O Conselho de Comunicação Social (CCS) do Congresso Nacional realizou nesta segunda-feira (6) uma audiência pública para discutir a segurança dos comunicadores durante as eleições de 2026. O evento contou com a participação de representantes de entidades da comunicação, especialistas, autoridades e profissionais da área, que se reuniram para abordar os desafios enfrentados por jornalistas, radialistas e demais trabalhadores da comunicação diante do aumento de ameaças, intimidações e episódios de violência.
Durante a audiência, os debatedores enfatizaram a importância de fortalecer mecanismos de proteção aos profissionais da imprensa, garantir a liberdade de expressão e assegurar condições para o exercício do jornalismo e da radiodifusão sem qualquer tipo de censura ou intimidação.
O coordenador nacional da Federação Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão (FITERT), Fernando Cabral, parabenizou o CCS pela iniciativa de promover o debate e destacou a realidade sofrida pelos radialistas brasileiros.
“Os radialistas do Brasil, ao longo dos anos, também sofrem com diversas formas de violência no ambiente de trabalho. Em muitos casos, essa violência ocorre dentro das próprias empresas de comunicação, comprometendo a liberdade profissional”, afirmou.
Fernando Cabral mencionou situações específicas que ocorreram em Sergipe.
“No estado de Sergipe, companheiros que apresentavam programas jornalísticos com ênfase na política chegaram a ter seus programas interrompidos. Quando o patrão discordava da fala do trabalhador, determinava o desligamento dos transmissores da emissora, impedindo a continuidade da programação. Esse tipo de prática representa uma grave violação da liberdade de comunicação e do exercício profissional”, destacou.
O dirigente sindical defendeu que a proteção aos comunicadores deve abranger não apenas ameaças externas, mas também situações de censura, assédio e interferência editorial que possam ocorrer no ambiente de trabalho. A audiência pública reforçou a necessidade de construção de políticas públicas e instrumentos que garantam a segurança e a independência dos profissionais da comunicação, especialmente durante o período eleitoral, quando a atividade jornalística se torna fundamental para a democracia e para o direito da sociedade à informação.
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