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Cultura

Claudia Leitte vira alvo do MP-BA por intolerância religiosa

A cantora Claudia Leitte está no centro de uma forte polêmica envolvendo intolerância religiosa e patrimônio cultural. O Ministério Público da Bahia (MP-BA) ingressou com uma ação civil pública acusando a artista de discriminação religiosa após a alteração de letras de músicas tradicionalmente associadas às religiões de matriz africana.

20/12/2025 · 21h14
Claudia Leitte vira alvo do MP-BA por intolerância religiosa

Alteração em letra ligada a religiões afro-brasileiras gera ação judicial, debate cultural e pedido de indenização milionária

A cantora Claudia Leitte está no centro de uma forte polêmica envolvendo intolerância religiosa e patrimônio cultural. O Ministério Público da Bahia (MP-BA) ingressou com uma ação civil pública acusando a artista de discriminação religiosa após a alteração de letras de músicas tradicionalmente associadas às religiões de matriz africana.

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O caso ganhou repercussão quando vídeos antigos de apresentações começaram a circular nas redes sociais. Neles, Claudia substitui o verso original da música “Caranguejo”, que fazia referência à orixá Iemanjá, pelo nome “Yeshua”, termo hebraico associado a Jesus.

A mudança motivou uma representação formal apresentada pela iyalorixá Jaciara Ribeiro e pelo Instituto de Defesa dos Direitos das Religiões Afro-Brasileiras (Idafro), que consideram o ato um apagamento simbólico de elementos centrais da cultura afro-brasileira.

O que pede o Ministério Público?

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  • Indenização de R$ 2 milhões por dano moral coletivo
  • Destinação do valor a fundos públicos ou entidades ligadas às religiões afro
  • Retratação pública em veículo de alcance nacional
  • Proibição de novas práticas consideradas discriminatórias

Especialistas também apontam possíveis violações ao direito autoral, já que a legislação brasileira protege a integridade das obras musicais. Além disso, o MP destaca que as religiões afro-brasileiras são reconhecidas pela Constituição como patrimônio cultural imaterial, o que exige proteção especial.

Em resposta, Claudia Leitte afirmou que o tema do racismo e da intolerância religiosa é sério e não deve ser tratado com julgamentos rasos nas redes sociais. Até agora, não houve nota oficial detalhada de sua assessoria.

O episódio reacendeu um debate nacional sobre liberdade artística, respeito à diversidade religiosa e preservação cultural, colocando o caso entre os mais relevantes do ano nesse cruzamento entre arte, direito e sociedade.

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Alteração em letra ligada a religiões afro-brasileiras gera ação judicial, debate cultural e pedido de indenização milionária

A cantora Claudia Leitte está no centro de uma forte polêmica envolvendo intolerância religiosa e patrimônio cultural. O Ministério Público da Bahia (MP-BA) ingressou com uma ação civil pública acusando a artista de discriminação religiosa após a alteração de letras de músicas tradicionalmente associadas às religiões de matriz africana.

O caso ganhou repercussão quando vídeos antigos de apresentações começaram a circular nas redes sociais. Neles, Claudia substitui o verso original da música “Caranguejo”, que fazia referência à orixá Iemanjá, pelo nome “Yeshua”, termo hebraico associado a Jesus.

A mudança motivou uma representação formal apresentada pela iyalorixá Jaciara Ribeiro e pelo Instituto de Defesa dos Direitos das Religiões Afro-Brasileiras (Idafro), que consideram o ato um apagamento simbólico de elementos centrais da cultura afro-brasileira.

O que pede o Ministério Público?

  • Indenização de R$ 2 milhões por dano moral coletivo
  • Destinação do valor a fundos públicos ou entidades ligadas às religiões afro
  • Retratação pública em veículo de alcance nacional
  • Proibição de novas práticas consideradas discriminatórias

Especialistas também apontam possíveis violações ao direito autoral, já que a legislação brasileira protege a integridade das obras musicais. Além disso, o MP destaca que as religiões afro-brasileiras são reconhecidas pela Constituição como patrimônio cultural imaterial, o que exige proteção especial.

Em resposta, Claudia Leitte afirmou que o tema do racismo e da intolerância religiosa é sério e não deve ser tratado com julgamentos rasos nas redes sociais. Até agora, não houve nota oficial detalhada de sua assessoria.

O episódio reacendeu um debate nacional sobre liberdade artística, respeito à diversidade religiosa e preservação cultural, colocando o caso entre os mais relevantes do ano nesse cruzamento entre arte, direito e sociedade.

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