No mês passado, integrantes da equipe presidencial viajaram com Trump em uma aeronave menor na Turquia após ele deixar um C-32A. A mudança ocorreu por causa de uma ameaça identificada na cúpula da Otan, dizem fontes.
No mês passado, assessores pessoais do presidente Donald Trump acompanharam-no em um voo secreto a bordo de uma aeronave menor, após ele deixar um avião maior na Turquia. Essa movimentação ocorreu em meio a preocupações com a segurança do presidente, motivadas por uma ameaça específica durante a cúpula da Otan, realizada no país.
Fontes próximas aos preparativos relataram que, enquanto Trump embarcava em um C-32A, vários integrantes de seu gabinete permaneceram a bordo do antigo Air Force One, que decolou sem ele. Entre os assessores que viajaram com o presidente estavam Natalie Harp, assistente executiva; Dan Scavino, vice-chefe de gabinete; e Walt Nauta, diretor de operações do Salão Oval. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, também estava na aeronave menor.
A ameaça ao Air Force One, que envolvia um míssil lançado do ombro, fez com que as autoridades considerassem o risco à vida de Trump extremamente alto. Informações sobre essa ameaça foram consideradas sérias, especialmente porque os iranianos pareciam ter conhecimento detalhado dos compromissos do presidente na Turquia. Durante sua estadia, Trump passou a noite em um hotel de luxo em Ancara e fez diversas viagens entre o hotel e os locais da cúpula.
Para garantir a segurança do presidente, um plano foi elaborado por autoridades, incluindo membros das Forças Armadas e do Serviço Secreto, que permitiu a transferência secreta de Trump para outra aeronave. Imagens do Aeroporto de Ancara mostram o caminhão de abastecimento posicionando-se ao lado do Air Force One antes da chegada da comitiva presidencial.
Assim que Trump embarcou na nova aeronave, o caminhão se afastou do avião maior, que decolou por volta das 20h44 no horário local. Um minuto depois, o C-32A, com Trump a bordo, iniciou sua corrida na pista. Enquanto isso, Rubio, Bessent e outros funcionários permaneceram no Boeing 747, sem saber que Trump não estava mais a bordo.
Após as aeronaves pousarem em uma base militar no Reino Unido, Hegseth, Nauta e Harp foram vistos em um vídeo ao lado de Trump, que se dirigia ao novo avião do Catar para o voo de volta a Washington.
Trump minimizou a operação elaborada, afirmando que seguiu as orientações do Serviço Secreto e dos militares, e que não estava preocupado com a ameaça. “Eu não me preocupo com nada, para ser sincero”, declarou.
Entretanto, a preocupação com a segurança do presidente era evidente, visto que as ameaças iranianas contra sua vida foram reiteradas durante sua estadia na Turquia, especialmente após o ataque que resultou na morte do general Qasem Soleimani. Durante as cerimônias fúnebres do aiatolá Ali Khamenei, que ocorreram antes da visita de Trump, manifestantes pediram a morte do presidente americano, evidenciando a tensão na região.
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