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Empresa suspende US$ 1 bi em energia renovável no Brasil por cortes

Policial

Empresa suspende US$ 1 bi em energia renovável no Brasil por cortes

Atlas Renewable Energy vê melhora regulatória, mas mantém cautela em novos investimentos.

18/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 09h50
Empresa suspende US$ 1 bi em energia renovável no Brasil por cortes

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A Atlas Renewable Energy pausou planos bilionários no país após aumento dos cortes de geração solar e eólica. CEO aponta incertezas regulatórias, mas vê sinais de melhora no horizonte.

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A Atlas Renewable Energy anunciou que suspendeu seus planos de investimentos de US$ 1 bilhão no Brasil, devido ao aumento dos cortes de geração renovável e incertezas regulatórias no setor elétrico. Contudo, a empresa avalia que o ambiente para novos projetos começa a apresentar sinais de melhora.

O CEO da Atlas no Brasil, Fabio Bortoluzo, afirmou que o país ficou em uma espécie de pausa entre 2025 e 2026, período marcado pelo agravamento do fenômeno conhecido como “curtailment”, quando usinas solares e eólicas são obrigadas a reduzir a produção por limitações do sistema elétrico. Apesar disso, a Atlas continua analisando oportunidades no mercado brasileiro, mas condiciona qualquer decisão a uma série de definições regulatórias que são consideradas fundamentais para restaurar a confiança dos investidores.

“Hoje a gente está estudando investimentos em baterias, principalmente, e eventuais novos projetos a depender desse desenrolar regulatório. A gente entende que tem muito potencial no Brasil e olha o país no longo prazo”, afirmou Bortoluzo.

Entre as definições regulatórias importantes estão a formalização do “termo de compromisso”, que visa solucionar disputas relacionadas aos cortes de geração, as definições da Consulta Pública 45 da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e o novo marco regulatório para sistemas de armazenamento de energia.

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Para a Atlas, o avanço na regulamentação das baterias foi o sinal mais relevante recebido pelo setor nos últimos meses. Bortoluzo destacou que essa regulamentação pode destravar investimentos significativos no Brasil.

“Esse é o fato mais relevante de todos esses. Esse é o sinal mais positivo que a gente recebeu recentemente no ambiente regulatório e que eu entendo que pode destravar bastante investimento no Brasil”, disse o CEO.

Embora a atenção do mercado esteja voltada para o futuro leilão de baterias, Bortoluzo acredita que a regulamentação permanente para o armazenamento terá um impacto mais profundo, permitindo a associação dos equipamentos tanto a usinas existentes quanto a novos empreendimentos.

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A Atlas já possui experiência na área em outros mercados, como o Chile, onde desenvolve projetos de baterias. A empresa considera essa tecnologia uma das principais ferramentas para mitigar os efeitos dos cortes de geração e viabilizar novos investimentos em fontes renováveis.

Apesar do otimismo crescente, a Atlas evita fazer qualquer indicação sobre decisões de investimento no curto prazo. Quando questionado sobre a possibilidade de o Brasil voltar a receber aportes a partir de 2027, Bortoluzo ressaltou que o potencial existe, mas depende do resultado das discussões em curso.

“O mercado brasileiro tem potencial para ter investimentos em 2027 de maneira geral e nós estamos estudando a depender do desenrolar regulatório”, concluiu.

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A Atlas Renewable Energy pausou planos bilionários no país após aumento dos cortes de geração solar e eólica. CEO aponta incertezas regulatórias, mas vê sinais de melhora no horizonte.

A Atlas Renewable Energy anunciou que suspendeu seus planos de investimentos de US$ 1 bilhão no Brasil, devido ao aumento dos cortes de geração renovável e incertezas regulatórias no setor elétrico. Contudo, a empresa avalia que o ambiente para novos projetos começa a apresentar sinais de melhora.

O CEO da Atlas no Brasil, Fabio Bortoluzo, afirmou que o país ficou em uma espécie de pausa entre 2025 e 2026, período marcado pelo agravamento do fenômeno conhecido como “curtailment”, quando usinas solares e eólicas são obrigadas a reduzir a produção por limitações do sistema elétrico. Apesar disso, a Atlas continua analisando oportunidades no mercado brasileiro, mas condiciona qualquer decisão a uma série de definições regulatórias que são consideradas fundamentais para restaurar a confiança dos investidores.

“Hoje a gente está estudando investimentos em baterias, principalmente, e eventuais novos projetos a depender desse desenrolar regulatório. A gente entende que tem muito potencial no Brasil e olha o país no longo prazo”, afirmou Bortoluzo.

Entre as definições regulatórias importantes estão a formalização do “termo de compromisso”, que visa solucionar disputas relacionadas aos cortes de geração, as definições da Consulta Pública 45 da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e o novo marco regulatório para sistemas de armazenamento de energia.

Para a Atlas, o avanço na regulamentação das baterias foi o sinal mais relevante recebido pelo setor nos últimos meses. Bortoluzo destacou que essa regulamentação pode destravar investimentos significativos no Brasil.

“Esse é o fato mais relevante de todos esses. Esse é o sinal mais positivo que a gente recebeu recentemente no ambiente regulatório e que eu entendo que pode destravar bastante investimento no Brasil”, disse o CEO.

Embora a atenção do mercado esteja voltada para o futuro leilão de baterias, Bortoluzo acredita que a regulamentação permanente para o armazenamento terá um impacto mais profundo, permitindo a associação dos equipamentos tanto a usinas existentes quanto a novos empreendimentos.

A Atlas já possui experiência na área em outros mercados, como o Chile, onde desenvolve projetos de baterias. A empresa considera essa tecnologia uma das principais ferramentas para mitigar os efeitos dos cortes de geração e viabilizar novos investimentos em fontes renováveis.

Apesar do otimismo crescente, a Atlas evita fazer qualquer indicação sobre decisões de investimento no curto prazo. Quando questionado sobre a possibilidade de o Brasil voltar a receber aportes a partir de 2027, Bortoluzo ressaltou que o potencial existe, mas depende do resultado das discussões em curso.

“O mercado brasileiro tem potencial para ter investimentos em 2027 de maneira geral e nós estamos estudando a depender do desenrolar regulatório”, concluiu.

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