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Economia

Exportações atingem US$ 31,97 bi em outubro e registram maior resultado para o mês desde 1989

O Brasil exportou US$ 31,97 bilhões em outubro, valor 9,1% superior ao de igual período de 2024 e o maior já registrado para o mês em toda a série histórica, iniciada em 1989. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Com importações de US$ 25,01 bilhões, […]

06/11/2025 · 20h49
Exportações atingem US$ 31,97 bi em outubro e registram maior resultado para o mês desde 1989

O Brasil exportou US$ 31,97 bilhões em outubro, valor 9,1% superior ao de igual período de 2024 e o maior já registrado para o mês em toda a série histórica, iniciada em 1989. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

Com importações de US$ 25,01 bilhões, o superávit comercial ficou em US$ 6,96 bilhões. O desempenho positivo ocorreu mesmo diante da queda de 37,9% nas vendas para os Estados Unidos, três meses após o aumento de tarifas determinado pelo governo de Donald Trump.

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Queda na América do Norte

A retração nas vendas ao mercado norte-americano puxou uma diminuição geral de 24,1% nas exportações para a América do Norte em outubro. O principal recuo foi o de petróleo bruto, cujos embarques encolheram 82,6%, totalizando perda de cerca de US$ 500 milhões. Também caíram as vendas de celulose (-43,9%), óleos combustíveis (-37,7%) e aeronaves e partes (-19,8%).

Segundo Herlon Brandão, diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Mdic, mesmo itens não sujeitos às novas tarifas, como óleo combustível e celulose, tiveram desempenho negativo, indicando influência de fatores além da taxação norte-americana.

Avanço na Ásia e na Europa

O recuo nos Estados Unidos foi compensado pelo aumento das exportações para outras regiões. As vendas para a Ásia subiram 21,2%, puxadas por China (33,4%), Índia (55,5%), Cingapura (29,2%) e Filipinas (22,4%). Entre os produtos, destacaram-se soja (64,5%), petróleo bruto (43%), minério de ferro (31,7%) e carne bovina (44,7%).

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Na Europa, houve crescimento de 7,6%, impulsionado principalmente por minérios de cobre (823,6%), carne bovina (73,4%) e celulose (46,8%). Já a América do Sul registrou alta de 12,6%, com destaque para óleos brutos de petróleo (141,1%).

Evolução mensal das vendas aos EUA

Conforme o Mdic, as exportações brasileiras para os Estados Unidos vêm diminuindo há três meses consecutivos: retração de 16,5% em agosto, 20,3% em setembro e 37,9% em outubro, sempre na comparação com os mesmos meses do ano anterior.

Com informações de Agência Brasil

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O Brasil exportou US$ 31,97 bilhões em outubro, valor 9,1% superior ao de igual período de 2024 e o maior já registrado para o mês em toda a série histórica, iniciada em 1989. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

Com importações de US$ 25,01 bilhões, o superávit comercial ficou em US$ 6,96 bilhões. O desempenho positivo ocorreu mesmo diante da queda de 37,9% nas vendas para os Estados Unidos, três meses após o aumento de tarifas determinado pelo governo de Donald Trump.

Queda na América do Norte

A retração nas vendas ao mercado norte-americano puxou uma diminuição geral de 24,1% nas exportações para a América do Norte em outubro. O principal recuo foi o de petróleo bruto, cujos embarques encolheram 82,6%, totalizando perda de cerca de US$ 500 milhões. Também caíram as vendas de celulose (-43,9%), óleos combustíveis (-37,7%) e aeronaves e partes (-19,8%).

Segundo Herlon Brandão, diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Mdic, mesmo itens não sujeitos às novas tarifas, como óleo combustível e celulose, tiveram desempenho negativo, indicando influência de fatores além da taxação norte-americana.

Avanço na Ásia e na Europa

O recuo nos Estados Unidos foi compensado pelo aumento das exportações para outras regiões. As vendas para a Ásia subiram 21,2%, puxadas por China (33,4%), Índia (55,5%), Cingapura (29,2%) e Filipinas (22,4%). Entre os produtos, destacaram-se soja (64,5%), petróleo bruto (43%), minério de ferro (31,7%) e carne bovina (44,7%).

Na Europa, houve crescimento de 7,6%, impulsionado principalmente por minérios de cobre (823,6%), carne bovina (73,4%) e celulose (46,8%). Já a América do Sul registrou alta de 12,6%, com destaque para óleos brutos de petróleo (141,1%).

Evolução mensal das vendas aos EUA

Conforme o Mdic, as exportações brasileiras para os Estados Unidos vêm diminuindo há três meses consecutivos: retração de 16,5% em agosto, 20,3% em setembro e 37,9% em outubro, sempre na comparação com os mesmos meses do ano anterior.

Com informações de Agência Brasil

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