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Aracaju, Quarta-feira, 17 de junho de 2026
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Brasil tem déficit de 15,9 mi de toneladas na armazenagem de grãos

Agro

Brasil tem déficit de 15,9 mi de toneladas na armazenagem de grãos

Déficit de armazenagem no Brasil impulsiona demanda por galpões flexíveis, com empresa planejando crescer 10% ao ano.

17/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 06h55
Brasil tem déficit de 15,9 mi de toneladas na armazenagem de grãos

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A produção agrícola brasileira voltou a superar a capacidade de estocagem do país. Produtores buscam alternativas urgentes para escoar a safra recorde de 218 milhões de toneladas.

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O crescimento da produção agrícola e o histórico déficit de armazenagem no Brasil têm gerado um aumento significativo na demanda por estruturas de estocagem no campo. No Anuário Agrologístico 2026, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) destaca que, pela segunda safra consecutiva, a produção da primeira safra de grãos, que alcançou 218,2 milhões de toneladas, já supera a capacidade de armazenagem, estimada em 202,3 milhões de toneladas. Isso resulta em um déficit de cerca de 15,9 milhões de toneladas apenas durante o período de colheita.

Essa situação tem levado os produtores a buscarem alternativas para escoar rapidamente a produção. Nesse contexto, a empresa Tópico, especializada na fabricação, locação e venda de galpões de lona e aço, planeja crescer 10% ao ano nos próximos três anos. Sérgio Gallucci, diretor comercial da empresa, observa que a expansão da safra nas regiões Norte e Centro-Oeste está ocorrendo em um ritmo superior aos investimentos em infraestrutura permanente. Isso faz com que as soluções modulares deixem de ser apenas alternativas emergenciais e se tornem parte essencial da estratégia logística de produtores e agroindústrias.

“O déficit de armazenagem é crônico. Nas regiões onde a produção mais cresce, como Centro-Oeste e Norte, a deficiência de infraestrutura é ainda maior”, afirma Gallucci.

Para garantir uma resposta imediata às demandas do mercado, a Tópico mantém entre 150 mil e 200 mil metros quadrados de estruturas em estoque, possibilitando atuação rápida em diferentes regiões do país. Em 2025, a empresa encerrou o ano com um investimento de aproximadamente R$ 50 milhões, destinados à expansão da base instalada, modernização operacional e inovação tecnológica. Para 2026, a meta é investir mais R$ 50 milhões em eficiência, capacitação de pessoal e tecnologia.

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A Tópico encerrou 2025 com um faturamento de R$ 300 milhões, atuando em vários segmentos, incluindo fertilizantes, indústria, transporte e logística, mineração, e alimentos e bebidas. O segmento de fertilizantes, por exemplo, se destacou como um dos principais focos da companhia nos últimos anos, com a demanda crescendo, em média, 15% ao ano.

O agronegócio, no entanto, permanece como o principal negócio da empresa, com crescimento de 10% ao ano nos últimos oito anos. “Hoje detemos mais de 50% do mercado brasileiro de galpões flexíveis, com cerca de 3 milhões de metros quadrados de estruturas instaladas em todo o país”, afirma Gallucci.

O Tocantins se destaca entre os estados com a maior expansão recente da empresa, acompanhando o crescimento da produção agrícola na região do Matopiba. Diferente da construção de armazéns convencionais, o modelo da Tópico funciona por meio da locação. Os galpões são fabricados, transportados, montados no local e alugados pelo tempo necessário para cada operação. Uma estrutura de aproximadamente 3 mil metros quadrados pode ser instalada em cerca de 20 dias, e os valores dos contratos variam conforme o tamanho e o período de utilização.

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Apesar do momento de restrição financeira no agronegócio, Gallucci ressalta que a demanda por estruturas não depende apenas das linhas oficiais de crédito rural, mas está mais relacionada à necessidade operacional e ao planejamento logístico das empresas.

“O que influencia é muito mais o humor e o nível de investimento do produtor do que uma linha específica de crédito”, explica.

Além da armazenagem, os galpões têm sido utilizados como áreas industriais, centros logísticos e coberturas para maquinários e insumos agrícolas. A flexibilidade do sistema permite montagem rápida e adaptação conforme a necessidade, o que é crucial para um setor em constante evolução. Gallucci destaca que, enquanto a produção agrícola continuar a crescer em um ritmo superior ao da infraestrutura, a demanda por soluções temporárias deverá seguir em alta.

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O crescimento da produção agrícola e o histórico déficit de armazenagem no Brasil têm gerado um aumento significativo na demanda por estruturas de estocagem no campo. No Anuário Agrologístico 2026, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) destaca que, pela segunda safra consecutiva, a produção da primeira safra de grãos, que alcançou 218,2 milhões de toneladas, já supera a capacidade de armazenagem, estimada em 202,3 milhões de toneladas. Isso resulta em um déficit de cerca de 15,9 milhões de toneladas apenas durante o período de colheita.

Essa situação tem levado os produtores a buscarem alternativas para escoar rapidamente a produção. Nesse contexto, a empresa Tópico, especializada na fabricação, locação e venda de galpões de lona e aço, planeja crescer 10% ao ano nos próximos três anos. Sérgio Gallucci, diretor comercial da empresa, observa que a expansão da safra nas regiões Norte e Centro-Oeste está ocorrendo em um ritmo superior aos investimentos em infraestrutura permanente. Isso faz com que as soluções modulares deixem de ser apenas alternativas emergenciais e se tornem parte essencial da estratégia logística de produtores e agroindústrias.

“O déficit de armazenagem é crônico. Nas regiões onde a produção mais cresce, como Centro-Oeste e Norte, a deficiência de infraestrutura é ainda maior”, afirma Gallucci.

Para garantir uma resposta imediata às demandas do mercado, a Tópico mantém entre 150 mil e 200 mil metros quadrados de estruturas em estoque, possibilitando atuação rápida em diferentes regiões do país. Em 2025, a empresa encerrou o ano com um investimento de aproximadamente R$ 50 milhões, destinados à expansão da base instalada, modernização operacional e inovação tecnológica. Para 2026, a meta é investir mais R$ 50 milhões em eficiência, capacitação de pessoal e tecnologia.

A Tópico encerrou 2025 com um faturamento de R$ 300 milhões, atuando em vários segmentos, incluindo fertilizantes, indústria, transporte e logística, mineração, e alimentos e bebidas. O segmento de fertilizantes, por exemplo, se destacou como um dos principais focos da companhia nos últimos anos, com a demanda crescendo, em média, 15% ao ano.

O agronegócio, no entanto, permanece como o principal negócio da empresa, com crescimento de 10% ao ano nos últimos oito anos. “Hoje detemos mais de 50% do mercado brasileiro de galpões flexíveis, com cerca de 3 milhões de metros quadrados de estruturas instaladas em todo o país”, afirma Gallucci.

O Tocantins se destaca entre os estados com a maior expansão recente da empresa, acompanhando o crescimento da produção agrícola na região do Matopiba. Diferente da construção de armazéns convencionais, o modelo da Tópico funciona por meio da locação. Os galpões são fabricados, transportados, montados no local e alugados pelo tempo necessário para cada operação. Uma estrutura de aproximadamente 3 mil metros quadrados pode ser instalada em cerca de 20 dias, e os valores dos contratos variam conforme o tamanho e o período de utilização.

Apesar do momento de restrição financeira no agronegócio, Gallucci ressalta que a demanda por estruturas não depende apenas das linhas oficiais de crédito rural, mas está mais relacionada à necessidade operacional e ao planejamento logístico das empresas.

“O que influencia é muito mais o humor e o nível de investimento do produtor do que uma linha específica de crédito”, explica.

Além da armazenagem, os galpões têm sido utilizados como áreas industriais, centros logísticos e coberturas para maquinários e insumos agrícolas. A flexibilidade do sistema permite montagem rápida e adaptação conforme a necessidade, o que é crucial para um setor em constante evolução. Gallucci destaca que, enquanto a produção agrícola continuar a crescer em um ritmo superior ao da infraestrutura, a demanda por soluções temporárias deverá seguir em alta.

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