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Economia

Azul Conecta culpa alta do QAV por inviabilizar voos na Amazônia

Azul Conecta destaca dificuldades da aviação na Amazônia Legal devido a altos custos.

13/08/2026 · 00h00 · Atualizado às 20h41
Azul Conecta culpa alta do QAV por inviabilizar voos na Amazônia

Vitor Cordeiro, CEO da Azul Conecta, disse ao Conexão Infra que altos custos operacionais — especialmente o querosene — tornam rotas na Amazônia Legal pouco competitivas. A assimetria pressiona oferta e preço.

A Azul Conecta afirma que as companhias aéreas enfrentam desafios significativos para atuar na Amazônia Legal, o que resulta em baixa competitividade no setor de aviação na região.

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Em entrevista ao programa Conexão Infra, exibido nesta quinta-feira (13), Vitor Cordeiro, CEO da subsidiária regional da Azul, destacou que os altos custos operacionais, especialmente o preço do querosene de aviação (QAV), são fatores que dificultam a operação das empresas na área.

“Há uma assimetria competitiva no mercado nacional. Enquanto não houver uma solução para reduzir os custos das companhias aéreas e, consequentemente, o valor da passagem, o Brasil continuará com dificuldades para ampliar a concorrência e atrair novas empresas”, afirmou Cordeiro.

Cordeiro também mencionou que existem opções observadas na Europa, mas indicou que o Brasil enfrenta uma carga tributária elevada e um combustível caro, o que pode tornar o mercado menos atrativo para operações aéreas.

Recentemente, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que permite a atuação de empresas aéreas estrangeiras em rotas domésticas na Amazônia Legal, mas a proposta gerou preocupações entre especialistas do setor aéreo. O texto permite que empresas estrangeiras realizem voos domésticos na região sem a necessidade de constituir uma subsidiária brasileira, embora ainda precise ser aprovado pelo Senado.

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Apesar do objetivo de aumentar a oferta de voos e reduzir os custos na região, há críticas de que a medida pode não abordar o principal problema da aviação amazônica, que é fortalecer a aviação regional brasileira. O professor da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Augusto Cesar Barreto Rocha, afirmou que o projeto “desvia o foco” do verdadeiro desafio enfrentado pela região.

Além das críticas à eficácia da proposta, também surgem preocupações em relação a regulamentações, incluindo regras operacionais e de segurança. Em junho deste ano, a Azul Conecta anunciou a aquisição de duas unidades do Cessna SkyCourier, como parte de sua estratégia de expansão.

Segundo informações obtidas, a companhia pretende focar suas operações na Amazônia, buscando desenvolver novos negócios, incluindo fretamentos e contratos, como o assinado com a Petrobras, além de expandir a malha de transporte regular de passageiros. A chegada da primeira unidade do SkyCourier está prevista para o final deste ano, o que deve proporcionar ganhos em eficiência operacional e redução de custos em relação às aeronaves atualmente utilizadas na região.

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Atualmente, a Azul Conecta opera com o Cessna Grand Caravan para transporte de passageiros, que comporta até nove pessoas, além de ter o Pilatus PC12 em sua frota, voltado para a aviação de negócios.

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Vitor Cordeiro, CEO da Azul Conecta, disse ao Conexão Infra que altos custos operacionais — especialmente o querosene — tornam rotas na Amazônia Legal pouco competitivas. A assimetria pressiona oferta e preço.

A Azul Conecta afirma que as companhias aéreas enfrentam desafios significativos para atuar na Amazônia Legal, o que resulta em baixa competitividade no setor de aviação na região.

Em entrevista ao programa Conexão Infra, exibido nesta quinta-feira (13), Vitor Cordeiro, CEO da subsidiária regional da Azul, destacou que os altos custos operacionais, especialmente o preço do querosene de aviação (QAV), são fatores que dificultam a operação das empresas na área.

“Há uma assimetria competitiva no mercado nacional. Enquanto não houver uma solução para reduzir os custos das companhias aéreas e, consequentemente, o valor da passagem, o Brasil continuará com dificuldades para ampliar a concorrência e atrair novas empresas”, afirmou Cordeiro.

Cordeiro também mencionou que existem opções observadas na Europa, mas indicou que o Brasil enfrenta uma carga tributária elevada e um combustível caro, o que pode tornar o mercado menos atrativo para operações aéreas.

Recentemente, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que permite a atuação de empresas aéreas estrangeiras em rotas domésticas na Amazônia Legal, mas a proposta gerou preocupações entre especialistas do setor aéreo. O texto permite que empresas estrangeiras realizem voos domésticos na região sem a necessidade de constituir uma subsidiária brasileira, embora ainda precise ser aprovado pelo Senado.

Apesar do objetivo de aumentar a oferta de voos e reduzir os custos na região, há críticas de que a medida pode não abordar o principal problema da aviação amazônica, que é fortalecer a aviação regional brasileira. O professor da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Augusto Cesar Barreto Rocha, afirmou que o projeto “desvia o foco” do verdadeiro desafio enfrentado pela região.

Além das críticas à eficácia da proposta, também surgem preocupações em relação a regulamentações, incluindo regras operacionais e de segurança. Em junho deste ano, a Azul Conecta anunciou a aquisição de duas unidades do Cessna SkyCourier, como parte de sua estratégia de expansão.

Segundo informações obtidas, a companhia pretende focar suas operações na Amazônia, buscando desenvolver novos negócios, incluindo fretamentos e contratos, como o assinado com a Petrobras, além de expandir a malha de transporte regular de passageiros. A chegada da primeira unidade do SkyCourier está prevista para o final deste ano, o que deve proporcionar ganhos em eficiência operacional e redução de custos em relação às aeronaves atualmente utilizadas na região.

Atualmente, a Azul Conecta opera com o Cessna Grand Caravan para transporte de passageiros, que comporta até nove pessoas, além de ter o Pilatus PC12 em sua frota, voltado para a aviação de negócios.

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