Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quinta-feira, 25 de junho de 2026
Pular para o conteúdo

Crise no clã Bolsonaro: Michelle expõe racha interno, diz ter sido “maltratada” por Flávio e veta Ciro Gomes

Brasil

Crise no clã Bolsonaro: Michelle expõe racha interno, diz ter sido “maltratada” por Flávio e veta Ciro Gomes

Uma grave crise de bastidores no núcleo do bolsonarismo veio a público na manhã desta quinta-feira (25). Em um longo vídeo em tom de desabafo e ruptura, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro expôs fraturas profundas com aliados políticos e familiares, afirmando ter sido alvo de sucessivos ataques e mentiras vindos de dentro do próprio campo político.

25/06/2026 · 10h15
Crise no clã Bolsonaro: Michelle expõe racha interno, diz ter sido “maltratada” por Flávio e veta Ciro Gomes

Publicidade

Em longo desabafo em vídeo, ex-primeira-dama detalha telefonema ríspido com o senador, critica articulações no Ceará e avisa: “Ciro não terá meu apoio nunca”.

Uma grave crise de bastidores no núcleo do bolsonarismo veio a público na manhã desta quinta-feira (25). Em um longo vídeo em tom de desabafo e ruptura, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro expôs fraturas profundas com aliados políticos e familiares, afirmando ter sido alvo de sucessivos ataques e mentiras vindos de dentro do próprio campo político.

Publicidade

Publicidade

Ao quebrar o silêncio que vinha mantendo para blindar o ambiente familiar, a presidente do PL Mulher afirmou ter chegado ao seu limite emocional e político.

“Não foi fácil chegar até aqui, tentei o silêncio, escolhi a paz, para não expor a minha família fiquei calada por muito tempo. Mas tem um limite para o quanto uma pessoa consegue suportar ataques e mentiras”, desabafou Michelle.

Telefonema ríspido com Flávio Bolsonaro e sentimento de “apunhalada”

O ponto central da crise exposta envolve um duro desentendimento com o enteado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo a ex-primeira-dama, uma conversa telefônica recente entre os dois representou um ponto de virada definitivo e foi marcada por hostilidades. Michelle revelou ter se sentido “apunhalada” e desrespeitada pelo parlamentar.

  • Falta de diálogo: Michelle criticou o fato de o conflito ter sido jogado ao público antes de qualquer tentativa de alinhamento interno. “Peguei o telefone, procurei qualquer sinal de que ele tinha tentado falar comigo antes de falar para o Brasil, não tinha nada”, criticou.
  • Tom das agressões: A ex-primeira-dama foi enfática ao classificar a postura do senador na ligação: “Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou ao telefone”.
  • Distanciamento: Em tom reflexivo sobre o futuro das relações familiares, ela mandou um recado direto aos parentes de Jair Bolsonaro: “Perdoar não é o mesmo que esquecer ou querer continuar o relacionamento”.

O estopim: O palanque do Ceará e o veto a Ciro Gomes

No centro geográfico e político da crise está a costura de alianças eleitorais no estado do Ceará. Michelle Bolsonaro rebelou-se publicamente contra as negociações que vinham sendo lideradas por uma ala do partido e rechaçou categoricamente qualquer tipo de aproximação com o ex-governador Ciro Gomes (PDT).

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

“Ciro não terá meu apoio nunca”, cravou a ex-primeira-dama, vetando a composição.

Michelle saiu em defesa do grupo político cearense historicamente ligado ao bolsonarismo raiz, citando o deputado André Fernandes e o senador Eduardo Girão (Novo). Ela defendeu que o debate local extrapolou os limites partidários normais, ferindo princípios e valores eminentemente pessoais e familiares.

Alinhamento a Bolsonaro e recuo estratégico

Apesar do racha explícito com os filhos do ex-presidente, Michelle fez questão de separar as frentes e ressaltar que mantém total lealdade ao marido, Jair Bolsonaro. Ela garantiu que segue alinhada com as orientações políticas e as decisões tomadas previamente pelo ex-mandatário dentro do partido.

Publicidade

No entanto, em decorrência do desgaste e da exposição gerada pela fritura interna, a ex-primeira-dama indicou que adotará uma postura bem mais reservada na linha de frente do partido no momento.

Ao encerrar o pronunciamento, Michelle sinalizou que vai focar seus esforços nas pautas femininas e na rotina doméstica, tentando abafar os desdobramentos públicos do racha familiar. “Aqui do meu lugar, eu sigo cuidando do meu marido, cuidando da minha filha e servindo ao meu país da forma como posso”, concluiu.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
4 min de leitura

Publicidade

Em longo desabafo em vídeo, ex-primeira-dama detalha telefonema ríspido com o senador, critica articulações no Ceará e avisa: “Ciro não terá meu apoio nunca”.

Uma grave crise de bastidores no núcleo do bolsonarismo veio a público na manhã desta quinta-feira (25). Em um longo vídeo em tom de desabafo e ruptura, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro expôs fraturas profundas com aliados políticos e familiares, afirmando ter sido alvo de sucessivos ataques e mentiras vindos de dentro do próprio campo político.

Ao quebrar o silêncio que vinha mantendo para blindar o ambiente familiar, a presidente do PL Mulher afirmou ter chegado ao seu limite emocional e político.

“Não foi fácil chegar até aqui, tentei o silêncio, escolhi a paz, para não expor a minha família fiquei calada por muito tempo. Mas tem um limite para o quanto uma pessoa consegue suportar ataques e mentiras”, desabafou Michelle.

Telefonema ríspido com Flávio Bolsonaro e sentimento de “apunhalada”

O ponto central da crise exposta envolve um duro desentendimento com o enteado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo a ex-primeira-dama, uma conversa telefônica recente entre os dois representou um ponto de virada definitivo e foi marcada por hostilidades. Michelle revelou ter se sentido “apunhalada” e desrespeitada pelo parlamentar.

  • Falta de diálogo: Michelle criticou o fato de o conflito ter sido jogado ao público antes de qualquer tentativa de alinhamento interno. “Peguei o telefone, procurei qualquer sinal de que ele tinha tentado falar comigo antes de falar para o Brasil, não tinha nada”, criticou.
  • Tom das agressões: A ex-primeira-dama foi enfática ao classificar a postura do senador na ligação: “Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou ao telefone”.
  • Distanciamento: Em tom reflexivo sobre o futuro das relações familiares, ela mandou um recado direto aos parentes de Jair Bolsonaro: “Perdoar não é o mesmo que esquecer ou querer continuar o relacionamento”.

O estopim: O palanque do Ceará e o veto a Ciro Gomes

No centro geográfico e político da crise está a costura de alianças eleitorais no estado do Ceará. Michelle Bolsonaro rebelou-se publicamente contra as negociações que vinham sendo lideradas por uma ala do partido e rechaçou categoricamente qualquer tipo de aproximação com o ex-governador Ciro Gomes (PDT).

“Ciro não terá meu apoio nunca”, cravou a ex-primeira-dama, vetando a composição.

Michelle saiu em defesa do grupo político cearense historicamente ligado ao bolsonarismo raiz, citando o deputado André Fernandes e o senador Eduardo Girão (Novo). Ela defendeu que o debate local extrapolou os limites partidários normais, ferindo princípios e valores eminentemente pessoais e familiares.

Alinhamento a Bolsonaro e recuo estratégico

Apesar do racha explícito com os filhos do ex-presidente, Michelle fez questão de separar as frentes e ressaltar que mantém total lealdade ao marido, Jair Bolsonaro. Ela garantiu que segue alinhada com as orientações políticas e as decisões tomadas previamente pelo ex-mandatário dentro do partido.

No entanto, em decorrência do desgaste e da exposição gerada pela fritura interna, a ex-primeira-dama indicou que adotará uma postura bem mais reservada na linha de frente do partido no momento.

Ao encerrar o pronunciamento, Michelle sinalizou que vai focar seus esforços nas pautas femininas e na rotina doméstica, tentando abafar os desdobramentos públicos do racha familiar. “Aqui do meu lugar, eu sigo cuidando do meu marido, cuidando da minha filha e servindo ao meu país da forma como posso”, concluiu.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA