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Aracaju, Sábado, 27 de junho de 2026
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Espionagem motiva PF a identificar líder de grupo ligado a Daniel Vorcaro

Policial

Espionagem motiva PF a identificar líder de grupo ligado a Daniel Vorcaro

Suspeita de espionagem por Vorcaro levou PF a identificar líder de grupo criminoso.

27/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 05h32
Espionagem motiva PF a identificar líder de grupo ligado a Daniel Vorcaro

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A preocupação de Daniel Vorcaro com a presença de um drone sobrevoando sua residência em Nova Lima, Minas Gerais, levou a Polícia Federal (PF) a produzir provas que ajudaram na identificação da estrutura do grupo conhecido como “A Turma”, vinculado ao ex-banqueiro e suspeito de intimidação de adversários.

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As investigações indicam que o aparelho de monitoramento pertencia a um vizinho que buscava por um cachorro desaparecido. Contudo, foi a suspeita de espionagem levantada por Vorcaro que possibilitou à PF identificar Marilson Roseno da Silva, um policial federal aposentado considerado o líder do grupo.

Em conversas interceptadas pela PF entre Vorcaro e Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, ficou claro que, em 26 de março de 2024, o então proprietário do Banco Master expressou seu desconforto em relação aos drones sobrevoando sua propriedade, solicitando ao aliado que tomasse providências em relação à situação.

De acordo com as apurações, Sicário atendeu ao pedido de Vorcaro e ofereceu o envio de uma viatura, questionando se o empresário preferia uma abordagem “ostensiva” ou “velada”. Vorcaro optou pela primeira, visando intimidar o suposto espião.

Nessa mesma conversa, Sicário sugeriu a elaboração de um boletim de ocorrência e a aquisição de um “anti-drone” para derrubar o equipamento do vizinho. Embora o empresário tenha demonstrado hesitação quanto ao registro policial para evitar atenção indesejada, não há informações sobre a compra do dispositivo.

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Com a execução do plano, a PF conseguiu monitorar as atividades do grupo vinculado a Daniel Vorcaro. Em abril de 2024, após novas queixas sobre a presença do drone, Marilson enviou um áudio a Sicário solicitando autorização para entrar no condomínio onde o empresário residia. Essa mensagem foi repassada a Vorcaro, que iniciou as tratativas para viabilizar a entrada do aliado na área residencial.

Ao registrar sua entrada na portaria, Marilson constou na lista de visitantes do local. O cruzamento desse registro com as mensagens interceptadas e os dados da PF confirmou que o líder do grupo era, de fato, o policial aposentado.

A equipe liderada por Marilson tentou entrar no condomínio em duas ocasiões. Na primeira, não conseguiram identificar o endereço do suposto espião. Na segunda, perceberam que o caso de espionagem se tratava, na verdade, da busca de um vizinho por um cachorro chamado Pitoco.

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O panfleto com informações sobre o resgate do animal dizia: “É muito dócil. Tem 10 anos, mas está com medo e fugindo cada vez mais longe. Caso veja, por favor ligue imediatamente”.

A PF não obteve sucesso em contatar a defesa de Marilson Roseno da Silva para um posicionamento, e o espaço será atualizado com eventual manifestação. O grupo de Vorcaro era responsável por ameaças, intimidações, coerções, levantamentos clandestinos sobre desafetos e acesso indevido a dados sigilosos e sistemas governamentais.

A liderança operacional do núcleo é atribuída a Marilson, que está preso desde março, alvo de uma operação da PF relacionada ao caso Master. As investigações indicam que a “Turma” atuava em três frentes funcionais: demanda e financiamento, presença e territorialidade, e policial-informacional, com pagamentos mensais ao grupo girando em torno de R$ 400 mil.

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A preocupação de Daniel Vorcaro com a presença de um drone sobrevoando sua residência em Nova Lima, Minas Gerais, levou a Polícia Federal (PF) a produzir provas que ajudaram na identificação da estrutura do grupo conhecido como “A Turma”, vinculado ao ex-banqueiro e suspeito de intimidação de adversários.

As investigações indicam que o aparelho de monitoramento pertencia a um vizinho que buscava por um cachorro desaparecido. Contudo, foi a suspeita de espionagem levantada por Vorcaro que possibilitou à PF identificar Marilson Roseno da Silva, um policial federal aposentado considerado o líder do grupo.

Em conversas interceptadas pela PF entre Vorcaro e Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, ficou claro que, em 26 de março de 2024, o então proprietário do Banco Master expressou seu desconforto em relação aos drones sobrevoando sua propriedade, solicitando ao aliado que tomasse providências em relação à situação.

De acordo com as apurações, Sicário atendeu ao pedido de Vorcaro e ofereceu o envio de uma viatura, questionando se o empresário preferia uma abordagem “ostensiva” ou “velada”. Vorcaro optou pela primeira, visando intimidar o suposto espião.

Nessa mesma conversa, Sicário sugeriu a elaboração de um boletim de ocorrência e a aquisição de um “anti-drone” para derrubar o equipamento do vizinho. Embora o empresário tenha demonstrado hesitação quanto ao registro policial para evitar atenção indesejada, não há informações sobre a compra do dispositivo.

Com a execução do plano, a PF conseguiu monitorar as atividades do grupo vinculado a Daniel Vorcaro. Em abril de 2024, após novas queixas sobre a presença do drone, Marilson enviou um áudio a Sicário solicitando autorização para entrar no condomínio onde o empresário residia. Essa mensagem foi repassada a Vorcaro, que iniciou as tratativas para viabilizar a entrada do aliado na área residencial.

Ao registrar sua entrada na portaria, Marilson constou na lista de visitantes do local. O cruzamento desse registro com as mensagens interceptadas e os dados da PF confirmou que o líder do grupo era, de fato, o policial aposentado.

A equipe liderada por Marilson tentou entrar no condomínio em duas ocasiões. Na primeira, não conseguiram identificar o endereço do suposto espião. Na segunda, perceberam que o caso de espionagem se tratava, na verdade, da busca de um vizinho por um cachorro chamado Pitoco.

O panfleto com informações sobre o resgate do animal dizia: “É muito dócil. Tem 10 anos, mas está com medo e fugindo cada vez mais longe. Caso veja, por favor ligue imediatamente”.

A PF não obteve sucesso em contatar a defesa de Marilson Roseno da Silva para um posicionamento, e o espaço será atualizado com eventual manifestação. O grupo de Vorcaro era responsável por ameaças, intimidações, coerções, levantamentos clandestinos sobre desafetos e acesso indevido a dados sigilosos e sistemas governamentais.

A liderança operacional do núcleo é atribuída a Marilson, que está preso desde março, alvo de uma operação da PF relacionada ao caso Master. As investigações indicam que a “Turma” atuava em três frentes funcionais: demanda e financiamento, presença e territorialidade, e policial-informacional, com pagamentos mensais ao grupo girando em torno de R$ 400 mil.

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