Alvo de operação federal, o senador Jaques Wagner permanece na Bahia e movimenta aliados. O parlamentar busca minimizar danos à reputação antes das eleições de outubro.
O senador Jaques Wagner (PT-BA) tem se mobilizado para conter os danos à sua imagem, após ser alvo de uma operação da Polícia Federal na semana passada. Desde o dia 18 de junho, quando a operação ocorreu, o parlamentar permanece na Bahia, onde tem discutido a situação com o governador Jerônimo Rodrigues e o ex-ministro Rui Costa, ambos aliados históricos. Wagner, que busca a reeleição em outubro, conta com o apoio de ambos em sua campanha.
Nos últimos dias, o senador também tem procurado outros colegas no Senado para minimizar os impactos da investigação. Um dos contatos foi com o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Otto Alencar (PSD), que se manifestou publicamente em defesa de Wagner, afirmando que ele não atuou em favor da chamada “Emenda Master”, contrariando as acusações que pesam contra ele.
A expectativa é que, ao retornar a Brasília na quarta-feira, o senador se reúna com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Esse encontro deve ser uma oportunidade para Wagner agradecer o apoio que recebeu de Alcolumbre logo após a operação. O presidente do Senado criticou os julgamentos apressados que envolvem agentes públicos e expressou a convicção de que as verdades sobre o senador virão à tona ao longo do processo.
Wagner também tomou medidas no campo judicial. Na segunda-feira, 22, ele acionou o STF para solicitar a anulação da operação que levou ao cumprimento de mandados de busca e apreensão em locais relacionados ao seu nome. A defesa do senador argumenta que houve “erros graves” que comprometem a legalidade da ação e que ele não atuou em favor do Banco Master, como sugere a investigação.
Um dos pontos destacados pela defesa é que, durante a tramitação de uma medida provisória que aumentava o limite de crédito consignado para assalariados, Wagner apresentou emenda que visava limitar juros e proteger os consumidores, o que contraria os interesses do banco. Outro momento contestado é a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição que propunha a autonomia financeira do Banco Central, na qual Wagner se posicionou contra a “Emenda Master”, proposta por Ciro Nogueira (PP-PI).
Além disso, uma ala do governo federal avalia que a operação prejudica a imagem e a articulação política da gestão, sugerindo que Wagner seja substituído na liderança do governo no Senado. Contudo, a decisão de Lula sobre esse assunto deve ser tomada apenas após uma conversa pessoal com o senador e outros aliados, que deverá ocorrer ainda esta semana em Brasília.
LEIA TAMBÉM
Valmir de Francisquinho garante passagem a R$ 3 na Grande Aracaju e defende legado em Itabaiana
16 de setMPSE leva Ouvidoria Itinerante a mercados de Aracaju e atende público
16 de setEleitorado acima de 70 anos ultrapassa 157 mil em Sergipe para as Eleições 2026
15 de setReceba as notícias no seu WhatsApp
Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe
Entrar no canal →

