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Economia

Economista Paul Krugman critica tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros

Paul Krugman critica tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros e defende o Pix.

20/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 11h26
Economista Paul Krugman critica tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros

O economista Paul Krugman, vencedor do Prêmio Nobel de Economia em 2008, criticou a recente imposição dos Estados Unidos de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A declaração foi feita por Krugman nesta segunda-feira, 20 de julho de 2026, em uma newsletter onde ele aborda a situação comercial entre os dois países.

Krugman elogiou o sistema de pagamentos brasileiros conhecido como Pix, destacando que a medida do presidente norte-americano Donald Trump, do Partido Republicano, é uma forma de ‘punir’ o Brasil, uma democracia que não se alinha aos interesses dos EUA. Segundo o economista, a tarifa foi estabelecida com base no Artigo 301 da Lei de Comércio de 1974 dos EUA, que permite a imposição de tarifas para combater práticas comerciais consideradas desleais.

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Trump alega que o Pix oferece uma vantagem injusta em relação a outros métodos de pagamento, como os cartões de crédito de instituições financeiras americanas. Contudo, Krugman argumenta que a exigência do Brasil para que todos os bancos aceitem o Pix é similar à exigência nos Estados Unidos de que aceitem depósitos em dólares. Ele afirma que essa prática não seria considerada injusta pela maioria das pessoas.

“A exigência brasileira é semelhante à exigência de que todos os bancos dos EUA aceitem notas de dólar como depósitos, o que poucas pessoas considerariam injusto”, disse Krugman.

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Além disso, Krugman mencionou que a oposição ao Pix se baseia na ideia de que a ferramenta poderia desafiar a hegemonia do dólar no comércio internacional. No entanto, ele acredita que a tarifa não terá sucesso e, ao contrário, poderá fortalecer a posição do presidente Lula no cenário político.

Sobre a tarifa, o USTR confirmou a aplicação da nova taxa em 15 de julho, afetando diversos produtos exportados pelo Brasil para o mercado dos EUA. Essa decisão é resultado de uma investigação da Seção 301, que apontou práticas comerciais desleais do governo brasileiro, incluindo políticas de incentivo ao Pix, questões relacionadas ao comércio digital, o mercado de etanol, combate ao desmatamento e propriedade intelectual. Vale destacar que alguns produtos significativos na pauta exportadora brasileira, como carne bovina e café, foram isentos dessa nova tarifa.

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O economista Paul Krugman, vencedor do Prêmio Nobel de Economia em 2008, criticou a recente imposição dos Estados Unidos de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A declaração foi feita por Krugman nesta segunda-feira, 20 de julho de 2026, em uma newsletter onde ele aborda a situação comercial entre os dois países.

Krugman elogiou o sistema de pagamentos brasileiros conhecido como Pix, destacando que a medida do presidente norte-americano Donald Trump, do Partido Republicano, é uma forma de ‘punir’ o Brasil, uma democracia que não se alinha aos interesses dos EUA. Segundo o economista, a tarifa foi estabelecida com base no Artigo 301 da Lei de Comércio de 1974 dos EUA, que permite a imposição de tarifas para combater práticas comerciais consideradas desleais.

Trump alega que o Pix oferece uma vantagem injusta em relação a outros métodos de pagamento, como os cartões de crédito de instituições financeiras americanas. Contudo, Krugman argumenta que a exigência do Brasil para que todos os bancos aceitem o Pix é similar à exigência nos Estados Unidos de que aceitem depósitos em dólares. Ele afirma que essa prática não seria considerada injusta pela maioria das pessoas.

“A exigência brasileira é semelhante à exigência de que todos os bancos dos EUA aceitem notas de dólar como depósitos, o que poucas pessoas considerariam injusto”, disse Krugman.

Além disso, Krugman mencionou que a oposição ao Pix se baseia na ideia de que a ferramenta poderia desafiar a hegemonia do dólar no comércio internacional. No entanto, ele acredita que a tarifa não terá sucesso e, ao contrário, poderá fortalecer a posição do presidente Lula no cenário político.

Sobre a tarifa, o USTR confirmou a aplicação da nova taxa em 15 de julho, afetando diversos produtos exportados pelo Brasil para o mercado dos EUA. Essa decisão é resultado de uma investigação da Seção 301, que apontou práticas comerciais desleais do governo brasileiro, incluindo políticas de incentivo ao Pix, questões relacionadas ao comércio digital, o mercado de etanol, combate ao desmatamento e propriedade intelectual. Vale destacar que alguns produtos significativos na pauta exportadora brasileira, como carne bovina e café, foram isentos dessa nova tarifa.

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