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Aracaju, Quinta-feira, 16 de julho de 2026
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DPU solicita ao STF suspensão de decisões sobre Projeto Autazes no Amazonas

Política

DPU solicita ao STF suspensão de decisões sobre Projeto Autazes no Amazonas

DPU solicita ao STF suspensão de decisões que permitem avanço do Projeto Autazes.

16/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 20h14
DPU solicita ao STF suspensão de decisões sobre Projeto Autazes no Amazonas

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A Defensoria Pública da União (DPU) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão de decisões que permitiram o avanço do Projeto Autazes, que visa a exploração de potássio no Amazonas. A informação foi divulgada nesta quinta-feira, 16 de julho de 2026, pela Brazil Potash, responsável pelo empreendimento. A empresa afirmou que o pedido da DPU não altera a situação jurídica do projeto e que já está preparando uma manifestação ao STF.

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A DPU moveu o pedido em nome de organizações indígenas que se opõem ao projeto. A Brazil Potash alegou que tomou conhecimento da iniciativa por meio de registros públicos da Justiça, destacando que ainda não recebeu notificação oficial sobre a ação.

Conforme a empresa, a solicitação da DPU não dá início a um novo processo e não traz argumentos novos. O pedido se relaciona a uma ação civil pública iniciada pelo Ministério Público Federal (MPF) em dezembro de 2016, que busca reverter decisões recentes do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) que foram favoráveis à empresa e ao Conselho Indígena Mura (CIM). Além disso, a DPU requer a suspensão das obras de implantação do projeto.

A Brazil Potash ressaltou que o TRF-1 já reconheceu o Conselho Indígena Mura como representante das comunidades indígenas de Autazes. A Corte também considerou que o processo de consulta aos indígenas respeitou as normas da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e validou a consulta livre, prévia e informada, o que permitiu a continuidade do licenciamento ambiental.

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De acordo com a empresa, o processo de consulta durou mais de seis anos e envolveu mais de 35 aldeias. A consulta foi encerrada com uma assembleia em que aproximadamente 90% das comunidades participantes votaram a favor da continuidade do projeto.

No dia 9 de julho, a Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou um parecer ao STF recomendando que o pedido da DPU não fosse aceito. Para a Brazil Potash, a PGR avaliou que a DPU não possui legitimidade para apresentar esse tipo de solicitação e que o instrumento utilizado não é adequado para reanalisar fatos e provas do processo.

A empresa destacou que as licenças ambientais do Projeto Autazes permanecem válidas e que está em análise a petição junto à sua equipe jurídica para elaborar uma manifestação ao STF. Segundo a Brazil Potash, o pedido da DPU é apenas mais uma etapa do processo judicial em curso e não impacta imediatamente o cronograma do empreendimento.

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O Projeto Autazes tem como objetivo a produção de potássio no Amazonas para abastecer o mercado brasileiro de fertilizantes, com uma capacidade inicial de até 2,4 milhões de toneladas por ano. A produção será transportada por hidrovias e destinada ao mercado interno, visando reduzir a dependência do Brasil em relação às importações de potássio.

A instalação do Projeto Autazes gera intensa polarização, com promessas de diminuição da dependência de fertilizantes importados, enquanto surgem denúncias de violações de direitos humanos contra o povo Mura. Enquanto a Brazil Potash avança com o licenciamento definitivo, entidades denunciam fraudes ambientais e a falta de uma consulta prévia adequada, resultando em uma batalha jurídica e denúncias internacionais sobre omissão de riscos socioambientais.

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A DPU moveu o pedido em nome de organizações indígenas que se opõem ao projeto. A Brazil Potash alegou que tomou conhecimento da iniciativa por meio de registros públicos da Justiça, destacando que ainda não recebeu notificação oficial sobre a ação.

Conforme a empresa, a solicitação da DPU não dá início a um novo processo e não traz argumentos novos. O pedido se relaciona a uma ação civil pública iniciada pelo Ministério Público Federal (MPF) em dezembro de 2016, que busca reverter decisões recentes do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) que foram favoráveis à empresa e ao Conselho Indígena Mura (CIM). Além disso, a DPU requer a suspensão das obras de implantação do projeto.

A Brazil Potash ressaltou que o TRF-1 já reconheceu o Conselho Indígena Mura como representante das comunidades indígenas de Autazes. A Corte também considerou que o processo de consulta aos indígenas respeitou as normas da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e validou a consulta livre, prévia e informada, o que permitiu a continuidade do licenciamento ambiental.

De acordo com a empresa, o processo de consulta durou mais de seis anos e envolveu mais de 35 aldeias. A consulta foi encerrada com uma assembleia em que aproximadamente 90% das comunidades participantes votaram a favor da continuidade do projeto.

No dia 9 de julho, a Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou um parecer ao STF recomendando que o pedido da DPU não fosse aceito. Para a Brazil Potash, a PGR avaliou que a DPU não possui legitimidade para apresentar esse tipo de solicitação e que o instrumento utilizado não é adequado para reanalisar fatos e provas do processo.

A empresa destacou que as licenças ambientais do Projeto Autazes permanecem válidas e que está em análise a petição junto à sua equipe jurídica para elaborar uma manifestação ao STF. Segundo a Brazil Potash, o pedido da DPU é apenas mais uma etapa do processo judicial em curso e não impacta imediatamente o cronograma do empreendimento.

O Projeto Autazes tem como objetivo a produção de potássio no Amazonas para abastecer o mercado brasileiro de fertilizantes, com uma capacidade inicial de até 2,4 milhões de toneladas por ano. A produção será transportada por hidrovias e destinada ao mercado interno, visando reduzir a dependência do Brasil em relação às importações de potássio.

A instalação do Projeto Autazes gera intensa polarização, com promessas de diminuição da dependência de fertilizantes importados, enquanto surgem denúncias de violações de direitos humanos contra o povo Mura. Enquanto a Brazil Potash avança com o licenciamento definitivo, entidades denunciam fraudes ambientais e a falta de uma consulta prévia adequada, resultando em uma batalha jurídica e denúncias internacionais sobre omissão de riscos socioambientais.

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