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Aracaju, Quarta-feira, 12 de agosto de 2026
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BC corta Selic para 14% e alerta sobre riscos climáticos e fiscais

Economia

BC corta Selic para 14% e alerta sobre riscos climáticos e fiscais

Banco Central anuncia corte na Selic para 14% ao ano, destacando incertezas econômicas.

05/08/2026 · 00h00 · Atualizado às 08h05
BC corta Selic para 14% e alerta sobre riscos climáticos e fiscais

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O Copom reduziu a Selic em 0,25 p.p., para 14% ao ano. O BC citou riscos do El Niño, da política fiscal e da volatilidade do petróleo por conflitos no Oriente Médio, e pediu cautela.

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Em uma decisão amplamente esperada pelo mercado, o Banco Central (BC) anunciou a redução da taxa Selic em 0,25 ponto percentual, fixando-a em 14% ao ano. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (5) por meio de um comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom).

No comunicado, o BC destacou as incertezas geradas pelos efeitos do fenômeno climático El Niño na produção agrícola, a situação da política fiscal e as oscilações nos preços do petróleo, que refletem os conflitos no Oriente Médio. O Comitê expressou que o cenário atual exige cautela e serenidade na condução da política monetária.

“O cenário atual, caracterizado por significativo aumento da incerteza, desancoragem das expectativas e riscos elevados em torno do cenário base, demanda serenidade e cautela na condução da política monetária”, informou.

O BC evitou fazer previsões definitivas sobre a próxima reunião, agendada para setembro, afirmando que “a magnitude total do ciclo de calibração será estabelecida à luz de novas informações visando assegurar a convergência da inflação à meta”.

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O comunicado também apontou que o ambiente externo se mantém incerto, devido à indefinição acerca dos conflitos armados no Oriente Médio e à incerteza sobre a política monetária em economias avançadas. Esse cenário demanda cautela por parte de países emergentes, em um contexto de volatilidade nos preços de ativos e commodities.

Em relação ao cenário interno, os indicadores divulgados desde a última reunião sugerem uma moderação gradual da atividade econômica, embora ainda em um patamar resiliente, com sinais mistos entre os setores e um mercado de trabalho aquecido. A inflação geral desacelerou, mas permanece acima do limite superior da meta.

As expectativas de inflação para 2026 e 2027, conforme a pesquisa Focus, permanecem acima da meta, situando-se em 5,0% e 4,2%, respectivamente. A projeção de inflação do Copom para o primeiro trimestre de 2028 é de 3,2% no cenário de referência.

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Os riscos tanto para a inflação de alta quanto de baixa seguem elevados, com assimetria altista. Entre os riscos identificados estão a desancoragem das expectativas de inflação, a resiliência da inflação de serviços e estímulos à demanda agregada. Por outro lado, riscos de baixa incluem uma desaceleração acentuada da atividade econômica e uma possível redução nos preços das commodities.

O Comitê continuará monitorando como os desenvolvimentos da política fiscal impactam a política monetária e os ativos financeiros, mantendo uma postura cautelosa em um cenário de incerteza. A decisão de reduzir a Selic é vista como alinhada à estratégia de convergência da inflação, buscando a estabilidade dos preços e promovendo o pleno emprego.

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O Copom reduziu a Selic em 0,25 p.p., para 14% ao ano. O BC citou riscos do El Niño, da política fiscal e da volatilidade do petróleo por conflitos no Oriente Médio, e pediu cautela.

Em uma decisão amplamente esperada pelo mercado, o Banco Central (BC) anunciou a redução da taxa Selic em 0,25 ponto percentual, fixando-a em 14% ao ano. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (5) por meio de um comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom).

No comunicado, o BC destacou as incertezas geradas pelos efeitos do fenômeno climático El Niño na produção agrícola, a situação da política fiscal e as oscilações nos preços do petróleo, que refletem os conflitos no Oriente Médio. O Comitê expressou que o cenário atual exige cautela e serenidade na condução da política monetária.

“O cenário atual, caracterizado por significativo aumento da incerteza, desancoragem das expectativas e riscos elevados em torno do cenário base, demanda serenidade e cautela na condução da política monetária”, informou.

O BC evitou fazer previsões definitivas sobre a próxima reunião, agendada para setembro, afirmando que “a magnitude total do ciclo de calibração será estabelecida à luz de novas informações visando assegurar a convergência da inflação à meta”.

O comunicado também apontou que o ambiente externo se mantém incerto, devido à indefinição acerca dos conflitos armados no Oriente Médio e à incerteza sobre a política monetária em economias avançadas. Esse cenário demanda cautela por parte de países emergentes, em um contexto de volatilidade nos preços de ativos e commodities.

Em relação ao cenário interno, os indicadores divulgados desde a última reunião sugerem uma moderação gradual da atividade econômica, embora ainda em um patamar resiliente, com sinais mistos entre os setores e um mercado de trabalho aquecido. A inflação geral desacelerou, mas permanece acima do limite superior da meta.

As expectativas de inflação para 2026 e 2027, conforme a pesquisa Focus, permanecem acima da meta, situando-se em 5,0% e 4,2%, respectivamente. A projeção de inflação do Copom para o primeiro trimestre de 2028 é de 3,2% no cenário de referência.

Os riscos tanto para a inflação de alta quanto de baixa seguem elevados, com assimetria altista. Entre os riscos identificados estão a desancoragem das expectativas de inflação, a resiliência da inflação de serviços e estímulos à demanda agregada. Por outro lado, riscos de baixa incluem uma desaceleração acentuada da atividade econômica e uma possível redução nos preços das commodities.

O Comitê continuará monitorando como os desenvolvimentos da política fiscal impactam a política monetária e os ativos financeiros, mantendo uma postura cautelosa em um cenário de incerteza. A decisão de reduzir a Selic é vista como alinhada à estratégia de convergência da inflação, buscando a estabilidade dos preços e promovendo o pleno emprego.

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