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Aracaju, Sexta-feira, 19 de junho de 2026
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Catadores de Sergipe lutam por reconhecimento e renda digna

Sergipe

Catadores de Sergipe lutam por reconhecimento e renda digna

Cooperativas de reciclagem destacam sua importância e buscam reconhecimento público e social.

19/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 17h51
Catadores de Sergipe lutam por reconhecimento e renda digna

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Invisíveis para muitos, catadores organizam cooperativas e exigem valorização do seu trabalho. Eles são peça-chave no combate à poluição e às doenças causadas pelo descarte irregular de resíduos.

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A reciclagem é uma ferramenta crucial para minimizar os impactos ambientais decorrentes do acúmulo de resíduos, além de proteger a saúde da população. Quando materiais recicláveis não vão parar em aterros, rios ou ruas, os riscos de contaminação do solo e da água, bem como a disseminação de doenças e a emissão de gases que contribuem para as mudanças climáticas, são reduzidos.

Entretanto, um aspecto frequentemente esquecido é o trabalho das pessoas que lidam com o lixo que muitos preferem ignorar. Essas pessoas garantem que os resíduos tenham um destino adequado, mas a maioria da população não reflete sobre o que acontece com o que descarta. Para responder a essas indagações, gestores, consultores e agentes de desenvolvimento de todo o país participam, nesta semana, da Jornada Desafio Pimp, promovida pelo Sebrae em São Paulo. O evento proporciona uma imersão em cooperativas de reciclagem, com o objetivo de observar experiências que possam inspirar e fortalecer projetos em suas regiões, além de visibilizar o trabalho dos catadores e catadoras que transformam resíduos em renda e inclusão social.

“Hoje consigo acompanhar mais a minha família e organizar melhor minha rotina com meus filhos. E gosto do que faço porque sei que estou contribuindo para o meio ambiente.”

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A Cooperativa Viver Bem, fundada em 2004, recebe mensalmente entre 250 e 300 toneladas de resíduos. Contudo, somente cerca de 160 toneladas são efetivamente recicladas, enquanto o restante é descartado devido à contaminação ou separação inadequada, resultando em até 43% do material sendo enviado para aterros sanitários. O galpão da cooperativa é um local de movimento constante, onde cooperados trabalham na separação de papel, plástico, vidro, alumínio e outros materiais, o que exige atenção e conhecimento técnico.

A presidente da Viver Bem, Tereza Montenegro, destaca que um dos principais desafios para o fortalecimento das cooperativas é o acesso à assessoria técnica e à formação contínua das lideranças. Segundo ela, a falta de suporte técnico desde a formação das cooperativas é um obstáculo para a sobrevivência de muitos empreendimentos. Além disso, a cooperativa enfrenta problemas como a recepção de embalagens não separadas e a necessidade de modernização de equipamentos.

A Viver Bem se destaca por suas iniciativas inovadoras, como a atuação em projetos de logística reversa com grandes empresas e a participação em ações relacionadas à certificação de carbono. Outro exemplo notável é a Coopamare, considerada a cooperativa de catadores mais antiga do Brasil, que processa cerca de 100 toneladas de materiais recicláveis por mês e é referência nacional no movimento dos catadores.

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“Eu vivi muita coisa ruim quando era mais novo. A cooperativa me deu uma oportunidade e eu agarrei.”

Histórias como a de Walison Borges, que encontrou na Coopamare uma chance de transformação, destacam como o trabalho nas cooperativas pode impactar vidas e reforçar a importância da reciclagem tanto na estrutura das cooperativas quanto nas escolhas feitas no dia a dia.

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A reciclagem é uma ferramenta crucial para minimizar os impactos ambientais decorrentes do acúmulo de resíduos, além de proteger a saúde da população. Quando materiais recicláveis não vão parar em aterros, rios ou ruas, os riscos de contaminação do solo e da água, bem como a disseminação de doenças e a emissão de gases que contribuem para as mudanças climáticas, são reduzidos.

Entretanto, um aspecto frequentemente esquecido é o trabalho das pessoas que lidam com o lixo que muitos preferem ignorar. Essas pessoas garantem que os resíduos tenham um destino adequado, mas a maioria da população não reflete sobre o que acontece com o que descarta. Para responder a essas indagações, gestores, consultores e agentes de desenvolvimento de todo o país participam, nesta semana, da Jornada Desafio Pimp, promovida pelo Sebrae em São Paulo. O evento proporciona uma imersão em cooperativas de reciclagem, com o objetivo de observar experiências que possam inspirar e fortalecer projetos em suas regiões, além de visibilizar o trabalho dos catadores e catadoras que transformam resíduos em renda e inclusão social.

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A Cooperativa Viver Bem, fundada em 2004, recebe mensalmente entre 250 e 300 toneladas de resíduos. Contudo, somente cerca de 160 toneladas são efetivamente recicladas, enquanto o restante é descartado devido à contaminação ou separação inadequada, resultando em até 43% do material sendo enviado para aterros sanitários. O galpão da cooperativa é um local de movimento constante, onde cooperados trabalham na separação de papel, plástico, vidro, alumínio e outros materiais, o que exige atenção e conhecimento técnico.

A presidente da Viver Bem, Tereza Montenegro, destaca que um dos principais desafios para o fortalecimento das cooperativas é o acesso à assessoria técnica e à formação contínua das lideranças. Segundo ela, a falta de suporte técnico desde a formação das cooperativas é um obstáculo para a sobrevivência de muitos empreendimentos. Além disso, a cooperativa enfrenta problemas como a recepção de embalagens não separadas e a necessidade de modernização de equipamentos.

A Viver Bem se destaca por suas iniciativas inovadoras, como a atuação em projetos de logística reversa com grandes empresas e a participação em ações relacionadas à certificação de carbono. Outro exemplo notável é a Coopamare, considerada a cooperativa de catadores mais antiga do Brasil, que processa cerca de 100 toneladas de materiais recicláveis por mês e é referência nacional no movimento dos catadores.

“Eu vivi muita coisa ruim quando era mais novo. A cooperativa me deu uma oportunidade e eu agarrei.”

Histórias como a de Walison Borges, que encontrou na Coopamare uma chance de transformação, destacam como o trabalho nas cooperativas pode impactar vidas e reforçar a importância da reciclagem tanto na estrutura das cooperativas quanto nas escolhas feitas no dia a dia.

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