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Estudo aponta que 64 milhões de brasileiros não completaram ensino básico

Estudo revela que 64 milhões de brasileiros não completaram a educação básica.

09/07/2026 · 19h04
Estudo aponta que 64 milhões de brasileiros não completaram ensino básico

Um relatório inédito divulgado pela Rede EJA e Inclusão Produtiva nesta terça-feira (7) revelou que atualmente o Brasil conta com 64 milhões de pessoas com 15 anos ou mais que abandonaram a escola antes de concluir a educação básica. Esta iniciativa faz parte de uma coalizão formada por 16 organizações da sociedade civil, que busca mapear o alcance da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e promover a inclusão educacional no país.

A publicação, intitulada “População de 15+ fora da escola, demanda potencial por EJA e transições para o trabalho: diagnóstico e evidências para políticas públicas”, aponta que, apesar de uma redução no número de pessoas fora da escola, os índices ainda estão longe de serem considerados satisfatórios.

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A diminuição do número de pessoas sem escolaridade não se deve a uma maior eficácia das políticas públicas, mas sim à alta mortalidade entre aqueles que não possuem educação formal. Os dados indicam que 51% da redução na demanda pela EJA desde 2021 é atribuída ao fato de que, para cada pessoa que conseguiu concluir a educação básica por meio da EJA durante o período analisado, mais de seis faleceram sem finalizar seus estudos.

O relatório também destaca a distribuição desigual da população sem escolaridade entre as regiões do Brasil. Cidades do Norte e Nordeste são as mais afetadas, com mais da metade dos indivíduos com 15 anos ou mais não tendo completado a educação básica. Essa realidade impacta diretamente no mercado de trabalho e nos índices de desenvolvimento social.

Entre aqueles que não finalizaram o ensino fundamental, apenas 43,1% estão inseridos no mercado de trabalho, enquanto entre os que completaram o ensino médio, essa taxa sobe para 73,5%. Essa diferença significativa evidencia como a escolaridade influencia a vulnerabilidade socioeconômica.

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Os custos econômicos também são alarmantes. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD), realizada pelo IBGE, indicam que, se essa parcela da população tivesse completado seus estudos, poderia gerar até R$ 66 bilhões a mais por ano em rendimentos do trabalho, o que representa cerca de 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Nos últimos anos, a implementação de programas de incentivo tem contribuído para a diminuição da evasão escolar. Segundo dados do Censo Escolar de 2025, as taxas de abandono no Ensino Médio caíram para 2,5% em 2025, a menor desde o início da série histórica em 2007. Essa redução de 34% desde a introdução do programa Pé-de-Meia, em 2024, reflete a eficácia de bolsas oferecidas a estudantes do ensino médio.

Além disso, em 2024, 92,1% dos jovens entre 15 e 17 anos estavam matriculados em alguma instituição de ensino, embora apenas 82,2% estivessem no Ensino Médio, o que indica uma possível evasão nos anos anteriores. A taxa de distorção idade-série, que mede o percentual de estudantes com 2 ou mais anos de atraso escolar, também apresentou queda, passando de 24,3% em 2022 para 17,6% em 2025.

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O programa de incentivo inclui bolsas mensais e uma poupança que pode ser sacada apenas após a conclusão de cada ano letivo, além de depósitos extras para aqueles que realizam o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Inicialmente voltado para alunos do Bolsa Família, o benefício foi estendido ao EJA e a todos os cadastrados no CadÚnico.

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Um relatório inédito divulgado pela Rede EJA e Inclusão Produtiva nesta terça-feira (7) revelou que atualmente o Brasil conta com 64 milhões de pessoas com 15 anos ou mais que abandonaram a escola antes de concluir a educação básica. Esta iniciativa faz parte de uma coalizão formada por 16 organizações da sociedade civil, que busca mapear o alcance da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e promover a inclusão educacional no país.

A publicação, intitulada “População de 15+ fora da escola, demanda potencial por EJA e transições para o trabalho: diagnóstico e evidências para políticas públicas”, aponta que, apesar de uma redução no número de pessoas fora da escola, os índices ainda estão longe de serem considerados satisfatórios.

A diminuição do número de pessoas sem escolaridade não se deve a uma maior eficácia das políticas públicas, mas sim à alta mortalidade entre aqueles que não possuem educação formal. Os dados indicam que 51% da redução na demanda pela EJA desde 2021 é atribuída ao fato de que, para cada pessoa que conseguiu concluir a educação básica por meio da EJA durante o período analisado, mais de seis faleceram sem finalizar seus estudos.

O relatório também destaca a distribuição desigual da população sem escolaridade entre as regiões do Brasil. Cidades do Norte e Nordeste são as mais afetadas, com mais da metade dos indivíduos com 15 anos ou mais não tendo completado a educação básica. Essa realidade impacta diretamente no mercado de trabalho e nos índices de desenvolvimento social.

Entre aqueles que não finalizaram o ensino fundamental, apenas 43,1% estão inseridos no mercado de trabalho, enquanto entre os que completaram o ensino médio, essa taxa sobe para 73,5%. Essa diferença significativa evidencia como a escolaridade influencia a vulnerabilidade socioeconômica.

Os custos econômicos também são alarmantes. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD), realizada pelo IBGE, indicam que, se essa parcela da população tivesse completado seus estudos, poderia gerar até R$ 66 bilhões a mais por ano em rendimentos do trabalho, o que representa cerca de 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Nos últimos anos, a implementação de programas de incentivo tem contribuído para a diminuição da evasão escolar. Segundo dados do Censo Escolar de 2025, as taxas de abandono no Ensino Médio caíram para 2,5% em 2025, a menor desde o início da série histórica em 2007. Essa redução de 34% desde a introdução do programa Pé-de-Meia, em 2024, reflete a eficácia de bolsas oferecidas a estudantes do ensino médio.

Além disso, em 2024, 92,1% dos jovens entre 15 e 17 anos estavam matriculados em alguma instituição de ensino, embora apenas 82,2% estivessem no Ensino Médio, o que indica uma possível evasão nos anos anteriores. A taxa de distorção idade-série, que mede o percentual de estudantes com 2 ou mais anos de atraso escolar, também apresentou queda, passando de 24,3% em 2022 para 17,6% em 2025.

O programa de incentivo inclui bolsas mensais e uma poupança que pode ser sacada apenas após a conclusão de cada ano letivo, além de depósitos extras para aqueles que realizam o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Inicialmente voltado para alunos do Bolsa Família, o benefício foi estendido ao EJA e a todos os cadastrados no CadÚnico.

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