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Aracaju, Quarta-feira, 17 de junho de 2026
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BMW despenca 7% na bolsa após alerta de lucros e crise no mercado chinês

Economia

BMW despenca 7% na bolsa após alerta de lucros e crise no mercado chinês

As ações da BMW caem para mínimas de 2020 após alerta sobre lucros e reestruturação.

17/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 15h25
BMW despenca 7% na bolsa após alerta de lucros e crise no mercado chinês

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A montadora alemã BMW viu suas ações atingirem as mínimas desde 2020 após emitir um alerta sobre lucros. A fraqueza persistente na China e os efeitos da guerra no Irã preocupam analistas.

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As ações da montadora alemã de luxo BMW enfrentaram uma queda de cerca de 7% após a divulgação de um alerta sobre os lucros, na noite de terça-feira (17). Este comunicado gerou preocupações entre analistas, que sugerem que pode ser necessária uma reformulação estratégica mais abrangente, incluindo possíveis cortes de capacidade na Europa.

A empresa atribuiu essa situação à prolongada fraqueza no mercado chinês, o maior do setor automotivo global, além do impacto da guerra no Irã, que afeta tanto os preços quanto o ânimo dos consumidores.

Analistas do Deutsche Bank e da Jefferies comentaram que a revisão para baixo das perspectivas foi significativamente mais acentuada do que o esperado.

A queda nos preços das ações na quarta-feira (17) levou as ações da BMW ao seu nível mais baixo desde novembro de 2020 e também impactou negativamente o desempenho de todo o setor automotivo europeu, incluindo as concorrentes alemãs Volkswagen e Mercedes-Benz.

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Em anúncio, a BMW informou que reduzirá sua margem operacional no setor automotivo de 4% a 6% para 1% a 3%. Além disso, a montadora planeja intensificar os cortes de custos, o que terá um impacto negativo pontual no segundo semestre de 2026.

O alerta sobre os lucros foi considerado radical pelos analistas do JP Morgan e ocorreu apenas seis semanas após a confirmação das perspectivas da empresa durante a divulgação dos resultados do primeiro trimestre.

Este cenário representa um início desafiador para o novo CEO, Milan Nedeljkovic, que assumiu o cargo no mês passado, sucedendo o líder de longa data Oliver Zipse. Segundo analistas do Deutsche Bank, “após três alertas de lucros nos últimos dois anos, todos em grande parte relacionados à China, a imagem da BMW como a ‘marca estável’ do setor automotivo claramente sofreu um golpe”.

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A corretora Jefferies prevê que a reestruturação da empresa afetará principalmente as operações na Alemanha e pode acelerar a localização em mercados como China e América do Norte. Isso visa proteger as margens e evitar a dependência de exportações da Alemanha.

Essa reestruturação pode resultar na proposta de um corte de 10% a 15% na capacidade durante o ‘Capital Markets Day’ da BMW, que ocorrerá ainda este ano, conforme apontado pelos analistas do JP Morgan.

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A montadora alemã BMW viu suas ações atingirem as mínimas desde 2020 após emitir um alerta sobre lucros. A fraqueza persistente na China e os efeitos da guerra no Irã preocupam analistas.

As ações da montadora alemã de luxo BMW enfrentaram uma queda de cerca de 7% após a divulgação de um alerta sobre os lucros, na noite de terça-feira (17). Este comunicado gerou preocupações entre analistas, que sugerem que pode ser necessária uma reformulação estratégica mais abrangente, incluindo possíveis cortes de capacidade na Europa.

A empresa atribuiu essa situação à prolongada fraqueza no mercado chinês, o maior do setor automotivo global, além do impacto da guerra no Irã, que afeta tanto os preços quanto o ânimo dos consumidores.

Analistas do Deutsche Bank e da Jefferies comentaram que a revisão para baixo das perspectivas foi significativamente mais acentuada do que o esperado.

A queda nos preços das ações na quarta-feira (17) levou as ações da BMW ao seu nível mais baixo desde novembro de 2020 e também impactou negativamente o desempenho de todo o setor automotivo europeu, incluindo as concorrentes alemãs Volkswagen e Mercedes-Benz.

Em anúncio, a BMW informou que reduzirá sua margem operacional no setor automotivo de 4% a 6% para 1% a 3%. Além disso, a montadora planeja intensificar os cortes de custos, o que terá um impacto negativo pontual no segundo semestre de 2026.

O alerta sobre os lucros foi considerado radical pelos analistas do JP Morgan e ocorreu apenas seis semanas após a confirmação das perspectivas da empresa durante a divulgação dos resultados do primeiro trimestre.

Este cenário representa um início desafiador para o novo CEO, Milan Nedeljkovic, que assumiu o cargo no mês passado, sucedendo o líder de longa data Oliver Zipse. Segundo analistas do Deutsche Bank, “após três alertas de lucros nos últimos dois anos, todos em grande parte relacionados à China, a imagem da BMW como a ‘marca estável’ do setor automotivo claramente sofreu um golpe”.

A corretora Jefferies prevê que a reestruturação da empresa afetará principalmente as operações na Alemanha e pode acelerar a localização em mercados como China e América do Norte. Isso visa proteger as margens e evitar a dependência de exportações da Alemanha.

Essa reestruturação pode resultar na proposta de um corte de 10% a 15% na capacidade durante o ‘Capital Markets Day’ da BMW, que ocorrerá ainda este ano, conforme apontado pelos analistas do JP Morgan.

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