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Aracaju, Quinta-feira, 9 de julho de 2026
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Decisões dos EUA influenciam risco geopolítico do Brasil, aponta consultoria

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Decisões dos EUA influenciam risco geopolítico do Brasil, aponta consultoria

Relatório aponta que risco geopolítico do Brasil depende de decisões dos EUA.

09/07/2026 · 19h04
Decisões dos EUA influenciam risco geopolítico do Brasil, aponta consultoria

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O risco geopolítico para o Brasil passa majoritariamente pelas decisões do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Essa é a análise apresentada no relatório “Risco Brasil”, recentemente lançado pela consultoria política Arko Advice. O estudo indica que as tensões na política internacional representam um risco médio, com nota 48 em uma escala de zero a 100, e aponta um viés de alta, ou seja, há uma chance de agravamento da situação nos próximos meses.

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A consultoria explica que os temas relacionados ao exterior terão efeitos tanto no cenário doméstico quanto nas eleições deste ano. O cientista político Murillo de Aragão, CEO da Arko Advice, destaca que “nós nunca tivemos uma influência tão grande da geopolítica em uma eleição. A última vez que isso ocorreu foi em 1945, devido à Segunda Guerra Mundial”.

Os principais fatores de risco estão diretamente ligados à Casa Branca e à estratégia de interferência americana. Um deles é a recente designação, pelos EUA, das facções criminosas PCC e Comando Vermelho como terroristas. Essa classificação gera efeitos diplomáticos e financeiros, impactando diretamente o Brasil.

“A classificação não trará benefícios concretos no combate ao crime organizado”, afirmou o Itamaraty, mencionando a possibilidade de uso de força militar dos Estados Unidos em território brasileiro.

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O Departamento de Estado dos EUA rebatizou a hipótese de ataque como “absurda” e defendeu as medidas de segurança adotadas pela Casa Branca. Além disso, novas ações do Departamento do Tesouro americano, como a aplicação de sanções a empresas e personalidades ligadas aos grupos criminosos, podem agravar ainda mais o cenário eleitoral.

Outro fator importante mencionado no relatório é a instabilidade no Estreito de Ormuz e seu impacto no preço do petróleo. Apesar do recente acordo de cessar-fogo, a recuperação do tráfego marítimo na região permanece lenta e suscetível a interferências. Antes do conflito entre EUA e Irã, cerca de 100 navios comerciais cruzavam a passagem diariamente; com a nova trégua, esse número caiu para 34 no dia 4 de julho.

As constantes trocas de ataques entre os dois países aumentam os riscos à navegação, o que pode prejudicar a estabilização dos preços do combustível. A Arko Advice afirma que a disputa pelo controle do Estreito e a recuperação parcial do tráfego marítimo mantêm o petróleo e o diesel como elementos diretos para a inflação e abastecimento.

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O impasse tarifário também é classificado como um fator de risco, especialmente em relação às negociações no USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos) sobre a aplicação de tarifas de 25% relacionadas a práticas comerciais desleais do Brasil. Embora a consultoria aponte que esses assuntos não devem ser decisivos nas eleições, eles certamente influenciarão as estratégias de campanha.

“É a primeira vez que a questão internacional entra no balaio eleitoral. Isso desarruma a narrativa dos candidatos e ambos podem ser prejudicados pela situação”, finalizou Aragão.

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A consultoria explica que os temas relacionados ao exterior terão efeitos tanto no cenário doméstico quanto nas eleições deste ano. O cientista político Murillo de Aragão, CEO da Arko Advice, destaca que “nós nunca tivemos uma influência tão grande da geopolítica em uma eleição. A última vez que isso ocorreu foi em 1945, devido à Segunda Guerra Mundial”.

Os principais fatores de risco estão diretamente ligados à Casa Branca e à estratégia de interferência americana. Um deles é a recente designação, pelos EUA, das facções criminosas PCC e Comando Vermelho como terroristas. Essa classificação gera efeitos diplomáticos e financeiros, impactando diretamente o Brasil.

“A classificação não trará benefícios concretos no combate ao crime organizado”, afirmou o Itamaraty, mencionando a possibilidade de uso de força militar dos Estados Unidos em território brasileiro.

O Departamento de Estado dos EUA rebatizou a hipótese de ataque como “absurda” e defendeu as medidas de segurança adotadas pela Casa Branca. Além disso, novas ações do Departamento do Tesouro americano, como a aplicação de sanções a empresas e personalidades ligadas aos grupos criminosos, podem agravar ainda mais o cenário eleitoral.

Outro fator importante mencionado no relatório é a instabilidade no Estreito de Ormuz e seu impacto no preço do petróleo. Apesar do recente acordo de cessar-fogo, a recuperação do tráfego marítimo na região permanece lenta e suscetível a interferências. Antes do conflito entre EUA e Irã, cerca de 100 navios comerciais cruzavam a passagem diariamente; com a nova trégua, esse número caiu para 34 no dia 4 de julho.

As constantes trocas de ataques entre os dois países aumentam os riscos à navegação, o que pode prejudicar a estabilização dos preços do combustível. A Arko Advice afirma que a disputa pelo controle do Estreito e a recuperação parcial do tráfego marítimo mantêm o petróleo e o diesel como elementos diretos para a inflação e abastecimento.

O impasse tarifário também é classificado como um fator de risco, especialmente em relação às negociações no USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos) sobre a aplicação de tarifas de 25% relacionadas a práticas comerciais desleais do Brasil. Embora a consultoria aponte que esses assuntos não devem ser decisivos nas eleições, eles certamente influenciarão as estratégias de campanha.

“É a primeira vez que a questão internacional entra no balaio eleitoral. Isso desarruma a narrativa dos candidatos e ambos podem ser prejudicados pela situação”, finalizou Aragão.

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