Eduardo Amorim, anestesiologista que atua no Sistema Único de Saúde (SUS) e pré-candidato ao Senado Federal pelo Republicanos, ressaltou nesta terça-feira, 7 de abril, a necessidade de garantir assistência de qualidade a toda a população. Em manifestação pelo Dia Mundial da Saúde, o médico criticou as dificuldades diárias enfrentadas pelos cidadãos para exercerem esse direito.
Segundo dados citados por Amorim, em Sergipe mais de 85% da população depende do SUS, número que corresponde a mais de 1,5 milhão de pessoas. Além desse contingente, aproximadamente 120 mil sergipanos são contribuintes do Ipesaúde, apontados como a segunda parcela representativa do atendimento no estado.
Ao abordar o conceito de saúde, Amorim afirmou que o cuidado vai além de consultas esporádicas e que o acompanhamento rotineiro é essencial para assegurar qualidade de vida. Ele lembrou a definição ampliada da Organização Mundial da Saúde, que considera a saúde não apenas como ausência de doença, mas como estado de bem-estar físico, mental e social, incluindo acesso a condições básicas como água, alimentação, segurança e educação. O médico disse ainda que sua prática mostrou que o atendimento integra diversas frentes além dos hospitais.
Com experiência no cotidiano da assistência, Amorim disse conhecer os entraves do setor, mas também valorizar o trabalho direto com pacientes em momentos decisivos. Ele citou sua passagem pelo Senado Federal entre 2011 e 2019, período em que destinou recursos para o fortalecimento da rede pública de saúde, com apoio a hospitais e unidades que atendem a população sergipana.
O pré-candidato lamentou a falta de reconhecimento aos profissionais da área em Sergipe, defendendo maior valorização desde condutores de ambulância até enfermeiros e médicos que atuam em clínicas e centros cirúrgicos. Amorim ressaltou seus mais de 35 anos de carreira, grande parte construída no SUS, e reafirmou o compromisso de priorizar a saúde em sua atuação política, buscando um atendimento mais digno e acessível.

Ele também manifestou preocupação com cidadãos que não recebem atendimento adequado, tanto nas unidades públicas quanto via Ipesaúde, e afirmou apoiar a criação de um hospital exclusivo para servidores estaduais.
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