A Bovmeat, indústria brasileira especializada na produção de hambúrgueres bovinos e derivados de proteína, projeta um crescimento acima de 15% para 2026. Com 24 anos de atuação, a empresa pretende expandir sua distribuição, lançar novos produtos e investir em tecnologia para aumentar sua presença no mercado.
Segundo Alessandro Sampaio de Almeida, CEO da Bovmeat, a meta é ampliar a participação no mercado sem perder o foco na qualidade e confiança do consumidor.
“Mais do que crescer em volume, queremos crescer em marca e reconhecimento pela qualidade e confiança do produto”, afirma.
Atualmente, o principal produto da empresa são os hambúrgueres bovinos, mas há uma busca por diversificação do portfólio. A Bovmeat planeja lançar novas linhas, incluindo produtos gourmet, opções saudáveis e itens porcionados, visando oferecer mais praticidade no preparo das refeições.
A companhia acredita que a mudança no comportamento do consumidor será um fator-chave para impulsionar vendas nos próximos anos. A demanda por alimentos com maior teor de proteína e informações mais claras nos rótulos está crescendo no mercado.
“Hoje o consumidor mudou um pouco o hábito alimentar. Ele busca um produto mais elaborado, com uma maior quantidade de proteína e mais qualidade, mas o hambúrguer tradicional ainda representa uma grande parte do consumo”, explica Alessandro.
A Bovmeat também está investindo no desenvolvimento de produtos de maior valor agregado. A empresa afirma que seu portfólio inclui itens sem conservantes e sem adição de temperos, utilizando o processo de ultracongelamento para a conservação dos alimentos.
“Entre as apostas está o hambúrguer de patinho, produzido exclusivamente com esse corte de carne, uma estratégia voltada a consumidores que buscam praticidade, qualidade e maior transparência na composição dos produtos”, comenta.
Para suportar o crescimento, a Bovmeat planeja destinar 2% do faturamento anual para investimentos em tecnologia e melhorias no processo produtivo em 2026. A expectativa é dobrar esse investimento no próximo ano. A empresa foca em aumentar a eficiência da fábrica, reduzir desperdícios e melhorar a produtividade. Atualmente, a indústria estima uma perda de aproximadamente 5% durante o processo produtivo, devido a fatores como excesso de peso nas porções e perdas no congelamento.
“O nosso projeto é reduzir essa perda para próximo de zero. É um resultado que impacta diretamente a última linha da empresa”, afirma o executivo. Além do mercado interno, a Bovmeat também considera oportunidades no exterior, já recebendo contatos de países como Uruguai, Chile, Cuba e África do Sul. A meta é que, a partir de 2027, cerca de 10% da produção seja destinada ao mercado internacional, embora o Brasil continue sendo a prioridade.
A Bovmeat busca aproveitar o aumento da demanda global por proteína bovina, principalmente com a redução do rebanho nos Estados Unidos. A empresa também destaca a importância de parcerias com frigoríficos para assegurar o fornecimento de matéria-prima, mantendo acordos de longo prazo e seleção rigorosa de carnes para garantir a qualidade dos produtos.
Em relação ao mercado pecuário, a indústria reconhece a alta volatilidade dos preços da arroba do boi e dos custos de produção, adotando estratégias para mitigar impactos, como a negociação com fornecedores e melhorias internas.
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