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Câmara libera compra direta de medicamentos de sangue da Hemobrás

Política

Câmara libera compra direta de medicamentos de sangue da Hemobrás

Câmara aprova projeto que dispensa licitação para medicamentos da Hemobrás ao SUS.

21/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 04h50
Câmara libera compra direta de medicamentos de sangue da Hemobrás

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Deputados aprovaram dispensa de licitação para hemoderivados produzidos pela estatal brasileira. Placar foi de 285 a 106, e o texto segue agora para o Senado.

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A Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira (17 de junho de 2026) um projeto de lei que dispensa a exigência de licitação para o fornecimento de medicamentos hemoderivados ao Sistema Único de Saúde (SUS), desde que a Hemobrás seja a única instituição a produzi-los.

A proposta recebeu 285 votos favoráveis e 106 contrários, seguindo agora para análise no Senado. Criada em 2004, a Hemobrás é uma estatal responsável pela produção de medicamentos derivados do fracionamento do plasma do sangue doado em postos de coleta em todo o Brasil.

O autor do Projeto de Lei 424 de 2015, deputado Jorge Solla (PT-BA), destacou que essa medida permitirá ao Estado brasileiro utilizar seu poder de compra para fomentar o desenvolvimento tecnológico nacional.

“Tais bens e serviços são imprescindíveis para dotar nosso setor de saúde de uma capacidade eficaz e de qualidade, sem a qual o Brasil não poderá garantir a continuidade de sua política de defesa da saúde e do desenvolvimento nacional”, afirmou Solla.

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O deputado ressaltou ainda que a exigência de licitação não se aplica, uma vez que a única empresa no país habilitada para preparar e entregar hemoderivados é pública.

O relator da proposta, deputado Clodoaldo Magalhães (PV-PE), também afirmou que a medida está em conformidade com a legislação, pois condiciona a dispensa de licitação ao fato de existir apenas uma instituição pública que produza o medicamento no país.

“De modo a evitar que outras instituições e empresas que produzem medicamentos por biotecnologia sejam obrigatoriamente afastadas das contratações públicas, em prejuízo da eficiência”, argumentou Magalhães.

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No ano anterior, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) inaugurou dois blocos de produção de medicamentos hemoderivados da Hemobrás em Goiana (PE). A iniciativa visa aumentar a capacidade de produção de medicamentos a partir do plasma, incluindo albumina, imunoglobulina e fatores de coagulação, utilizados no tratamento de queimaduras graves, hemofilias, doenças raras, pacientes em UTI e procedimentos cirúrgicos complexos.

A expectativa é que, até o próximo ano, a Hemobrás domine todas as etapas de produção e atenda integralmente à demanda do SUS, com uma economia prevista de até R$ 1 bilhão por ano para o Ministério da Saúde (MS).

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Deputados aprovaram dispensa de licitação para hemoderivados produzidos pela estatal brasileira. Placar foi de 285 a 106, e o texto segue agora para o Senado.

A Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira (17 de junho de 2026) um projeto de lei que dispensa a exigência de licitação para o fornecimento de medicamentos hemoderivados ao Sistema Único de Saúde (SUS), desde que a Hemobrás seja a única instituição a produzi-los.

A proposta recebeu 285 votos favoráveis e 106 contrários, seguindo agora para análise no Senado. Criada em 2004, a Hemobrás é uma estatal responsável pela produção de medicamentos derivados do fracionamento do plasma do sangue doado em postos de coleta em todo o Brasil.

O autor do Projeto de Lei 424 de 2015, deputado Jorge Solla (PT-BA), destacou que essa medida permitirá ao Estado brasileiro utilizar seu poder de compra para fomentar o desenvolvimento tecnológico nacional.

“Tais bens e serviços são imprescindíveis para dotar nosso setor de saúde de uma capacidade eficaz e de qualidade, sem a qual o Brasil não poderá garantir a continuidade de sua política de defesa da saúde e do desenvolvimento nacional”, afirmou Solla.

O deputado ressaltou ainda que a exigência de licitação não se aplica, uma vez que a única empresa no país habilitada para preparar e entregar hemoderivados é pública.

O relator da proposta, deputado Clodoaldo Magalhães (PV-PE), também afirmou que a medida está em conformidade com a legislação, pois condiciona a dispensa de licitação ao fato de existir apenas uma instituição pública que produza o medicamento no país.

“De modo a evitar que outras instituições e empresas que produzem medicamentos por biotecnologia sejam obrigatoriamente afastadas das contratações públicas, em prejuízo da eficiência”, argumentou Magalhães.

No ano anterior, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) inaugurou dois blocos de produção de medicamentos hemoderivados da Hemobrás em Goiana (PE). A iniciativa visa aumentar a capacidade de produção de medicamentos a partir do plasma, incluindo albumina, imunoglobulina e fatores de coagulação, utilizados no tratamento de queimaduras graves, hemofilias, doenças raras, pacientes em UTI e procedimentos cirúrgicos complexos.

A expectativa é que, até o próximo ano, a Hemobrás domine todas as etapas de produção e atenda integralmente à demanda do SUS, com uma economia prevista de até R$ 1 bilhão por ano para o Ministério da Saúde (MS).

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