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Saúde

Avanços da cirurgia robótica no tratamento da endometriose são destacados por especialistas

Especialistas destacam a cirurgia robótica como avanço no tratamento da endometriose.

20/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 19h03
Avanços da cirurgia robótica no tratamento da endometriose são destacados por especialistas

A cirurgia robótica representa um avanço significativo no tratamento da endometriose, proporcionando maior precisão na identificação e remoção dos focos da doença. Essa afirmação foi feita pelo Dr. Sérgio Conti Ribeiro, professor de ginecologia do HCFMUSP e cirurgião robótico, durante o programa CNN Sinais Vitais, ao lado do Dr. Roberto Kalil e da ginecologista Gabriela Rebelo.

Segundo Ribeiro, a abordagem cirúrgica para tratar a endometriose deve ser feita por meio de técnicas minimamente invasivas, utilizando-se das vias laparoscópica ou robótica. Ele explicou: “Os focos são pequenos. Quando eu aproximo a ótica da laparoscopia, eu amplio essa imagem e consigo ver com mais detalhe”. Essa ampliação visual permite ao cirurgião realizar intervenções mais completas, removendo todos os focos da doença, mesmo aqueles localizados em áreas delicadas, como próximas a nervos que afetam a mobilidade das pacientes.

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O especialista ressaltou que, até poucos anos atrás, a laparoscopia já apresentava bons resultados. Entretanto, com a incorporação da plataforma robótica, a precisão dos procedimentos foi ainda mais aprimorada. “A associação das técnicas da plataforma robótica melhora essa precisão e a capacidade de tirar toda a doença, diminuindo a chance de a paciente voltar a ter sintomas”, afirmou.

Ribeiro destacou também que o que antes era interpretado como recidiva da doença muitas vezes era, na verdade, a persistência de focos que não haviam sido identificados ou removidos adequadamente durante os procedimentos anteriores.

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A ginecologista cirurgiã Gabriela Rebelo, que também participou do programa, explicou a relação entre a endometriose e a dificuldade de engravidar. Embora nem todas as pacientes apresentem esse problema, a variação depende do tipo e do nível de comprometimento da doença. Quando há um processo aderencial intenso nas trompas uterinas, essenciais para a passagem do óvulo até o útero, a fecundação pode ser inviabilizada.

Além das alterações nas trompas, Rebelo mencionou outros fatores que contribuem para a infertilidade associada à endometriose. Os endometriomas, cistos de endometriose localizados nos ovários, podem reduzir a reserva ovariana e a qualidade dos óvulos. O processo inflamatório característico da doença também pode afetar várias etapas do processo reprodutivo, prejudicando tanto a qualidade dos óvulos quanto a implantação do embrião no endométrio. “São vários fatores que estão associados”, concluiu a especialista.

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A cirurgia robótica representa um avanço significativo no tratamento da endometriose, proporcionando maior precisão na identificação e remoção dos focos da doença. Essa afirmação foi feita pelo Dr. Sérgio Conti Ribeiro, professor de ginecologia do HCFMUSP e cirurgião robótico, durante o programa CNN Sinais Vitais, ao lado do Dr. Roberto Kalil e da ginecologista Gabriela Rebelo.

Segundo Ribeiro, a abordagem cirúrgica para tratar a endometriose deve ser feita por meio de técnicas minimamente invasivas, utilizando-se das vias laparoscópica ou robótica. Ele explicou: “Os focos são pequenos. Quando eu aproximo a ótica da laparoscopia, eu amplio essa imagem e consigo ver com mais detalhe”. Essa ampliação visual permite ao cirurgião realizar intervenções mais completas, removendo todos os focos da doença, mesmo aqueles localizados em áreas delicadas, como próximas a nervos que afetam a mobilidade das pacientes.

O especialista ressaltou que, até poucos anos atrás, a laparoscopia já apresentava bons resultados. Entretanto, com a incorporação da plataforma robótica, a precisão dos procedimentos foi ainda mais aprimorada. “A associação das técnicas da plataforma robótica melhora essa precisão e a capacidade de tirar toda a doença, diminuindo a chance de a paciente voltar a ter sintomas”, afirmou.

Ribeiro destacou também que o que antes era interpretado como recidiva da doença muitas vezes era, na verdade, a persistência de focos que não haviam sido identificados ou removidos adequadamente durante os procedimentos anteriores.

A ginecologista cirurgiã Gabriela Rebelo, que também participou do programa, explicou a relação entre a endometriose e a dificuldade de engravidar. Embora nem todas as pacientes apresentem esse problema, a variação depende do tipo e do nível de comprometimento da doença. Quando há um processo aderencial intenso nas trompas uterinas, essenciais para a passagem do óvulo até o útero, a fecundação pode ser inviabilizada.

Além das alterações nas trompas, Rebelo mencionou outros fatores que contribuem para a infertilidade associada à endometriose. Os endometriomas, cistos de endometriose localizados nos ovários, podem reduzir a reserva ovariana e a qualidade dos óvulos. O processo inflamatório característico da doença também pode afetar várias etapas do processo reprodutivo, prejudicando tanto a qualidade dos óvulos quanto a implantação do embrião no endométrio. “São vários fatores que estão associados”, concluiu a especialista.

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