Delegado e agentes se deslocam até a residência do ex-presidente em Brasília às 15h. A oitiva integra inquérito sobre arma registrada no nome de Bolsonaro e apreendida em blitz no DF.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) vai depor, nesta terça-feira (23), à Polícia Civil do Distrito Federal, no âmbito do inquérito que investiga a apreensão de uma arma registrada em seu nome durante uma blitz. A oitiva está marcada para as 15h e deve ocorrer de forma presencial, na residência de Bolsonaro, em Brasília. Uma equipe formada por um delegado e agentes da Polícia Civil se deslocará para coletar as informações.
Após um pedido da defesa, os advogados de Bolsonaro poderão se reunir com o ex-presidente a partir das 14h para prepará-lo para o procedimento policial e poderão permanecer ao seu lado durante a oitiva.
De acordo com informações apuradas, não há confirmação sobre a duração do depoimento. Em via de regra, o depoimento não deve ser enviado de forma automática ao Supremo Tribunal Federal (STF), uma vez que o caso tramita na esfera do Distrito Federal. Contudo, existe a expectativa de que o ministro Alexandre de Moraes requisitasse o material da oitiva, o que ainda não ocorreu.
O depoimento será realizado na véspera do prazo limite de 90 dias de prisão domiciliar humanitária temporária concedido a Bolsonaro, que vence nesta quarta-feira (24). A oitiva sobre a arma pode impactar na nova decisão do magistrado.
Na madrugada do dia 15 de junho, a Polícia Militar do Distrito Federal apreendeu uma arma de fogo que seria de propriedade de Jair Bolsonaro durante uma blitz. O armamento estava no carro de Estácio Leite da Silva Filho, um militar do Exército que conduzia um veículo oficial do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
Na abordagem, um dos policiais avistou a pistola e pediu explicações a Estácio, que afirmou que o armamento seria levado para reparo e depois devolvido ao proprietário. Durante a apreensão, a polícia constatou que a arma estava registrada no nome de Bolsonaro.
Em um esclarecimento enviado ao STF, a defesa de Bolsonaro confirmou que a arma de fato pertence ao ex-presidente. Segundo os advogados, Bolsonaro teria identificado uma falha na pistola e solicitado o conserto a Estácio, que possui experiência na área. A defesa argumenta ainda que, apesar da condenação por tentativa de golpe, não houve determinação judicial para que Bolsonaro entregasse suas armas ou cancelasse os registros, o que afastaria qualquer irregularidade quanto à posse do objeto. No mesmo dia da manifestação da defesa, a Polícia Civil comunicou ao STF a abertura de um inquérito para apurar o caso.
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