A Caixa Econômica Federal libera nesta quarta-feira, 25 de fevereiro, a parcela de fevereiro do Bolsa Família para beneficiários cujo Número de Inscrição Social (NIS) termina em 8.
O valor mínimo do benefício é de R$ 600, mas, com os adicionais previstos, a média do pagamento chega a R$ 690,01. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, o programa atingirá 18,84 milhões de famílias neste mês, com despesa total estimada em R$ 13 bilhões.
Além do valor-base, o benefício pode incluir os seguintes acréscimos:
- Benefício Variável Familiar Nutriz: seis parcelas de R$ 50 para mães de bebês de até seis meses;
- Acréscimo de R$ 50 para gestantes e nutrizes (mães que amamentam);
- Adicional de R$ 150 para cada criança de até 6 anos;
- Adicional de R$ 50 para cada filho entre 7 e 18 anos.
No calendário habitual do Bolsa Família, os pagamentos ocorrem nos últimos dez dias úteis de cada mês. Os beneficiários podem verificar as datas, o valor e a composição das parcelas pelo aplicativo Caixa Tem, que reúne informações sobre as contas poupança digitais da Caixa.
Pagamento unificado
Em 12 de fevereiro, 171 municípios de oito estados receberam o pagamento de forma unificada, independentemente do dígito final do NIS. A medida alcançou 122 cidades do Rio Grande do Norte, devido à situação de seca enfrentada por parte dos municípios, além de localidades na Bahia (14), Paraná (12), Sergipe (11), Roraima (6), Amazonas (3), Piauí (2) e Santa Catarina (1).
Os municípios com pagamento antecipado foram selecionados por terem sido afetados por chuvas intensas, estiagens ou por abrigarem povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A relação completa das cidades contempladas está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

Seguro Defeso e regra de proteção
Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família deixaram de ter desconto referente ao Seguro Defeso, conforme a Lei 14.601/2023, que restabeleceu o Programa Bolsa Família. O Seguro Defeso é um benefício destinado a pescadores artesanais que não podem trabalhar durante o período de reprodução dos peixes (piracema).
Em fevereiro, cerca de 2,51 milhões de famílias estão enquadradas na chamada regra de proteção. Essa norma permite que famílias cujos membros passaram a ter emprego e renda maior recebam metade do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba, no máximo, o equivalente a meio salário mínimo.
Uma alteração introduzida em 2025 reduziu o período de permanência na regra de proteção de dois para um ano, porém essa mudança vale apenas para famílias que ingressaram na fase de transição a partir de junho de 2025. Famílias que entraram na transição até maio de 2025 continuam a receber 50% do benefício por dois anos.
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