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Aracaju, Quinta-feira, 9 de julho de 2026
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MPF aponta conhecimento de assessores sobre denúncias de assédio contra Buzzi

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MPF aponta conhecimento de assessores sobre denúncias de assédio contra Buzzi

MPF aponta que assessores de Buzzi tinham conhecimento sobre denúncias de assédio.

09/07/2026 · 19h04
MPF aponta conhecimento de assessores sobre denúncias de assédio contra Buzzi

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Documentos obtidos no processo administrativo que investiga supostos episódios de assédio sexual envolvendo o ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), indicam que membros de seu gabinete tinham ciência das denúncias feitas por uma servidora desde 2023. A equipe começou a adotar medidas para reduzir o contato entre a funcionária e o ministro.

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Os servidores, ouvidos como testemunhas, relataram que já escutavam relatos da colega sobre episódios de assédio antes que as acusações se tornassem públicas. A servidora afirmava que era alvo de comentários e comportamentos de conotação sexual por parte de Buzzi, incluindo toques inadequados.

“Ela costumava narrar episódios específicos a colegas de trabalho, algumas vezes chorando, e foi vista deixando o gabinete emocionalmente abalada em ao menos quatro ou cinco ocasiões”, disseram as testemunhas.

As testemunhas também mencionaram que a servidora não formalizou a denúncia anteriormente por medo de ser demitida e desacreditada. Assim, colegas a ajudaram a evitar situações de proximidade com o magistrado. Em um dos relatos, a servidora se recusou a assumir funções que exigissem maior contato físico, afirmando que preferia ser demitida.

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Os depoimentos detalham tentativas de rearranjos de horários de trabalho para garantir que a servidora não ficasse sozinha com Buzzi no gabinete. Entre as medidas adotadas, estava a manutenção da porta aberta durante suas idas ao gabinete e a designação de outros servidores para atender o ministro sempre que possível.

Uma das testemunhas relatou que, ao ouvir os relatos da colega, disse ter sido alvo de comentários inadequados por parte do ministro e a orientou a ser firme e a deixar claro que aquele tipo de comportamento não deveria se repetir.

No último dia 3 de julho, o Ministério Público Federal (MPF) apresentou suas alegações finais no processo administrativo. O órgão defende que as denúncias possuem provas suficientes e recomenda a punição de aposentadoria compulsória ao ministro. A defesa de Buzzi terá 10 dias para apresentar suas considerações finais, após o que o caso será julgado em plenário.

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Além do processo administrativo, as acusações também estão sendo investigadas no âmbito criminal, com um inquérito em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Nunes Marques. As provas coletadas no STJ já foram compartilhadas com o ministro, mas o caso ainda não avançou na Corte.

Em nota, a defesa do ministro Marco Buzzi lamentou o vazamento de informações confidenciais dos autos, que expõem aspectos pessoais das partes envolvidas. Os advogados afirmaram que a conduta do ministro tem sido respeitosa e que ele permanece confiante no esclarecimento das acusações, preparando suas alegações finais que serão apresentadas no prazo estipulado.

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Documentos obtidos no processo administrativo que investiga supostos episódios de assédio sexual envolvendo o ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), indicam que membros de seu gabinete tinham ciência das denúncias feitas por uma servidora desde 2023. A equipe começou a adotar medidas para reduzir o contato entre a funcionária e o ministro.

Os servidores, ouvidos como testemunhas, relataram que já escutavam relatos da colega sobre episódios de assédio antes que as acusações se tornassem públicas. A servidora afirmava que era alvo de comentários e comportamentos de conotação sexual por parte de Buzzi, incluindo toques inadequados.

“Ela costumava narrar episódios específicos a colegas de trabalho, algumas vezes chorando, e foi vista deixando o gabinete emocionalmente abalada em ao menos quatro ou cinco ocasiões”, disseram as testemunhas.

As testemunhas também mencionaram que a servidora não formalizou a denúncia anteriormente por medo de ser demitida e desacreditada. Assim, colegas a ajudaram a evitar situações de proximidade com o magistrado. Em um dos relatos, a servidora se recusou a assumir funções que exigissem maior contato físico, afirmando que preferia ser demitida.

Os depoimentos detalham tentativas de rearranjos de horários de trabalho para garantir que a servidora não ficasse sozinha com Buzzi no gabinete. Entre as medidas adotadas, estava a manutenção da porta aberta durante suas idas ao gabinete e a designação de outros servidores para atender o ministro sempre que possível.

Uma das testemunhas relatou que, ao ouvir os relatos da colega, disse ter sido alvo de comentários inadequados por parte do ministro e a orientou a ser firme e a deixar claro que aquele tipo de comportamento não deveria se repetir.

No último dia 3 de julho, o Ministério Público Federal (MPF) apresentou suas alegações finais no processo administrativo. O órgão defende que as denúncias possuem provas suficientes e recomenda a punição de aposentadoria compulsória ao ministro. A defesa de Buzzi terá 10 dias para apresentar suas considerações finais, após o que o caso será julgado em plenário.

Além do processo administrativo, as acusações também estão sendo investigadas no âmbito criminal, com um inquérito em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Nunes Marques. As provas coletadas no STJ já foram compartilhadas com o ministro, mas o caso ainda não avançou na Corte.

Em nota, a defesa do ministro Marco Buzzi lamentou o vazamento de informações confidenciais dos autos, que expõem aspectos pessoais das partes envolvidas. Os advogados afirmaram que a conduta do ministro tem sido respeitosa e que ele permanece confiante no esclarecimento das acusações, preparando suas alegações finais que serão apresentadas no prazo estipulado.

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