotado: obstruir negociações sérias, provocar retaliações e, em seguida, converter essa retaliação em uma vitória política interna”, afirmou o senador.

A proposta foi apresentada no último dia do prazo aberto pelo USTR para receber manifestações sobre a investigação comercial contra o Brasil. Flávio está confirmado para participar da audiência pública que discutirá o tema nos dias 6 e 7 de julho, em Washington.

O senador também classificou como “exagerada” a teoria de conflito de interesses levantada pelo governo de Donald Trump (Partido Republicano), sustentando que a aplicação de tarifas não alteraria a estrutura do Pix, mas prejudicaria os investimentos dos EUA no Brasil e fortaleceria o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em junho de 2026, o USTR concluiu uma investigação que classificou algumas políticas brasileiras como “irracionais” ou “restritivas” ao comércio norte-americano. O relatório abrangeu temas como o funcionamento do Pix, regulação de plataformas digitais e combate ao desmatamento ilegal, entre outros. Como resultado, foi proposta uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.

Além disso, outra investigação apontou que diversos países, incluindo o Brasil, não fiscalizariam adequadamente a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado, resultando em uma proposta de sobretaxa adicional de 12,5%. Se confirmadas, essas tarifas podem elevar a taxação total sobre parte dos produtos exportados ao EUA a até 37,5%.

O governo Lula também apresentou sua resposta à investigação na mesma quarta-feira. No documento, assinado pelo ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores), o Brasil afirmou que o USTR não comprovou atos, políticas ou práticas que discriminem o comércio dos Estados Unidos.

A audiência do USTR contará com a participação de Flávio Bolsonaro, do influenciador Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro, e representantes de setores como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), rural, de varejo e de mineração. O presidente Lula, por sua vez, atribui as ameaças tarifárias a articulações da família Bolsonaro contra instituições brasileiras.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA