Suspeito de 41 anos, que usava CNPJ falso e já havia causado prejuízo de R$ 700 mil em outro esquema, foi preso pela Polícia Civil em Maceió (AL).
A Polícia Civil de Sergipe, por meio da Delegacia de Defraudações e Combate à Pirataria (DDCP), efetuou a prisão, na última terça-feira (14), em Maceió (AL), de um homem de 41 anos acusado de estelionato. O suspeito é investigado por aplicar um golpe de aproximadamente R$ 80 mil que teve como vítimas atletas infantojuvenis de uma escolinha de futebol sergipana e seus respectivos familiares.
De acordo com o inquérito policial, o investigado se apresentou às vítimas como proprietário de uma agência de turismo. Ele fechou pacotes e recebeu os pagamentos que deveriam custear o transporte e a hospedagem de toda a delegação esportiva para a disputa de um torneio de futebol de base na cidade de Salvador (BA). O crime só foi descoberto quando os atletas e seus pais chegaram à capital baiana e constataram que nenhuma reserva havia sido realizada em seus nomes.
CNPJ falso e histórico de crimes financeiros
As investigações coordenadas pela DDCP revelaram que o suspeito agia de forma extremamente articulada para ganhar a confiança de seus clientes:
- Falsa legalidade: O homem utilizava um CNPJ fraudulento e documentos falsificados para formalizar os contratos de prestação de serviço de turismo;
- Reincidência no crime: A polícia constatou que o investigado já era um velho conhecido da Justiça. Ele havia sido preso anteriormente pela própria delegacia especializada por liderar um outro esquema de estelionato que gerou um prejuízo estimado em R$ 700 mil a diversas vítimas.
Após o golpe contra a escolinha de futebol, o suspeito fugiu do estado, mas foi localizado e capturado em solo alagoano após um intenso trabalho de inteligência e monitoramento da Polícia Civil de Sergipe.
Alerta à população e dicas de prevenção
Em pronunciamento, a delegada Suirá Paim detalhou a dinâmica da ação criminosa e aproveitou o caso para fazer um alerta importante à população ao contratar serviços de viagens, excursões ou pacotes turísticos de grande porte.
“É fundamental que as pessoas façam buscas minuciosas em órgãos de proteção ao consumidor e certifiquem a idoneidade das empresas antes de realizar qualquer transferência bancária de alto valor”, destacou a delegada.
A autoridade policial orienta que, antes de fechar qualquer contrato, os cidadãos exijam o número do Cadastur (cadastro do Ministério do Turismo), façam contato direto com os hotéis e empresas de transporte contratados para confirmar as reservas de forma prévia e evitem fechar acordos baseados apenas em conversas de aplicativos ou redes sociais.
O preso foi recambiado para o estado de Sergipe, onde permanece à disposição do Poder Judiciário para responder pelo crime de estelionato.
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