Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Sexta-feira, 26 de junho de 2026
Pular para o conteúdo

Aprendizes: Batalha Parlamentar pelo Estatuto em Meio a Desafios e Manobras

Notícias

Aprendizes: Batalha Parlamentar pelo Estatuto em Meio a Desafios e Manobras

A luta pelo Estatuto do Aprendiz enfrenta desafios e manobras no Senado, com jovens esperando por oportunidades.

26/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 14h04
Aprendizes: Batalha Parlamentar pelo Estatuto em Meio a Desafios e Manobras

Publicidade

Na manhã do dia 10 de junho, a Comissão de Assuntos Sociais do Senado recebeu uma expectativa significativa. Após sete anos de luta, havia a esperança de que o Estatuto do Aprendiz fosse finalmente aprovado, possibilitando a inserção de milhares de jovens vulneráveis no mercado de trabalho.

Publicidade

Publicidade

A sessão, presidida pelo senador Marcelo Castro, começou com a pauta do “Aumento do piso salarial dos dentistas do SUS”. A expectativa era de que a discussão demorasse, considerando os interesses em jogo. No entanto, a aprovação do aumento aconteceu rapidamente, em menos de cinco minutos, com a leitura do relatório sendo feita de forma reduzida e a decisão tomada por aclamação, levando a gritos de comemoração por parte dos presentes.

Após o impacto inicial, a atenção se voltou para o Estatuto do Aprendiz, que não deveria representar aumento nos gastos públicos ou novas obrigações para as empresas. O projeto estava no Congresso Nacional há sete anos e já havia sido discutido em 14 audiências públicas. A expectativa era de que a análise fosse rápida. Contudo, a situação se complicou.

O relator da proposta, senador Venesiano Vital do Rego, fez sua entrada na reunião e, ao ser anunciado o item do PL 6461, solicitou o adiamento da discussão, alegando atender a um pedido do senador Jaques Wagner. A justificativa não foi bem recebida e gerou confusão.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

Pior ainda, o senador Laercio Oliveira apresentou emendas que isentavam setores da economia da obrigação de cumprir cotas de aprendizes, ameaçando extinguir 400 mil vagas já existentes. Essas emendas, conhecidas como “emenda do mal”, já haviam sido rejeitadas anteriormente devido ao seu potencial de dano.

A proposta de isenção de cotas não apenas limitaria a criação de novas oportunidades, mas também poderia levar à demissão de jovens já inseridos no mercado de trabalho. Para muitos, a busca por soluções que não comprometam as cotas é fundamental, visto que a responsabilidade social das empresas é uma questão crítica.

Além das emendas, um requerimento foi aprovado para realizar uma nova audiência pública sobre o tema, embora já houvesse 14 em audiências anteriores. Essa manobra levantou suspeitas sobre a intenção de protelar a discussão, especialmente com as eleições se aproximando e a atual legislatura chegando ao fim.

Publicidade

Essa tática já havia sido utilizada anteriormente, quando um projeto similar foi interrompido na legislatura anterior devido a manobras regimentais. O Estatuto do Aprendiz, que já havia avançado significativamente, teve que reiniciar seu percurso, incluindo nomeações de relatores e novas discussões.

É esperado que haja uma mudança de mentalidade em relação à juventude e que a questão do Estatuto do Aprendiz seja resolvida nas próximas semanas. Milhões de jovens aguardam uma oportunidade e a aprovação deste projeto é crucial para mudar essa realidade.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
3 min de leitura

Publicidade

Na manhã do dia 10 de junho, a Comissão de Assuntos Sociais do Senado recebeu uma expectativa significativa. Após sete anos de luta, havia a esperança de que o Estatuto do Aprendiz fosse finalmente aprovado, possibilitando a inserção de milhares de jovens vulneráveis no mercado de trabalho.

A sessão, presidida pelo senador Marcelo Castro, começou com a pauta do “Aumento do piso salarial dos dentistas do SUS”. A expectativa era de que a discussão demorasse, considerando os interesses em jogo. No entanto, a aprovação do aumento aconteceu rapidamente, em menos de cinco minutos, com a leitura do relatório sendo feita de forma reduzida e a decisão tomada por aclamação, levando a gritos de comemoração por parte dos presentes.

Após o impacto inicial, a atenção se voltou para o Estatuto do Aprendiz, que não deveria representar aumento nos gastos públicos ou novas obrigações para as empresas. O projeto estava no Congresso Nacional há sete anos e já havia sido discutido em 14 audiências públicas. A expectativa era de que a análise fosse rápida. Contudo, a situação se complicou.

O relator da proposta, senador Venesiano Vital do Rego, fez sua entrada na reunião e, ao ser anunciado o item do PL 6461, solicitou o adiamento da discussão, alegando atender a um pedido do senador Jaques Wagner. A justificativa não foi bem recebida e gerou confusão.

Pior ainda, o senador Laercio Oliveira apresentou emendas que isentavam setores da economia da obrigação de cumprir cotas de aprendizes, ameaçando extinguir 400 mil vagas já existentes. Essas emendas, conhecidas como “emenda do mal”, já haviam sido rejeitadas anteriormente devido ao seu potencial de dano.

A proposta de isenção de cotas não apenas limitaria a criação de novas oportunidades, mas também poderia levar à demissão de jovens já inseridos no mercado de trabalho. Para muitos, a busca por soluções que não comprometam as cotas é fundamental, visto que a responsabilidade social das empresas é uma questão crítica.

Além das emendas, um requerimento foi aprovado para realizar uma nova audiência pública sobre o tema, embora já houvesse 14 em audiências anteriores. Essa manobra levantou suspeitas sobre a intenção de protelar a discussão, especialmente com as eleições se aproximando e a atual legislatura chegando ao fim.

Essa tática já havia sido utilizada anteriormente, quando um projeto similar foi interrompido na legislatura anterior devido a manobras regimentais. O Estatuto do Aprendiz, que já havia avançado significativamente, teve que reiniciar seu percurso, incluindo nomeações de relatores e novas discussões.

É esperado que haja uma mudança de mentalidade em relação à juventude e que a questão do Estatuto do Aprendiz seja resolvida nas próximas semanas. Milhões de jovens aguardam uma oportunidade e a aprovação deste projeto é crucial para mudar essa realidade.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA