Taxa cai para 4,9% e marca avanço histórico na educação brasileira. Quase 600 mil pessoas ganharam acesso à leitura e escrita em um ano, abrindo portas para novas oportunidades.
O analfabetismo no Brasil alcançou o menor nível desde 2016, com menos de 5% da população com 15 anos ou mais sem acesso à leitura e escrita. Os dados, divulgados pelo IBGE na última sexta-feira (19), revelam um avanço significativo na educação do país, impactando positivamente a vida de muitos brasileiros.
Em 2025, a taxa de analfabetismo foi de 4,9%, resultando na alfabetização de quase 600 mil pessoas em comparação ao ano anterior. Essa conquista traz dignidade, mobilidade e novas oportunidades para aqueles que nunca tiveram acesso à educação formal.
No entanto, o Brasil ainda enfrenta o desafio de lidar com 8,4 milhões de analfabetos, muitos dos quais começaram a trabalhar cedo para ajudar suas famílias. Essa situação reflete uma dívida histórica que o país ainda precisa resolver.
Os dados recentes indicam que os idosos são os que mais buscam a alfabetização. Entre os brasileiros de 15 a 59 anos, a taxa de analfabetismo caiu para 2,6%. Entre os idosos com 60 anos ou mais, o índice também apresentou uma queda significativa, passando de 16% em 2022 para 13,8% em 2025. Esta é a primeira vez que essa faixa etária fica abaixo de 14% desde o início da série histórica.
As alegrias dos idosos que estão aprendendo a ler e escrever foram evidenciadas em uma matéria divulgada recentemente, que mostrou a primeira foto escolar de suas vidas. As imagens viralizaram nas redes sociais, alcançando 3 milhões de visualizações no Instagram.
A pesquisa da PNAD Contínua também apresentou dados positivos em relação à alfabetização feminina. Pela primeira vez, a taxa de analfabetismo entre mulheres idosas ficou inferior à dos homens idosos, com índices de 13,7% e 14,1%, respectivamente.
Além disso, houve um avanço na conclusão do ensino médio entre pretos e pardos, com mais da metade dessa população acima de 25 anos completando a educação básica.
Apesar dos avanços, as desigualdades ainda persistem. O Nordeste concentra mais da metade dos analfabetos do país, com uma taxa de 10,6%. Especialistas destacam que o analfabetismo está intimamente ligado à pobreza e à desigualdade social, refletindo a falta histórica de acesso à educação em algumas regiões.
Portanto, cada conquista na educação representa mais do que números; é um passo em direção a oportunidades e dignidade para milhões de brasileiros, permitindo que leiam uma placa, assinem o próprio nome ou busquem melhores perspectivas de emprego.
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