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Saúde

Cinco anos após início da vacinação, covid-19 perde força, mas baixa cobertura ainda preocupa especialistas

O Brasil completa cinco anos desde a aplicação das primeiras doses contra a covid-19. A vacinação foi determinante para encerrar o estado de pandemia, porém o coronavírus continua circulando e provocando casos graves, alertam pesquisadores. Entre 2020 e 2025, a campanha salvou vidas, mas a adesão caiu. Em 2025, o Ministério da Saúde distribuiu 21,9 […]

24/01/2026 · 16h53
Cinco anos após início da vacinação, covid-19 perde força, mas baixa cobertura ainda preocupa especialistas

O Brasil completa cinco anos desde a aplicação das primeiras doses contra a covid-19. A vacinação foi determinante para encerrar o estado de pandemia, porém o coronavírus continua circulando e provocando casos graves, alertam pesquisadores.

Entre 2020 e 2025, a campanha salvou vidas, mas a adesão caiu. Em 2025, o Ministério da Saúde distribuiu 21,9 milhões de doses; desse total, apenas 8 milhões (menos de 40%) foram aplicadas em estados e municípios.

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Casos graves persistem

Levantamento da plataforma Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), aponta 10.410 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por covid-19 em 2025, com cerca de 1,7 mil mortes confirmadas por laboratório. O número pode crescer porque parte dos registros é inserida tardiamente no sistema de vigilância.

Para o coordenador do Infogripe, Leonardo Bastos, o vírus segue entre os mais perigosos. “Passamos por um período surreal. Hoje, valores que seriam altos parecem normais, mas permanecem absurdos”, afirmou.

A pesquisadora Tatiana Portella ressalta que o Sars-CoV-2 ainda não apresenta sazonalidade definida: “Uma nova variante mais transmissível pode surgir a qualquer momento, por isso a população precisa manter a vacinação em dia”.

Cobertura infantil aquém do necessário

A vacina integra desde 2024 o calendário de crianças, idosos e gestantes, com reforços para grupos especiais. Mesmo assim, somente 2 milhões de doses foram aplicadas em crianças em 2025. O painel público mostra 3,49% de cobertura em menores de 1 ano, porcentual que, segundo o ministério, subestima a realidade porque o sistema ainda consolida dados de outras faixas etárias.

Durante o período de emergência sanitária, a meta de 90% jamais foi alcançada. Até fevereiro de 2024, apenas 55,9% das crianças entre 5 e 11 anos e 23% das que tinham 3 e 4 anos receberam o imunizante.

A diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Isabela Ballalai, atribui a queda à menor percepção de risco: “Quando a vacina chegou às crianças, havia menos casos e mortes; as fake news ganharam espaço”.

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Risco maior entre menores de 2 anos

Crianças abaixo de 2 anos são o segundo grupo mais vulnerável, atrás apenas dos idosos. Entre 2020 e 2025, foram quase 20,5 mil casos de SRAG nessa faixa etária, com 801 óbitos. Mesmo em 2025, já sem emergência sanitária, registraram-se 55 mortes e 2.440 internações.

Outra preocupação é a Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P), que mata cerca de 7% dos pacientes. De 2020 a 2023, o país notificou 2,1 mil ocorrências e 142 óbitos. Estudo com 14 milhões de crianças e adolescentes na Inglaterra demonstrou ainda maior incidência de miocardite e tromboembolismo após infecção por covid-19.

Vacinas mostram segurança e eficácia

Acompanhar 640 crianças e adolescentes vacinados com Coronavac em São Paulo revelou apenas 56 infecções leves e nenhuma forma grave. Em 2022 e 2023, mais de 6 milhões de doses pediátricas foram aplicadas no Brasil, com poucos eventos adversos, majoritariamente leves.

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Ballalai defende maior engajamento de profissionais de saúde: “Precisamos de formação médica atualizada e recomendação ativa da vacina”.

Quem deve se vacinar

Bebês: 1ª dose aos 6 meses; 2ª aos 7 meses; 3ª aos 9 meses (somente Pfizer).
Crianças imunocomprometidas: três doses até 9 meses (qualquer imunizante) e reforço semestral.
Crianças indígenas, ribeirinhas, quilombolas ou com comorbidades: esquema básico igual ao de crianças em geral e reforço anual.
Crianças menores de 5 anos: completar esquema se incompleto.
Gestantes: uma dose a cada gravidez.
Puérperas (até 45 dias): uma dose, caso não vacinadas na gestação.
Idosos a partir de 60 anos: reforço a cada seis meses.
Pessoas imunocomprometidas: reforço semestral.
Moradores de instituições de longa permanência, indígenas, ribeirinhos, quilombolas, trabalhadores da saúde, pessoas com deficiência, comorbidades, população em situação de rua, privados de liberdade, funcionários do sistema prisional e trabalhadores dos Correios: uma dose anual.
Pessoas de 5 a 59 anos fora dos grupos prioritários que nunca se vacinaram: dose única.

Os especialistas reforçam que manter o calendário atualizado é fundamental para evitar novas ondas da doença.

Com informações de Agência Brasil

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O Brasil completa cinco anos desde a aplicação das primeiras doses contra a covid-19. A vacinação foi determinante para encerrar o estado de pandemia, porém o coronavírus continua circulando e provocando casos graves, alertam pesquisadores.

Entre 2020 e 2025, a campanha salvou vidas, mas a adesão caiu. Em 2025, o Ministério da Saúde distribuiu 21,9 milhões de doses; desse total, apenas 8 milhões (menos de 40%) foram aplicadas em estados e municípios.

Casos graves persistem

Levantamento da plataforma Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), aponta 10.410 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por covid-19 em 2025, com cerca de 1,7 mil mortes confirmadas por laboratório. O número pode crescer porque parte dos registros é inserida tardiamente no sistema de vigilância.

Para o coordenador do Infogripe, Leonardo Bastos, o vírus segue entre os mais perigosos. “Passamos por um período surreal. Hoje, valores que seriam altos parecem normais, mas permanecem absurdos”, afirmou.

A pesquisadora Tatiana Portella ressalta que o Sars-CoV-2 ainda não apresenta sazonalidade definida: “Uma nova variante mais transmissível pode surgir a qualquer momento, por isso a população precisa manter a vacinação em dia”.

Cobertura infantil aquém do necessário

A vacina integra desde 2024 o calendário de crianças, idosos e gestantes, com reforços para grupos especiais. Mesmo assim, somente 2 milhões de doses foram aplicadas em crianças em 2025. O painel público mostra 3,49% de cobertura em menores de 1 ano, porcentual que, segundo o ministério, subestima a realidade porque o sistema ainda consolida dados de outras faixas etárias.

Durante o período de emergência sanitária, a meta de 90% jamais foi alcançada. Até fevereiro de 2024, apenas 55,9% das crianças entre 5 e 11 anos e 23% das que tinham 3 e 4 anos receberam o imunizante.

A diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Isabela Ballalai, atribui a queda à menor percepção de risco: “Quando a vacina chegou às crianças, havia menos casos e mortes; as fake news ganharam espaço”.

Risco maior entre menores de 2 anos

Crianças abaixo de 2 anos são o segundo grupo mais vulnerável, atrás apenas dos idosos. Entre 2020 e 2025, foram quase 20,5 mil casos de SRAG nessa faixa etária, com 801 óbitos. Mesmo em 2025, já sem emergência sanitária, registraram-se 55 mortes e 2.440 internações.

Outra preocupação é a Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P), que mata cerca de 7% dos pacientes. De 2020 a 2023, o país notificou 2,1 mil ocorrências e 142 óbitos. Estudo com 14 milhões de crianças e adolescentes na Inglaterra demonstrou ainda maior incidência de miocardite e tromboembolismo após infecção por covid-19.

Vacinas mostram segurança e eficácia

Acompanhar 640 crianças e adolescentes vacinados com Coronavac em São Paulo revelou apenas 56 infecções leves e nenhuma forma grave. Em 2022 e 2023, mais de 6 milhões de doses pediátricas foram aplicadas no Brasil, com poucos eventos adversos, majoritariamente leves.

Ballalai defende maior engajamento de profissionais de saúde: “Precisamos de formação médica atualizada e recomendação ativa da vacina”.

Quem deve se vacinar

Bebês: 1ª dose aos 6 meses; 2ª aos 7 meses; 3ª aos 9 meses (somente Pfizer).
Crianças imunocomprometidas: três doses até 9 meses (qualquer imunizante) e reforço semestral.
Crianças indígenas, ribeirinhas, quilombolas ou com comorbidades: esquema básico igual ao de crianças em geral e reforço anual.
Crianças menores de 5 anos: completar esquema se incompleto.
Gestantes: uma dose a cada gravidez.
Puérperas (até 45 dias): uma dose, caso não vacinadas na gestação.
Idosos a partir de 60 anos: reforço a cada seis meses.
Pessoas imunocomprometidas: reforço semestral.
Moradores de instituições de longa permanência, indígenas, ribeirinhos, quilombolas, trabalhadores da saúde, pessoas com deficiência, comorbidades, população em situação de rua, privados de liberdade, funcionários do sistema prisional e trabalhadores dos Correios: uma dose anual.
Pessoas de 5 a 59 anos fora dos grupos prioritários que nunca se vacinaram: dose única.

Os especialistas reforçam que manter o calendário atualizado é fundamental para evitar novas ondas da doença.

Com informações de Agência Brasil

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