A Dívida Pública Federal (DPF) registrou um aumento de 2,61% em junho de 2026, alcançando R$ 9,268 trilhões. Os dados foram divulgados pelo Tesouro Nacional nesta quarta-feira, 29 de julho de 2026. O estoque da dívida subiu de R$ 9,033 trilhões em maio para R$ 9,268 trilhões ao fim de junho, resultando em uma elevação nominal de R$ 235,7 bilhões.
Esse crescimento foi impulsionado pela emissão líquida de R$ 142,25 bilhões e pela apropriação positiva de juros, que somou R$ 93,48 bilhões, fatores que elevaram o total da dívida no período. No acumulado do ano de 2026, a dívida aumentou R$ 633,3 bilhões, o que representa uma alta de 7,33%.
A composição da dívida também apresentou variações significativas. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) cresceu de R$ 8,692 trilhões para R$ 8,921 trilhões, um aumento de 2,63%. Já a Dívida Pública Federal externa (DPFe) teve um aumento de 2,12%, encerrando junho em R$ 347,7 bilhões, equivalentes a US$ 67,17 bilhões.
O Tesouro Nacional informou que a expansão da DPMFi foi resultado da emissão líquida de R$ 143,35 bilhões e da apropriação de juros de R$ 85,16 bilhões. Em junho, o Tesouro emitiu R$ 149,59 bilhões em títulos e realizou R$ 7,33 bilhões em resgates, resultando em uma emissão líquida de R$ 142,25 bilhões.
Na DPMFi, foram emitidos: R$ 102,57 bilhões em títulos indexados à taxa Selic, correspondendo a 68,61%; R$ 35,46 bilhões em títulos prefixados, que representaram 23,72%; e R$ 11,42 bilhões em papéis corrigidos pela inflação, totalizando 7,64%.
O prazo médio da DPF caiu de 4,07 anos em maio para 4,01 anos em junho. A parcela da dívida com vencimento em até 12 meses também recuou, passando de 20,26% para 20,07%, mantendo-se dentro da faixa prevista pelo Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2026.
A participação dos papéis indexados à taxa Selic aumentou para 49,32% do total da dívida, enquanto os títulos prefixados passaram a representar 21,04%. Os papéis corrigidos pela inflação responderam por 25,90%, e os títulos atrelados ao câmbio, por 3,74%.
As instituições financeiras continuaram a ser as principais detentoras da DPMFi, com uma participação de 31,8%. Os fundos de previdência e os fundos de investimento ocupam, respectivamente, a segunda e a terceira posição, com 22,5% e 22,0% do estoque. Em junho, o estoque nas mãos das instituições financeiras aumentou R$ 92,1 bilhões, enquanto o dos investidores não residentes cresceu R$ 6,9 bilhões.
No Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2026, o Tesouro projeta que a Dívida Pública Federal termine o ano entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões. Para alcançar essa meta, o objetivo é manter o prazo médio entre 3,8 e 4,2 anos, limitar a parcela vencida em 12 meses entre 18% e 22% e preservar a participação dos títulos indexados à Selic entre 46% e 50% do estoque.
A Dívida Pública Federal consiste nos títulos emitidos pelo Tesouro Nacional para financiar as necessidades de caixa do governo federal e administrar o endividamento da União, englobando tanto as dívidas interna quanto externa.
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