Ex-prefeito de Itabaiana demonstrou insatisfação após a prefeita de Aracaju sinalizar apoio a outros nomes para o Senado, deixando de lado aliados históricos.
Os bastidores da política sergipana visando as eleições de 2026 já estão em ebulição e expuseram, neste fim de semana, uma possível fissura no bloco de oposição. O ex-prefeito de Itabaiana e pré-candidato, Adailton Sousa (PL), não poupou críticas à postura da prefeita de Aracaju, Emília Corrêa (PL), em relação à montagem da chapa majoritária.
O descontentamento de Adailton veio a público após declarações recentes da gestora da capital, que teria sinalizado apoio a outros nomes para a disputa ao Senado Federal, preterindo o aliado do Agreste.
“Via de mão dupla” Em entrevista, Adailton adotou um tom de desabafo e cobrança. O ex-gestor relembrou sua lealdade e o empenho de seu agrupamento político — liderado também por Valmir de Francisquinho — na campanha vitoriosa de Emília em Aracaju. Para ele, a política deve ser construída com base na reciprocidade.
“A gente esperava, no mínimo, uma consideração maior. Política se faz com grupo e com lealdade. Fui surpreendido com essas movimentações que parecem excluir quem sempre esteve ao lado nos momentos difíceis”, teria pontuado Adailton, indicando que o apoio da prefeita a terceiros soou como um “banho de água fria”.
Cenário para 2026 A crítica de Adailton acende um sinal de alerta no agrupamento. Com duas vagas para o Senado em disputa no próximo pleito, a acomodação de lideranças fortes como Adailton, Valmir, Eduardo Amorim e a própria influência de Emília Corrêa será o grande desafio para manter a unidade do grupo oposicionista.
Resta saber se as declarações servirão para realinhar a rota e abrir o diálogo interno ou se marcarão o início de um distanciamento entre as lideranças de Itabaiana e da Capital.
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