O Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos negou, neste domingo (12/jul/2026), que o Estreito de Ormuz esteja fechado para navegação. A declaração foi feita por meio de um comunicado em suas redes sociais.
Mais cedo, os EUA anunciaram uma ofensiva com 140 alvos militares iranianos. Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã informou que a região, por onde transita 20% do petróleo consumido no mundo, estava fechada. O Irã também afirmou ter disparado tiros contra uma embarcação comercial.
As forças armadas americanas destacaram que estão “posicionadas para garantir a liberdade de navegação” e descreveram os recentes ataques do Irã como “agressão injustificada”.
“O Estreito de Ormuz está aberto a todas as embarcações que buscam transitar legalmente por essa via navegável internacional. As forças americanas estão posicionadas e preparadas para garantir que a liberdade de navegação permaneça disponível, apesar da agressão, do assédio, das ameaças e das declarações arbitrárias injustificadas do Irã. O Irã não controla o estreito. O tráfego está fluindo”, afirmou o Comando Central dos EUA.
A agência britânica de segurança marítima, UKMTO, informou que o ataque a uma embarcação pelo Irã resultou em um incêndio a bordo, levando a tripulação a abandonar o navio em um bote salva-vidas. Até o momento, 23 tripulantes foram resgatados, enquanto um permanece desaparecido.
O Irã também atacou alvos associados aos Estados Unidos em quatro países da região do Golfo Pérsico neste domingo. Segundo a Guarda Revolucionária, foram atingidos um centro de comando e controle de drones na Jordânia, um radar norte-americano no Kuwait, uma plataforma de apoio para porta-aviões em Omã e um centro de manutenção de jatos no Catar.
Por sua vez, o Comando Central das Forças Armadas dos EUA confirmou que atingiu 140 alvos militares iranianos. Em um período de três noites de ofensivas, 300 alvos foram atacados. A mídia estatal iraniana reportou explosões no sul do país e na fronteira com o Iraque.

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