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EUA bloqueiam acesso global à IA e ampliam controle tecnológico mundial

Mundo

EUA bloqueiam acesso global à IA e ampliam controle tecnológico mundial

Revista destaca que controle da IA pelos EUA pode afetar globalmente as tecnologias disponíveis.

20/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 08h11
EUA bloqueiam acesso global à IA e ampliam controle tecnológico mundial

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Washington proibiu estrangeiros de acessar modelos da Anthropic alegando segurança nacional. A medida suspendeu sistemas globalmente e reacende debate sobre domínio americano na era da inteligência artificial.

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A revista britânica The Economist ressalta que “o acesso global à melhor IA pode depender de uma decisão tomada no Salão Oval”. Essa afirmação destaca a reportagem de capa intitulada “A inteligência artificial concedeu aos Estados Unidos um novo e vasto poder”, publicada na quinta-feira, 18 de junho de 2026.

Na matéria, é mencionada a recente decisão do governo dos Estados Unidos, que proibiu o acesso de estrangeiros a dois novos modelos de Inteligência Artificial da empresa Anthropic, sob a justificativa de riscos à “segurança nacional”. Essa determinação resultou na suspensão global dos sistemas mais recentes da companhia.

De acordo com a The Economist, a administração do presidente Donald Trump, do Partido Republicano, pode começar a restringir o acesso às melhores tecnologias para assegurar uma vantagem cibernética e militar. Os aliados europeus dos EUA podem ter acesso às melhores tecnologias, enquanto os demais países ficariam limitados a modelos tecnológicos inferiores e com medidas de segurança menos robustas.

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“Os Estados Unidos precisam decidir como exercer esse novo e vasto poder. O resto do mundo precisa decidir o que fazer a respeito. Mesmo enquanto se prepara para uma América instável em tudo, da defesa ao comércio, agora precisa lidar com uma nova forma de estar refém da maior economia do mundo”, afirma a revista.

Ainda segundo a reportagem, os norte-americanos enfrentam um dilema. Seus aliados europeus podem optar por se aproximar da China, que também se destaca na produção de IA, ou perceber que dependem dos Estados Unidos.

A revista aponta que “os Estados Unidos têm um enorme interesse econômico em liderar a IA e vender sua tecnologia para estrangeiros”. O governo norte-americano, conforme a publicação, não deve fornecer motivos para que outros países se unam à China, a segunda maior potência no desenvolvimento tecnológico.

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Nesse contexto, a The Economist sugere que uma “hierarquia de acesso” pode surgir. “As melhores capacidades serão rigorosamente protegidas pelos Estados Unidos, para garantir vantagem em ciberataques e capacidade militar. As alternativas seguintes, as melhores possíveis, poderão estar disponíveis para os aliados – o equivalente ao F-35. E um modelo suficientemente limitado poderá ser vendido ao mundo com as melhores medidas de segurança que seus fabricantes conseguirem projetar”, destaca a reportagem.

A publicação conclui que um futuro dessa natureza seria desconfortável para os aliados dos Estados Unidos, que não têm capacidade para rivalizar com empresas como a Anthropic. Além disso, a revista enfatiza que os EUA possuem maior poder computacional para executar modelos de IA, o que levaria os países europeus a entenderem que precisam dos norte-americanos.

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Washington proibiu estrangeiros de acessar modelos da Anthropic alegando segurança nacional. A medida suspendeu sistemas globalmente e reacende debate sobre domínio americano na era da inteligência artificial.

A revista britânica The Economist ressalta que “o acesso global à melhor IA pode depender de uma decisão tomada no Salão Oval”. Essa afirmação destaca a reportagem de capa intitulada “A inteligência artificial concedeu aos Estados Unidos um novo e vasto poder”, publicada na quinta-feira, 18 de junho de 2026.

Na matéria, é mencionada a recente decisão do governo dos Estados Unidos, que proibiu o acesso de estrangeiros a dois novos modelos de Inteligência Artificial da empresa Anthropic, sob a justificativa de riscos à “segurança nacional”. Essa determinação resultou na suspensão global dos sistemas mais recentes da companhia.

De acordo com a The Economist, a administração do presidente Donald Trump, do Partido Republicano, pode começar a restringir o acesso às melhores tecnologias para assegurar uma vantagem cibernética e militar. Os aliados europeus dos EUA podem ter acesso às melhores tecnologias, enquanto os demais países ficariam limitados a modelos tecnológicos inferiores e com medidas de segurança menos robustas.

“Os Estados Unidos precisam decidir como exercer esse novo e vasto poder. O resto do mundo precisa decidir o que fazer a respeito. Mesmo enquanto se prepara para uma América instável em tudo, da defesa ao comércio, agora precisa lidar com uma nova forma de estar refém da maior economia do mundo”, afirma a revista.

Ainda segundo a reportagem, os norte-americanos enfrentam um dilema. Seus aliados europeus podem optar por se aproximar da China, que também se destaca na produção de IA, ou perceber que dependem dos Estados Unidos.

A revista aponta que “os Estados Unidos têm um enorme interesse econômico em liderar a IA e vender sua tecnologia para estrangeiros”. O governo norte-americano, conforme a publicação, não deve fornecer motivos para que outros países se unam à China, a segunda maior potência no desenvolvimento tecnológico.

Nesse contexto, a The Economist sugere que uma “hierarquia de acesso” pode surgir. “As melhores capacidades serão rigorosamente protegidas pelos Estados Unidos, para garantir vantagem em ciberataques e capacidade militar. As alternativas seguintes, as melhores possíveis, poderão estar disponíveis para os aliados – o equivalente ao F-35. E um modelo suficientemente limitado poderá ser vendido ao mundo com as melhores medidas de segurança que seus fabricantes conseguirem projetar”, destaca a reportagem.

A publicação conclui que um futuro dessa natureza seria desconfortável para os aliados dos Estados Unidos, que não têm capacidade para rivalizar com empresas como a Anthropic. Além disso, a revista enfatiza que os EUA possuem maior poder computacional para executar modelos de IA, o que levaria os países europeus a entenderem que precisam dos norte-americanos.

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