Estado registrou queda expressiva de óbitos entre 2023 e 2024, graças à ampliação de testagens e tratamentos modernos oferecidos pela rede pública.
O estado de Sergipe alcançou uma marca histórica na saúde pública ao registrar uma redução de 31,97% no número de mortes causadas pela Aids entre os anos de 2023 e 2024. O dado, divulgado no mais recente Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, aponta que o total de óbitos no estado caiu de 122 para 83 no período analisado.
Esse desempenho positivo coloca Sergipe alinhado à tendência nacional de queda na mortalidade e reflete o fortalecimento das políticas públicas implementadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O Papel do SUS
A diminuição expressiva das mortes está diretamente ligada à ampliação do acesso ao diagnóstico e ao tratamento gratuito. O SUS tem investido na estratégia de Prevenção Combinada, que inclui não apenas a distribuição de preservativos, mas também o uso de tecnologias modernas como a PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) e a PEP (Profilaxia Pós-Exposição), que reduzem o risco de infecção pelo HIV.
Além disso, a garantia de acesso universal aos medicamentos antirretrovirais permite que pessoas vivendo com HIV mantenham a carga viral indetectável, melhorando sua qualidade de vida e impedindo a transmissão do vírus.
Eliminação da Transmissão Vertical
Outro avanço significativo para a saúde sergipana foi a certificação da eliminação da transmissão vertical do HIV (quando o vírus passa da mãe para o bebê durante a gestação ou parto) como problema de saúde pública.
Isso foi possível graças ao reforço no pré-natal e ao diagnóstico precoce das gestantes, garantindo que o tratamento seja iniciado a tempo de proteger os recém-nascidos.
Dezembro Vermelho
Os dados foram divulgados em meio à campanha do Dezembro Vermelho, mês dedicado à conscientização e luta contra a Aids. O Ministério da Saúde lançou a campanha “Viver sem aids: essa é a vida que eu quis”, reforçando que, com o tratamento adequado disponível no SUS, é possível viver com qualidade e romper a cadeia de transmissão do vírus.
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) reforça que a testagem rápida está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e que o diagnóstico precoce continua sendo a principal arma para evitar complicações e óbitos.
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