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Aracaju, Quinta-feira, 2 de julho de 2026
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PCC é classificado pelos EUA como ‘maior organização criminosa do Hemisfério Ocidental’ e vira alvo de Trump

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PCC é classificado pelos EUA como ‘maior organização criminosa do Hemisfério Ocidental’ e vira alvo de Trump

Departamento do Tesouro americano aplica sanções contra brasileiros e empresas ligadas à facção; nova diretriz de Washington prevê uso de "força letal" e ações militares contra o narcoterrorismo na América Latina.

02/07/2026 · 10h18
PCC é classificado pelos EUA como ‘maior organização criminosa do Hemisfério Ocidental’ e vira alvo de Trump

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Departamento do Tesouro americano aplica sanções contra brasileiros e empresas ligadas à facção; nova diretriz de Washington prevê uso de “força letal” e ações militares contra o narcoterrorismo na América Latina.

O governo dos Estados Unidos subiu o tom e classificou formalmente a facção brasileira Primeiro Comando da Capital (PCC) como “a maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental”. A definição consta em um documento oficial publicado pelo Departamento do Tesouro americano, que detalha a expansão global da facção e consolida o Brasil como um dos focos centrais da nova e agressiva estratégia de segurança nacional do governo de Donald Trump para as Américas.

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De acordo com o comunicado de Washington, o PCC expandiu suas operações de forma alarmante nos últimos anos, fincando bases em países como Reino Unido, Turquia e Japão, e já representa uma “ameaça criminal real e crescente” dentro do próprio território norte-americano.

Com o novo status do grupo, o Tesouro dos EUA anunciou a primeira rodada prática de sanções econômicas contra o PCC desde que a facção foi classificada pelas autoridades americanas como uma organização terrorista. O alvo desta operação inicial foram dois cidadãos brasileiros e três empresas baseadas no Brasil, todos acusados de integrar e operar um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro a serviço do cartel.

A estratégia de Trump: “Paz por meio da força”

A inclusão do PCC no topo da lista de ameaças do continente coincide com a implementação da nova “Estratégia Nacional de Defesa dos EUA”, formulada para assegurar a dominância militar e comercial norte-americana “do Ártico à América do Sul”. Sob o lema de “paz por meio da força”, a Casa Branca indicou que o combate ao chamado “narcoterrorismo” terá um papel central na política externa deste mandato.

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O plano de Washington prevê uma reformulação profunda na segurança regional baseada em diretrizes rígidas:

  • Intervenção militar direta: Os EUA afirmaram textualmente que se reservam o direito de realizar ataques militares diretos contra organizações classificadas como narcoterroristas em qualquer ponto das Américas, caso julguem que seus interesses de segurança nacional estão sob risco;
  • Uso de força letal: O governo americano planeja blindar suas fronteiras e autorizar o uso de força letal contra cartéis de drogas latino-americanos, além de buscar a ampliação de bases e acessos a locais considerados estratégicos na região;
  • Monitoramento de rotas: Haverá uma expansão da presença da Guarda Costeira e da Marinha americana para sufocar rotas marítimas, combatendo simultaneamente o tráfico de entorpecentes, o tráfico humano e a imigração ilegal.

Como exemplo da aplicação prática dessa política, o Departamento de Defesa americano citou a recente operação militar que resultou na captura do ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro, acusado pelos EUA de chefiar o Cartel de los Soles.

Contenção da China e realinhamento global

A nova doutrina militar da Casa Branca sinaliza que os Estados Unidos pretendem reajustar e transferir parte do contingente militar atualmente alocado em outras partes do mundo para focar prioritariamente nas ameaças urgentes do Hemisfério Ocidental.

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Além do combate frontal às facções criminosas e ao fluxo migratório, a estratégia norte-americana deixa claro que um dos grandes objetivos geopolíticos do realinhamento de tropas e sanções na América Latina é barrar e conter o avanço da influência comercial e política da China na região.

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Departamento do Tesouro americano aplica sanções contra brasileiros e empresas ligadas à facção; nova diretriz de Washington prevê uso de “força letal” e ações militares contra o narcoterrorismo na América Latina.

O governo dos Estados Unidos subiu o tom e classificou formalmente a facção brasileira Primeiro Comando da Capital (PCC) como “a maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental”. A definição consta em um documento oficial publicado pelo Departamento do Tesouro americano, que detalha a expansão global da facção e consolida o Brasil como um dos focos centrais da nova e agressiva estratégia de segurança nacional do governo de Donald Trump para as Américas.

De acordo com o comunicado de Washington, o PCC expandiu suas operações de forma alarmante nos últimos anos, fincando bases em países como Reino Unido, Turquia e Japão, e já representa uma “ameaça criminal real e crescente” dentro do próprio território norte-americano.

Com o novo status do grupo, o Tesouro dos EUA anunciou a primeira rodada prática de sanções econômicas contra o PCC desde que a facção foi classificada pelas autoridades americanas como uma organização terrorista. O alvo desta operação inicial foram dois cidadãos brasileiros e três empresas baseadas no Brasil, todos acusados de integrar e operar um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro a serviço do cartel.

A estratégia de Trump: “Paz por meio da força”

A inclusão do PCC no topo da lista de ameaças do continente coincide com a implementação da nova “Estratégia Nacional de Defesa dos EUA”, formulada para assegurar a dominância militar e comercial norte-americana “do Ártico à América do Sul”. Sob o lema de “paz por meio da força”, a Casa Branca indicou que o combate ao chamado “narcoterrorismo” terá um papel central na política externa deste mandato.

O plano de Washington prevê uma reformulação profunda na segurança regional baseada em diretrizes rígidas:

  • Intervenção militar direta: Os EUA afirmaram textualmente que se reservam o direito de realizar ataques militares diretos contra organizações classificadas como narcoterroristas em qualquer ponto das Américas, caso julguem que seus interesses de segurança nacional estão sob risco;
  • Uso de força letal: O governo americano planeja blindar suas fronteiras e autorizar o uso de força letal contra cartéis de drogas latino-americanos, além de buscar a ampliação de bases e acessos a locais considerados estratégicos na região;
  • Monitoramento de rotas: Haverá uma expansão da presença da Guarda Costeira e da Marinha americana para sufocar rotas marítimas, combatendo simultaneamente o tráfico de entorpecentes, o tráfico humano e a imigração ilegal.

Como exemplo da aplicação prática dessa política, o Departamento de Defesa americano citou a recente operação militar que resultou na captura do ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro, acusado pelos EUA de chefiar o Cartel de los Soles.

Contenção da China e realinhamento global

A nova doutrina militar da Casa Branca sinaliza que os Estados Unidos pretendem reajustar e transferir parte do contingente militar atualmente alocado em outras partes do mundo para focar prioritariamente nas ameaças urgentes do Hemisfério Ocidental.

Além do combate frontal às facções criminosas e ao fluxo migratório, a estratégia norte-americana deixa claro que um dos grandes objetivos geopolíticos do realinhamento de tropas e sanções na América Latina é barrar e conter o avanço da influência comercial e política da China na região.

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