Pré-candidato à presidência quer enviar reformas tributária, trabalhista, administrativa e política em 5 de janeiro de 2027. Voto distrital e fim da reeleição estão no pacote.
O pré-candidato à Presidência e ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou, nesta segunda-feira (22 de junho de 2026), que, se eleito, enviará ao Congresso um amplo pacote de reformas no dia 5 de janeiro de 2027.
Caiado declarou que pretende encaminhar reformas tributária, trabalhista, administrativa e política, incluindo a adoção de voto distrital e a limitação da reeleição presidencial a um único mandato. “Encaminharei todas no dia 5 de janeiro. Todas”, ressaltou durante o evento “Indústria na Agenda dos Presidenciáveis”, promovido pela Confederação Nacional da Indústria em Brasília.
O pré-candidato criticou aspectos da reforma tributária, afirmando que o modelo atual pode prejudicar profissionais liberais e prestadores de serviços.
“Não pode ser uma reforma que penalize alguns segmentos que não têm crédito acumulado”,
disse ele, destacando a necessidade de uma reforma mais inclusiva.
Caiado também defendeu mudanças na Previdência, argumentando que o sistema atual não é sustentável diante do envelhecimento da população e da crescente fila de beneficiários. Ele acredita que ajustes são necessários para garantir a viabilidade do sistema a longo prazo.
Quando questionado sobre a avaliação do plano de segurança pública do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também pré-candidato à presidência, Caiado afirmou que seu programa na área será fundamentado em experiências já implementadas em Goiás.
“Eu sou uma pessoa que tudo que eu for apresentar para o Brasil, eu já fiz”,
afirmou, destacando que o estado obteve altos índices de aprovação nas ações de segurança pública.
Além disso, Caiado criticou a condução econômica e institucional do governo federal, apontando a perda de competitividade do Brasil em relação a outras nações. Para ele, o país necessita de “governabilidade com exemplo de vida e autoridade moral” para recuperar investimentos e fomentar o crescimento econômico.
“Não dá para sentar naquela cadeira para aprender a governar ali”,
declarou Caiado, enfatizando a importância de uma liderança experiente.
O pré-candidato atribuiu a perda de competitividade da indústria brasileira ao que chamou de “custo PT” e defendeu a implementação de mudanças na condução econômica. Segundo ele, o Brasil precisa de equilíbrio fiscal, redução de juros reais e uma política industrial de longo prazo para reverter a situação atual.
LEIA TAMBÉM
Receba as notícias no seu WhatsApp
Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe
Entrar no canal →

