Embora Nikolas Ferreira tenha liderado pesquisas para o Governo de Minas, o deputado sinalizou que deve buscar a reeleição para a Câmara, focando em manter sua “voz nacional” e a imunidade parlamentar.
O Papel de Nikolas Ferreira
- Voz Ativa: Bolsonaro afirmou que vai “ouvir Nikolas” antes de bater o martelo sobre qualquer nome. A ideia é garantir que a chapa tenha total alinhamento com a base jovem e digital que o deputado mobiliza.
- Recuo Estratégico: Apesar de ter idade para disputar o Governo (30 anos em 2026), Nikolas indicou a aliados que prefere continuar no Congresso. Ele argumenta que, no momento, é mais útil para a direita nacional em Brasília do que focado em uma gestão estadual.
- Visita à “Papudinha”: Nesta semana, Nikolas recebeu autorização de Alexandre de Moraes para visitar Bolsonaro (que está detido preventivamente no âmbito das investigações sobre tentativa de golpe). Esse encontro deve selar os nomes para o Palácio Tiradentes e para o Senado.
Nomes no Tabuleiro Bolsonarista
Com o provável recuo de Nikolas para o Executivo, outros nomes ganham força para compor a chapa de direita:
- Cleitinho (Republicanos): O senador é visto como o nome mais forte para o Governo de Minas caso o PL não lance candidatura própria. Ele lidera intenções de voto e tem uma comunicação popular similar à de Bolsonaro.
- Mateus Simões (PSD): Atual vice-governador de Romeu Zema. Há uma articulação para que o PL apoie Simões em troca de uma vaga ao Senado ou da vice-governadoria, mantendo a aliança com o grupo de Zema.
- Senado: Bolsonaro tem interesse em lançar nomes fortes para as duas vagas que estarão em disputa. O nome do ex-ministro Paulo Guedes é ventilado para Minas, embora ele ainda resista à ideia.
O Cenário Adversário
Do outro lado, o presidente Lula tenta consolidar o nome de Rodrigo Pacheco (que deve migrar para o União Brasil) como o candidato do governo federal em Minas, buscando atrair o centro e isolar o bolsonarismo no estado.
Próximos Passos
A definição oficial da chapa deve ocorrer apenas após as convenções partidárias no meio do ano, mas a reunião entre Nikolas e os membros da família Bolsonaro (incluindo o senador Flávio Bolsonaro, que coordena as estratégias estaduais) ditará o tom das alianças em Minas Gerais a partir de agora.


