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Política

China ameaça retaliações e acusa UE de barreiras após multa ao AliExpress

A China critica a UE e ameaça retaliações após multa ao AliExpress.

25/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 11h57
China ameaça retaliações e acusa UE de barreiras após multa ao AliExpress

O Ministério do Comércio chinês declarou estar 'fortemente insatisfeito' com a decisão da Comissão Europeia e pediu o fim do 'abuso de poder'. O alerta segue multa de €550 mi ao AliExpress e críticas à nova lei francesa.

A China expressou descontentamento em relação à União Europeia e à França, acusando-os de estabelecer barreiras comerciais discriminatórias. O alerta de retaliação surge após a imposição de uma multa de 550 milhões de euros (aproximadamente US$ 628 milhões) ao AliExpress, uma plataforma pertencente ao Grupo Alibaba.

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Na quarta-feira, dia 22 de julho de 2026, o Ministério do Comércio chinês manifestou estar “fortemente insatisfeito” com a decisão da Comissão Europeia, exigindo que os reguladores cessem o abuso de seu poder de decisão. Além disso, o ministério criticou uma nova legislação francesa que visa regular o varejo de fast fashion, a qual afeta empresas como Shein e Temu, considerando-a uma medida discriminatória sob a justificativa de proteção ambiental.

No dia 20 de julho de 2026, a Comissão Europeia justificou a multa ao AliExpress com base na Lei de Serviços Digitais, alegando que a plataforma não avaliou e limitou adequadamente os riscos associados a mercadorias ilegais, inseguras ou falsificadas. A empresa, por sua vez, manifestou discordância em relação à decisão e está analisando as medidas cabíveis, afirmando que a deliberação ignorou sua estrutura de conformidade e as melhorias implementadas recentemente.

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O foco de Pequim também se estende à legislação francesa aprovada em 29 de junho, voltada para conter a expansão da ultra-fast fashion. Essa nova lei prevê sanções, como a aplicação de penalidades de até 10 euros por peça de roupa produzida em massa até 2030, além da proibição de publicidade de marcas de fast fashion, incluindo campanhas promocionais realizadas por influenciadores digitais.

O Ministério do Comércio da China informou que está monitorando de perto a implementação dessa lei e que tomará as medidas necessárias se os interesses de suas empresas forem prejudicados.

As plataformas de varejo digital da China enfrentam um aumento no escrutínio no mercado europeu, em um contexto de mudanças regulatórias abrangentes no bloco. Dentre essas mudanças, destaca-se o fim da isenção de impostos para encomendas de até 150 euros, que ocorreu em 1º de julho, encerrando um canal que permitia a entrada maciça de mercadorias baratas. Adicionalmente, em maio, a UE multou a Temu (da PDD Holdings) em 200 milhões de euros por não avaliar corretamente os riscos de produtos fora dos padrões do bloco em sua plataforma. Em junho, reguladores franceses impuseram uma penalidade de cerca de 22 milhões de euros à Shein por infrações relacionadas a devoluções, informações de produtos e confirmação de pedidos.

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O Ministério do Comércio chinês declarou estar 'fortemente insatisfeito' com a decisão da Comissão Europeia e pediu o fim do 'abuso de poder'. O alerta segue multa de €550 mi ao AliExpress e críticas à nova lei francesa.

A China expressou descontentamento em relação à União Europeia e à França, acusando-os de estabelecer barreiras comerciais discriminatórias. O alerta de retaliação surge após a imposição de uma multa de 550 milhões de euros (aproximadamente US$ 628 milhões) ao AliExpress, uma plataforma pertencente ao Grupo Alibaba.

Na quarta-feira, dia 22 de julho de 2026, o Ministério do Comércio chinês manifestou estar “fortemente insatisfeito” com a decisão da Comissão Europeia, exigindo que os reguladores cessem o abuso de seu poder de decisão. Além disso, o ministério criticou uma nova legislação francesa que visa regular o varejo de fast fashion, a qual afeta empresas como Shein e Temu, considerando-a uma medida discriminatória sob a justificativa de proteção ambiental.

No dia 20 de julho de 2026, a Comissão Europeia justificou a multa ao AliExpress com base na Lei de Serviços Digitais, alegando que a plataforma não avaliou e limitou adequadamente os riscos associados a mercadorias ilegais, inseguras ou falsificadas. A empresa, por sua vez, manifestou discordância em relação à decisão e está analisando as medidas cabíveis, afirmando que a deliberação ignorou sua estrutura de conformidade e as melhorias implementadas recentemente.

O foco de Pequim também se estende à legislação francesa aprovada em 29 de junho, voltada para conter a expansão da ultra-fast fashion. Essa nova lei prevê sanções, como a aplicação de penalidades de até 10 euros por peça de roupa produzida em massa até 2030, além da proibição de publicidade de marcas de fast fashion, incluindo campanhas promocionais realizadas por influenciadores digitais.

O Ministério do Comércio da China informou que está monitorando de perto a implementação dessa lei e que tomará as medidas necessárias se os interesses de suas empresas forem prejudicados.

As plataformas de varejo digital da China enfrentam um aumento no escrutínio no mercado europeu, em um contexto de mudanças regulatórias abrangentes no bloco. Dentre essas mudanças, destaca-se o fim da isenção de impostos para encomendas de até 150 euros, que ocorreu em 1º de julho, encerrando um canal que permitia a entrada maciça de mercadorias baratas. Adicionalmente, em maio, a UE multou a Temu (da PDD Holdings) em 200 milhões de euros por não avaliar corretamente os riscos de produtos fora dos padrões do bloco em sua plataforma. Em junho, reguladores franceses impuseram uma penalidade de cerca de 22 milhões de euros à Shein por infrações relacionadas a devoluções, informações de produtos e confirmação de pedidos.

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