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Gilmar Mendes promete derrubar no STF decisão que censurou pesquisa eleitoral

Política

Gilmar Mendes promete derrubar no STF decisão que censurou pesquisa eleitoral

Gilmar Mendes critica decisão do TSE sobre pesquisa AtlasIntel e prevê questionamentos no STF.

23/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 06h04
Gilmar Mendes promete derrubar no STF decisão que censurou pesquisa eleitoral

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O ministro Gilmar Mendes afirmou que a decisão do TSE que suspendeu a pesquisa AtlasIntel não resistirá ao STF. Em entrevista ao Roda Viva, ele chamou o ato de 'jurisprudência Nunes Marques' e prometeu revisão em 2026.

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, avaliou que as decisões relativas à publicidade de pesquisas eleitorais deverão ser questionadas pela Corte ao longo de 2026. Em uma entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, na noite desta segunda-feira (22 de junho de 2026), o decano se referiu à decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, que suspendeu a veiculação da pesquisa AtlasIntel, chamando-a de “jurisprudência Nunes Marques”. Mendes acrescentou que essa decisão não se sustentará no STF.

“Eu acho que um caso como esse [envolvendo a pesquisa AtlasIntel] certamente vai acabar no Supremo Tribunal Federal. Mantendo-se essa jurisprudência Nunes Marques, já até adivinho que haverá reclamações aos borbotões no Supremo Tribunal Federal alegando, no mínimo, a tal ADPF 130, da liberdade de expressão. Certamente não é uma jurisprudência que vai se manter”, declarou o ministro.

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A fala de Mendes vem em um contexto em que o caso ainda está sob análise do referendo do TSE. Ele poderá ser levado ao Supremo com a alegação de que houve desrespeito aos precedentes da Corte relacionados à liberdade de expressão, como a ADPF 130 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), que declarou inválida a Lei de Imprensa instituída durante a ditadura militar, a qual permitia a censura.

Para entender o caso, é importante destacar que ele envolve a decisão liminar do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, que suspendeu a pesquisa AtlasIntel, a qual indicava uma queda na popularidade do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL). A pesquisa mencionava conversas nas quais o congressista solicitava dinheiro a Daniel Vorcaro para a realização do filme “Dark Horse”, que aborda a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Nunes Marques encaminhou o caso para o referendo do plenário no dia 9 de junho, mas o julgamento foi interrompido devido ao pedido de vista da ministra Estela Aranha. Em seu voto, o relator destacou que as pesquisas eleitorais têm o poder de influenciar diretamente a disputa política, ressaltando a necessidade de seguir regras para evitar a manipulação do convencimento dos entrevistados. O presidente do TSE afirmou ainda que a pesquisa impactou a percepção dos eleitores ao estabelecer uma correlação entre Flávio Bolsonaro e o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro.

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O ministro Gilmar Mendes afirmou que a decisão do TSE que suspendeu a pesquisa AtlasIntel não resistirá ao STF. Em entrevista ao Roda Viva, ele chamou o ato de 'jurisprudência Nunes Marques' e prometeu revisão em 2026.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, avaliou que as decisões relativas à publicidade de pesquisas eleitorais deverão ser questionadas pela Corte ao longo de 2026. Em uma entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, na noite desta segunda-feira (22 de junho de 2026), o decano se referiu à decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, que suspendeu a veiculação da pesquisa AtlasIntel, chamando-a de “jurisprudência Nunes Marques”. Mendes acrescentou que essa decisão não se sustentará no STF.

“Eu acho que um caso como esse [envolvendo a pesquisa AtlasIntel] certamente vai acabar no Supremo Tribunal Federal. Mantendo-se essa jurisprudência Nunes Marques, já até adivinho que haverá reclamações aos borbotões no Supremo Tribunal Federal alegando, no mínimo, a tal ADPF 130, da liberdade de expressão. Certamente não é uma jurisprudência que vai se manter”, declarou o ministro.

A fala de Mendes vem em um contexto em que o caso ainda está sob análise do referendo do TSE. Ele poderá ser levado ao Supremo com a alegação de que houve desrespeito aos precedentes da Corte relacionados à liberdade de expressão, como a ADPF 130 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), que declarou inválida a Lei de Imprensa instituída durante a ditadura militar, a qual permitia a censura.

Para entender o caso, é importante destacar que ele envolve a decisão liminar do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, que suspendeu a pesquisa AtlasIntel, a qual indicava uma queda na popularidade do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL). A pesquisa mencionava conversas nas quais o congressista solicitava dinheiro a Daniel Vorcaro para a realização do filme “Dark Horse”, que aborda a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Nunes Marques encaminhou o caso para o referendo do plenário no dia 9 de junho, mas o julgamento foi interrompido devido ao pedido de vista da ministra Estela Aranha. Em seu voto, o relator destacou que as pesquisas eleitorais têm o poder de influenciar diretamente a disputa política, ressaltando a necessidade de seguir regras para evitar a manipulação do convencimento dos entrevistados. O presidente do TSE afirmou ainda que a pesquisa impactou a percepção dos eleitores ao estabelecer uma correlação entre Flávio Bolsonaro e o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro.

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