A reta final do Immigrant Reality, transmitido pela Globo e pelo YouTube, foi afetada por uma invasão digital que derrubou o aplicativo oficial de votação e obrigou a produção a alterar a dinâmica do programa. O empresário Tiago Alves informou ao portal LeoDias que o sistema, peça-chave para a monetização do projeto, não suportou o ataque e teve de ser substituído por soluções ao vivo.
Segundo Alves, a votação foi alvo de bots: “A torcida dela colocou um bot na votação. Foram mais de 11 mil robôs e travou o aplicativo. A gente infelizmente teve que desclassificar a prova e fazer outras dinâmicas ao vivo”, afirmou. A paralisação do app levou à anulação da prova prevista para decidir parte da final.
Nos bastidores, alguns participantes relataram que havia sensação de favorecimento em relação a Mile Moreira, irmã gêmea de Tia Milena, conhecida por ter participado do BBB26. Para esclarecer a situação, a co-criadora do programa, Helenn Cristine, detalhou a auditoria interna que detectou irregularidades. Segundo ela, foram identificados e-mails falsos e mecanismos automatizados que comprometiam a lisura da disputa.
Helenn ressaltou que a medida tomada visou exclusivamente proteger a integridade da competição e negou que a produção tenha acusado diretamente a participante de envolvimento: “A medida teve como único objetivo preservar a lisura. A produção jamais atribuiu à Mili a responsabilidade por essas irregularidades ou afirmou que ela tivesse conhecimento da fraude”, afirmou.
Sobre o desfecho da competição, a produção explicou que o vencedor foi definido pela soma dos pontos ao longo de toda a temporada. Dessa forma, Eliane Farmer conquistou o prêmio de US$ 100 mil (cerca de R$ 500 mil). Conforme os cálculos apresentados pela equipe, mesmo se Mile tivesse obtido a pontuação máxima na prova anulada e a líder tivesse recebido a menor pontuação possível, a classificação geral permaneceria inalterada, incapaz de colocar Mile em primeiro lugar.
Mile Moreira se manifestou em defesa de seus apoiadores e questionou as evidências apresentadas. A influenciadora afirmou que seu contrato limitava responsabilidades às ações praticadas por ela dentro do confinamento e que não lhe foram mostradas provas concretas que ligassem os supostos robôs à sua torcida. “Até hoje, ninguém conseguiu me dizer com certeza quem estava por trás desses supostos robôs ou sequer provar que eles estavam agindo em meu benefício. Também nunca me apresentaram provas concretas de que isso partiu da minha torcida”, disse.
Ela lamentou que o empenho dos fãs tenha sido colocado em dúvida e garantiu não ter autorizado ou participado de fraudes digitais para obter vantagem no jogo. Mile ressaltou que respeitou a decisão da produção, mas afirmou estar abalada pela forma como a torcida foi questionada.
Com informações de Portalleodias
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