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Aracaju, Terça-feira, 23 de junho de 2026
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Após operação da PF, Wagner articula apoios e vai ao STF para defender imagem

Política

Após operação da PF, Wagner articula apoios e vai ao STF para defender imagem

Senador Jaques Wagner busca apoio e recorre ao STF após operação da PF.

23/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 06h04
Após operação da PF, Wagner articula apoios e vai ao STF para defender imagem

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Alvo de operação federal, o senador Jaques Wagner permanece na Bahia e movimenta aliados. O parlamentar busca minimizar danos à reputação antes das eleições de outubro.

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O senador Jaques Wagner (PT-BA) tem se mobilizado para conter os danos à sua imagem, após ser alvo de uma operação da Polícia Federal na semana passada. Desde o dia 18 de junho, quando a operação ocorreu, o parlamentar permanece na Bahia, onde tem discutido a situação com o governador Jerônimo Rodrigues e o ex-ministro Rui Costa, ambos aliados históricos. Wagner, que busca a reeleição em outubro, conta com o apoio de ambos em sua campanha.

Nos últimos dias, o senador também tem procurado outros colegas no Senado para minimizar os impactos da investigação. Um dos contatos foi com o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Otto Alencar (PSD), que se manifestou publicamente em defesa de Wagner, afirmando que ele não atuou em favor da chamada “Emenda Master”, contrariando as acusações que pesam contra ele.

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A expectativa é que, ao retornar a Brasília na quarta-feira, o senador se reúna com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Esse encontro deve ser uma oportunidade para Wagner agradecer o apoio que recebeu de Alcolumbre logo após a operação. O presidente do Senado criticou os julgamentos apressados que envolvem agentes públicos e expressou a convicção de que as verdades sobre o senador virão à tona ao longo do processo.

Wagner também tomou medidas no campo judicial. Na segunda-feira, 22, ele acionou o STF para solicitar a anulação da operação que levou ao cumprimento de mandados de busca e apreensão em locais relacionados ao seu nome. A defesa do senador argumenta que houve “erros graves” que comprometem a legalidade da ação e que ele não atuou em favor do Banco Master, como sugere a investigação.

Um dos pontos destacados pela defesa é que, durante a tramitação de uma medida provisória que aumentava o limite de crédito consignado para assalariados, Wagner apresentou emenda que visava limitar juros e proteger os consumidores, o que contraria os interesses do banco. Outro momento contestado é a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição que propunha a autonomia financeira do Banco Central, na qual Wagner se posicionou contra a “Emenda Master”, proposta por Ciro Nogueira (PP-PI).

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Além disso, uma ala do governo federal avalia que a operação prejudica a imagem e a articulação política da gestão, sugerindo que Wagner seja substituído na liderança do governo no Senado. Contudo, a decisão de Lula sobre esse assunto deve ser tomada apenas após uma conversa pessoal com o senador e outros aliados, que deverá ocorrer ainda esta semana em Brasília.

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O senador Jaques Wagner (PT-BA) tem se mobilizado para conter os danos à sua imagem, após ser alvo de uma operação da Polícia Federal na semana passada. Desde o dia 18 de junho, quando a operação ocorreu, o parlamentar permanece na Bahia, onde tem discutido a situação com o governador Jerônimo Rodrigues e o ex-ministro Rui Costa, ambos aliados históricos. Wagner, que busca a reeleição em outubro, conta com o apoio de ambos em sua campanha.

Nos últimos dias, o senador também tem procurado outros colegas no Senado para minimizar os impactos da investigação. Um dos contatos foi com o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Otto Alencar (PSD), que se manifestou publicamente em defesa de Wagner, afirmando que ele não atuou em favor da chamada “Emenda Master”, contrariando as acusações que pesam contra ele.

A expectativa é que, ao retornar a Brasília na quarta-feira, o senador se reúna com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Esse encontro deve ser uma oportunidade para Wagner agradecer o apoio que recebeu de Alcolumbre logo após a operação. O presidente do Senado criticou os julgamentos apressados que envolvem agentes públicos e expressou a convicção de que as verdades sobre o senador virão à tona ao longo do processo.

Wagner também tomou medidas no campo judicial. Na segunda-feira, 22, ele acionou o STF para solicitar a anulação da operação que levou ao cumprimento de mandados de busca e apreensão em locais relacionados ao seu nome. A defesa do senador argumenta que houve “erros graves” que comprometem a legalidade da ação e que ele não atuou em favor do Banco Master, como sugere a investigação.

Um dos pontos destacados pela defesa é que, durante a tramitação de uma medida provisória que aumentava o limite de crédito consignado para assalariados, Wagner apresentou emenda que visava limitar juros e proteger os consumidores, o que contraria os interesses do banco. Outro momento contestado é a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição que propunha a autonomia financeira do Banco Central, na qual Wagner se posicionou contra a “Emenda Master”, proposta por Ciro Nogueira (PP-PI).

Além disso, uma ala do governo federal avalia que a operação prejudica a imagem e a articulação política da gestão, sugerindo que Wagner seja substituído na liderança do governo no Senado. Contudo, a decisão de Lula sobre esse assunto deve ser tomada apenas após uma conversa pessoal com o senador e outros aliados, que deverá ocorrer ainda esta semana em Brasília.

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